segunda-feira, 18 de maio de 2026

Analisando Discografias - The 1975

                 

The 1975 – The 1975





















NOTA: 8,3/10


Em 2013, The 1975 lançava seu álbum de estreia autointitulado, trazendo algo interessante. Formado lá em 2002, em Wilmslow, pelos adolescentes Matty Healy (vocais e guitarras), Adam Hann (guitarra), Ross MacDonald (baixo) e o então “gurizinho” George Daniel (bateria), o grupo, naquele período dos anos 2000, era apenas uma banda que tocava covers. A coisa só começou a ficar séria por volta de 2010, quando mudaram para o nome que conhecemos hoje e assinaram com a gravadora independente Dirty Hit. A produção foi feita pela própria banda junto com Mike Crossey, seguindo um som extremamente limpo, detalhista e atmosférico. Existe um cuidado enorme com as texturas: guitarras brilhantes, sintetizadores etéreos, vocais tratados de forma quase sonhadora e baterias orgânicas e as vezes eletrônica, juntando assim Pop Rock, New Wave, Synth-pop e Alt-Pop. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas e sentimentais. No fim, é um ótimo disco de estreia e bem coeso. 

Melhores Faixas: Sex, Robbers, The City, Chocolate 
Vale a Pena Ouvir: Girls, Heart Out, Pressure

I Like It When You Sleep, For You Are So Beautiful Yet So Unaware Of It – The 1975





















NOTA: 8/10


Três anos se passaram, e The 1975 retornou com seu 2º álbum, o I Like It When You Sleep, for You Are So Beautiful yet So Unaware of It. Após o álbum de estreia, eles haviam deixado de ser apenas um fenômeno Indie britânico para se tornarem um nome global do Pop alternativo. A banda decidiu fazer um álbum que fosse um retrato completo da cultura jovem moderna: internet, fama, ansiedade, sexo, drogas, ironia, narcisismo e vazio emocional. A produção foi bem sofisticada, com os sintetizadores possuindo uma profundidade quase cinematográfica. As guitarras aparecem cheias de textura, o baixo do Ross MacDonald conduz grooves dançantes e a bateria do George Daniel é extremamente inventiva, enquanto os vocais do Matty são bem confiantes e teatrais. Com isso, temos elementos do Synth-pop, New Wave e até traços de Shoegaze e música ambiente. O repertório é muito bom, e as canções são bem atmosféricas. No fim, é um ótimo disco e foi uma obra muito ousada. 

Melhores Faixas: Somebody Else, She’s American, A Change Of Heart 
Vale a Pena Ouvir: The Sound, Lostmyhead, Love Me, This Must Be My Dream

A Brief Inquiry Into Online Relationships – The 1975





















NOTA: 8,5/10


Dois anos depois, foi lançado o terceiro disco do The 1975, A Brief Inquiry Into Online Relationships. Após o I Like It When You Sleep, a banda decidiu fazer um álbum conceitual conectado por diversos temas abrangentes. Esse trabalho serve como uma declaração política de alerta, questionando as implicações da relação da sociedade com a tecnologia e seu impacto sobre a geração millennial. O final da década de 2010 foi dominado por ansiedade digital, polarização política e uma sensação constante de esgotamento psicológico. A produção, feita junto com Jonathan Gilmore, foi mais fragmentada, imprevisível e, às vezes, extremamente luxuosa e expansiva, com sintetizadores atmosféricos, baixos elegantes, guitarras texturizadas e os vocais emocionalmente cansados do Matty. Fazendo assim um trabalho de Art Pop com elementos do Synth-pop e Jazz. O repertório é muito bom, e as canções são bem dinâmicas. No fim, é um ótimo disco e bem consistente. 

Melhores Faixas: Sincerity Is Scary, I Always Wanna Die (Sometimes), It's Not Living (If It's Not With You), I Couldn't Be More In Love 
Vale a Pena Ouvir: Love It If We Made It, Give Yourself A Try, Surrounded By Heads And Bodies

Notes On A Conditional Form – The 1975





















NOTA: 4/10


Entrando nessa década, The 1975 retornou com um disco fraquíssimo, o Notes on a Conditional Form. Após A Brief Inquiry Into Online Relationships, inicialmente esse trabalho seria lançado pouco depois do anterior, mas, conforme o projeto cresceu, acabou se transformando em um álbum gigantesco. Fora isso, Matty Healy, após anos de exposição extrema, dependência química e crises existenciais, parecia menos interessado em construir uma persona glamourosa e mais disposto a revelar vulnerabilidade. A produção foi bem mais experimental, abraçando uma fragmentação completa, com mudanças de ritmo sem qualquer transição óbvia. Há uma presença maior da música eletrônica, com ecos claros de Future Garage e IDM espalhados pelo disco, dentro desse caldeirão de Art Pop que soa bem impreciso e como uma colcha de retalhos. O repertório é ruim, tendo muitas canções fracas e poucas interessantes. Enfim, é um álbum horrível e sem coesão. 

Melhores Faixas: Me & You Together Song, Then Because She Goes, If You're Too Shy (Let Me Know), Jesus Christ 2005 God Bless America, Streaming, I Think There's Something You Should Know 
Piores Faixas: The Birthday Party, Playing On My Mind, Nothing Revealed / Everything Denied, Roadkill, What Should I Say, Don't Worry, Frail State Of Mind, Shiny Collarbone

Being Funny In A Foreign Language – The 1975





















NOTA: 8,7/10


Então chegamos a 2022, ano em que The 1975 lançou seu álbum mais recente, o Being Funny in a Foreign Language. Após o Notes on a Conditional Form, parecia existir um certo desgaste em torno da banda. O maximalismo caótico do álbum anterior acabou sendo criticado pela duração excessiva, falta de foco e sensação de dispersão artística. Para esse trabalho, eles decidiram voltar a fazer algo contagiante e que gerasse impacto. A produção, feita pela banda junto com Jack Antonoff, foi bem polida e elegante. Os arranjos são extremamente sofisticados, com maior foco no Pop Rock e Pop sofisticado. As guitarras atmosféricas do Adam Hann continuam fundamentais, assim como o baixo elegante do Ross MacDonald. A bateria do George Daniel possui grooves sofisticados, enquanto os vocais do Matty Healy são bem emocionais. O repertório é ótimo, e as canções são bem envolventes e imersivas. No fim, é um disco belíssimo e bastante sentimental. 

Melhores Faixas: About You, I'm In Love With You, All I Need To Hear, When We Are Together
Vale a Pena Ouvir: Happiness, Wintering, Oh Caroline


                                                                            Por hoje é só, então flw!!!          

Analisando Discografias - The 1975

                  The 1975 – The 1975 NOTA: 8,3/10 Em 2013, The 1975 lançava seu álbum de estreia autointitulado, trazendo algo interessante...