segunda-feira, 4 de maio de 2026

Analisando Discografias - Empire Of The Sun

                 

Walking On A Dream – Empire Of The Sun





















NOTA: 1,4/10


Indo para 2008, o Empire of the Sun lançava seu álbum de estreia, o Walking on a Dream. O projeto é formado pelos australianos Luke Steele (que fazia parte do The Sleepy Jackson) e Nick Littlemore (integrante do PNAU). A dupla construiu uma identidade quase mitológica, com figurinos extravagantes, referências orientais e uma aura futurista, despertando o interesse da Capitol Records. A produção foi feita pela dupla junto com Peter Mayes e Donnie Sloan, seguindo uma abordagem limpa, com base em sintetizadores exuberantes, linhas de baixo pulsantes e batidas eletrônicas polidas, organizadas em camadas amplas e etéreas. Assim, o som mistura influências de Electropop, Synth-pop e Indietronica, com os vocais de Luke soando etéreos, mas, no geral, tudo parece excessivamente comprimido e sem muita imersão. O repertório é péssimo, e as canções são bastante medíocres. Enfim, é um disco de estreia que é bem chatinho. 

Melhores Faixas: (..................................) 
Piores Faixas: Swordfish Hotkiss Night, We Are The People, Standing On The Shore, Delta Bay

Ice On The Dune – Empire Of The Sun





















NOTA: 1/10


Foi só em 2013 que eles retornaram, lançando seu 2º álbum, o Ice on the Dune. Após o Walking on a Dream e depois de a dupla focar em seus respectivos projetos, esse álbum foi mais deliberado, pensado para expandir o universo visual e sonoro da dupla. A mitologia estética da banda é ampliada: se antes havia uma aura misteriosa, aqui ela se torna mais épica e estruturada, com uma narrativa mais clara envolvendo personagens, reinos e uma espécie de fantasia sci-fi. A produção foi visivelmente mais limpa, mais brilhante e mais orientada à música pop. Há uma redução na ambiguidade sonora, com os elementos sendo mais definidos e com maior ênfase na clareza e no impacto imediato. A influência do Synth-pop continua presente, mas com uma abordagem mais alinhada ao Electropop dos anos 2010, só que tudo soa bastante repetitivo. O repertório é terrível, e as canções são bem genéricas e sem variação. No fim, é outro disco péssimo e bastante maçante. 

Melhores Faixas: (.......................) 
Piores Faixas: Old Flavours, Surround Sound, Concert Pitch, DNA, Alive

Two Vines – Empire Of The Sun





















NOTA: 1/10


Se passaram três anos até que eles retornassem com um novo disco, o Two Vines. Após o Ice on the Dune, o Empire of the Sun voltou a entrar em um período de relativo silêncio criativo. O intervalo entre os discos não foi apenas uma pausa operacional, mas também um momento em que o projeto pareceu repensar sua própria direção artística, após assinarem com a Virgin EMI. O conceito do disco parte de uma ideia futurista melancólica: um mundo em que a natureza lentamente retoma o espaço de civilizações tecnológicas decadentes. A produção segue a linha de sempre, mas de forma mais arejada e frequentemente mais minimalista em comparação ao seu antecessor. Os sintetizadores continuam centrais, mas aparecem menos saturados. No entanto, persiste o mesmo problema: tudo soa repetitivo e carece de algo mais dinâmico. O repertório é péssimo, e as canções são bastante tediosas. No final, é um álbum horroroso e sem forma. 

Melhores Faixas: (.......zzz.......) 
Piores Faixas: To Her Door, Way To Go, Friends, ZZZ, High And Low

Ask That God – Empire Of The Sun





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2024, quando foi lançado o mais recente álbum do Empire of the Sun, o Ask That God. Após o Two Vines, desde 2017, Luke Steele e Nick Littlemore chegaram a acumular centenas de ideias musicais antes de selecionar o repertório final. Outro ponto essencial é o contexto emocional e conceitual: o álbum nasce após momentos de desgaste interno e até dúvidas sobre a continuidade do projeto. A produção foi feita pelo duo junto com Peter Mayes, seguindo a estética brilhante que os marcou no auge, mas agora com um acabamento técnico muito mais refinado. Os sintetizadores voltam a ocupar o centro da sonoridade, porém com maior variedade de texturas: ora cintilantes e eufóricos, dialogando mais diretamente com o Synth-pop e o Dance-Pop; ainda assim, tudo soa bastante repetitivo, principalmente por essa certa confusão atmosférica. O repertório é terrível, e as canções são bem genéricas. No geral, é mais um trabalho medíocre de um projeto sem graça. 

Melhores Faixas: (..................................) 
Piores Faixas: AEIOU, Cherry Blossom, Music On The Radio, Friends I Know, Rhapsodize


                                                                         Então é isso, um abraço e flw!!!          

Analisando Discografias - Empire Of The Sun

                  Walking On A Dream – Empire Of The Sun NOTA: 1,4/10 Indo para 2008, o Empire of the Sun lançava seu álbum de estreia, o Wa...