domingo, 24 de maio de 2026

Analisando Discografias - J Dilla: Parte 1

                  

Welcome 2 Detroit – J Dilla





















NOTA: 8,5/10


No ano de 2001, J Dilla lançava seu 1º trabalho, o Welcome 2 Detroit, que era bem variado. A trajetória do rapper e produtor de Detroit começou por volta de 1993, quando, depois de se formar no ensino médio, passou a focar no grupo que seus amigos de escola haviam formado, o Slum Village. Ele começou a entrar de cabeça na produção quando Amp Fiddler lhe emprestou sua Akai MPC, equipamento que rapidamente dominou, tornando-se, com o tempo, um dos produtores mais influentes da cena. A produção, feita pelo próprio Dilla com uma participação do Karriem Riggins, funciona em cima do famoso “drunk rhythm”, que consistia basicamente em baterias fora do eixo, com o kick atrasado, o snare entrando torto e os hi-hats tropeçando, deixando um aspecto mais humano e permitindo que ele conseguisse rimar. O repertório é bem legal, e as canções transitam entre um lado atmosférico e momentos mais profundos. No final, é um ótimo disco, apesar de não representar seu ápice. 

Melhores Faixas: Think Twice, Pause, Shake It Down, Rico Suave Bossa Nova 
Vale a Pena Ouvir: It's Like That, Y'all Ain't Ready, Give It Up

The Official Jay Dee Instrumental Series Vol. 1: Unreleased – Jay Dee





















NOTA: 8/10


Em 2002, J Dilla lançava um EP intitulado The Official Jay Dee Instrumental Series Vol. 1: Unreleased. Após o Welcome 2 Detroit, Dilla trabalhava com a Soulquarians, fazia remixes constantemente e acumulava dezenas de beats inéditos em fitas DAT e MPCs. Muito desse material instrumental circulava informalmente entre DJs e colecionadores. Esse EP surge justamente dessa cultura das “beat tapes”, onde o instrumental deixava de ser apenas suporte para MCs e passava a ser apreciado como uma obra própria. A produção foi mais espontânea, e os drums aqui têm aquele swing torto clássico dele: snares atrasados, kicks desalinhados e hi-hats que parecem “escorregar” no tempo. Só que tudo isso cria um groove absurdamente vivo. As batidas não parecem programadas; parecem tocadas por alguém meio sonolento, mas genial. O repertório é muito bom, e as canções são bem leves e relaxantes. No geral, é um EP interessante e bastante imersivo. 

Melhores Faixas: Substitute, Tomita, Busta 
Vale a Pena Ouvir: Flyyyyyy, Vibeout

 

Analisando Discografias - D'Angelo

                   Brown Sugar – D’Angelo NOTA: 10/10 Voltando ao ano de 2004, o Black Alien lançava seu 1º trabalho solo, o Babylon By Gus ...