quarta-feira, 20 de maio de 2026

Analisando Discografias - The Naked And Famous

                 

This Machine – The Naked And Famous





















NOTA: 7/10


Em 2008, o The Naked and Famous lançava seu 1º trabalho no formato EP, o This Machine. Formada um ano antes, na cidade de Auckland, na Nova Zelândia, por Alisa Xayalith (vocais e teclados) e Thom Powers (vocais e guitarra), a banda começou a fazer um projeto que juntasse elementos da Indietronica com o Indie Rock tradicional e, para completar a formação, chamaram Aaron Short (teclados), Ben Knapp (baixo) e Jordan Clark (bateria). A produção foi feita por eles mesmos, deixando um som que alterna entre o grandioso e o claustrofóbico, com presença de sintetizadores largos, camadas eletrônicas densas, guitarras discretas, baterias processadas e vocais que alternam fragilidade e explosão. O repertório contém 6 faixas muito legais e bem cadenciadas. Enfim, é um ótimo EP que mostra algo bastante promissor. 

Melhores Faixas: Serenade, Post 
Vale a Pena Ouvir: Kill The Littleblackdots, Spies Spies Spies

No Light – The Naked And Famous





















NOTA: 7,2/10


Alguns meses depois, foi lançado o 2º EP deles, intitulado No Light, que partiu para outra abordagem. Após o This Machine, eles decidiram fazer com que a melancolia deixasse de ser apresentada como algo explosivo e passasse a soar como um estado constante. O EP parece mergulhado em uma espécie de escuridão silenciosa, refletindo temas como ansiedade, perda de identidade e a dificuldade de encontrar estabilidade em meio ao caos psicológico. A produção é mais atmosférica e marcada por uma tensão emocional constante. Os sintetizadores possuem texturas frias e nebulosas, muitas vezes funcionando mais como ambiência emocional do que como elementos melódicos principais. As guitarras são bem mais angulares e contam com bastante uso de reverb, enquanto os vocais da Alisa soam mais vulneráveis, dialogando com o Post-Punk Revival. O repertório novamente contém 6 faixas, todas elas bem imersivas. No fim, é um EP que mostrou uma certa evolução. 

Melhores Faixas: Bells, Who Are You Talking To? 
Vale a Pena Ouvir: Birds, Part 2

Passive Me • Aggressive You – The Naked And Famous





















NOTA: 8,2/10


Entrando em 2010, o The Naked and Famous lançou seu álbum de estreia, o Passive Me • Aggressive You. Após o EP No Light, a banda passou por algumas mudanças, efetivando Aaron Short na formação, enquanto Ben Knapp e Jordan Clark saíram, sendo substituídos por David Beadle e Jesse Wood. Esse trabalho é fortemente carregado pela sensação da juventude. Mesmo quando aborda inseguranças e crises emocionais, existe uma urgência e um sentimento de descoberta contínua. A produção foi conduzida por eles mesmos, abraçando a estética da Indietronica com sintetizadores gigantescos, baterias expansivas, guitarras atmosféricas e refrões construídos para soar enormes. O disco também consegue dialogar com o Synth-pop e o Rock alternativo, enquanto os vocais de Alisa Xayalith e Thom Powers funcionam de maneira excelente juntos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem envolventes. No fim, é um ótimo disco de estreia e bastante coeso. 

Melhores Faixas: Young Blood, Punching In A Dream, Eyes 
Vale a Pena Ouvir: The Sun, Spank, Jilted Lovers

In Rolling Waves – The Naked And Famous





















NOTA: 6/10


Três anos se passaram, e foi lançado o 2º álbum do The Naked and Famous, o In Rolling Waves. Após o Passive Me • Aggressive You, a banda passou por mudanças intensas relacionadas à rotina de turnês, desgaste emocional e crescimento artístico. Isso influenciou diretamente a sonoridade e os temas do álbum, levando-o para um tom mais cansado, introspectivo e emocionalmente complexo. Além disso, eles tinham recém-assinado com a Fiction Records. A produção, conduzida por eles junto do Justin Meldal-Johnsen, foi para um lado mais sofisticado e mergulhou de cabeça no Synth-pop, mas sem deixar a Indietronica característica de lado. Os sintetizadores possuem texturas mais profundas e menos explosivamente brilhantes, enquanto as guitarras até conseguem soar bem densas. Porém, tudo acaba parecendo bastante arrastado e ficando muito monótono. O repertório é mediano, com algumas canções legais e outras fraquíssimas. No fim, é um álbum irregular e repetitivo. 

Melhores Faixas: Hearts Like Ours, A Small Reunion, Waltz 
Piores Faixas: The Mess, To Move With Purpose, Grow Old

Simple Forms – T/N/A/F





















NOTA: 5,6/10


Passaram-se então mais três anos, e foi lançado outro álbum deles, intitulado Simple Forms. Após o In Rolling Waves, se antes os trabalhos do The Naked and Famous eram mais expansivos, esse novo disco tenta apostar em composições mais limpas, refrões imediatos e uma produção mais acessível. O grupo parece interessado em equilibrar vulnerabilidade emocional com uma energia mais luminosa. A produção, feita por eles com alguns pitacos do Sombear, se torna mais limpa, mais colorida e mais focada em acessibilidade imediata. Os sintetizadores continuam sendo centrais, mas agora possuem texturas mais brilhantes e menos densas. Porém, o grande problema é que eles abusaram bastante da bateria eletrônica para deixar o som mais dançante, só que tudo acaba soando bastante comprimido. O repertório é irregular, tendo canções bem genéricas e poucas que realmente se salvam. No geral, é um disco mediano e bastante sem graça. 

Melhores Faixas: Higher, Losing Our Control, Falling 
Piores Faixas: The Runners, Last Forever, My Energy

Recover – The Naked And Famous





















NOTA: 2/10


Então chegamos a 2020, ano em que foi lançado o 4º e, último álbum até então, o Recover. Após o Simple Forms, o The Naked and Famous acabou enfrentando um desgaste interno. As saídas de David Beadle e Jesse Wood, além dos fantasmas do fim do relacionamento entre Alisa Xayalith e Thom Powers, acabaram influenciando o tom do disco inteiro. A produção foi bastante diversificada, contando com Sam McCarthy e Luna Shadows, entre outros. Ela é marcada por contenção, delicadeza e um forte foco atmosférico, com a banda tentando unir Indie Pop, Indietronica e Pop Alternativo. Os sintetizadores são mais nebulosos, as baterias eletrônicas mais controladas e há uma presença maior da Alisa nos vocais. Porém, novamente a “síndrome dos Strokes” aparece, só que em uma versão bastante pasteurizada. O repertório é muito ruim, com poucas canções legais. No fim, é um álbum péssimo e que mostrou eles completamente desesperados para retornar ao mainstream. 

Melhores Faixas: (An)Aesthetic, Come As You Are 
Piores Faixas: Count On You, Death, The Sound Of My Voice, Monument, Sunseeker, Well-Rehearsed

  

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