Bitter-Sweet – Bryan Ferry And His Orchestra
NOTA: 8,5/10
Então chegamos a 2018, quando foi lançado o último álbum até então do Bryan Ferry, o Bitter-Sweet. Após o Avonmore, ele decidiu voltar a fazer a mesma coisa que deu certo em The Jazz Age: revisitar suas próprias canções e as do Roxy Music, mas de maneira radicalmente diferente, como composições orquestrais, quase desprovidas de voz, reconstruídas como peças instrumentais introspectivas. A produção foi feita pelo cantor junto com seu parceiro Rhett Davies, e juntos eles abraçaram uma sonoridade acústica sofisticada, com um enfoque pesado em orquestrações de sopros (trompetes, saxes, flautas, clarinetes), cordas (violinos, violoncelos) e seções rítmicas suaves, incluindo percussão leve e piano, fazendo tudo soar naquela vibe do Jazz clássico, principalmente da fase da British Dance Band e também do Dark Cabaret. O repertório é muito bom, e as canções não ficaram só instrumentais, tendo outras com vocais. No fim, é um ótimo disco e uma evolução.
Melhores Faixas: Reason Or Rhyme, Sea Breezes, Chance Meeting, Zamba
Vale a Pena Ouvir: Dance Away, Boys And Girls, New Town
