segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - David Byron

                 

Take No Prisoners – David Byron






















NOTA: 8/10


Em 1975, foi lançado o primeiro trabalho solo de David Byron, intitulado Take No Prisoners. Após o lançamento do Wonderworld com o Uriah Heep, Byron já vivia um profundo desgaste interno, tanto pessoal quanto profissional. Naquele momento, o Uriah Heep ainda era uma banda relevante no cenário do Hard Rock britânico, mas os conflitos internos estavam cada vez mais evidentes, especialmente em relação ao comportamento errático de Byron, marcado por problemas com álcool, atrasos e instabilidade emocional. A produção ficou a cargo de Peter Gallen em conjunto com o vocalista, equilibrando elementos do Hard Rock com uma abordagem relativamente direta e sem excessos progressivos, com a participação de alguns integrantes de sua banda, oferecendo uma base sólida para os arranjos, que são complementados por sua voz expressiva. O repertório é muito bom, e as canções são energéticas e vibrantes. No fim, é um ótimo disco, que mostrava um caminho interessante. 

Melhores Faixas: Steamin' Along, Roller Coaster 
Vale a Pena Ouvir: Midnight Flyer, Hit Me With A White One, Love Song

Baby Faced Killer – David Byron





















NOTA: 6/10


Três anos se passaram, e foi lançado seu segundo trabalho solo, intitulado Baby Faced Killer, que chega em um momento conturbado. Após o Take No Prisoners, David Byron acabou sendo demitido do Uriah Heep, motivado principalmente por problemas graves com alcoolismo e indisciplina, o que deixou marcas profundas em sua reputação dentro da indústria musical. Agora, sem o prestígio que a banda lhe proporcionava, além de enfrentar um mercado em rápida transformação, onde o Hard Rock perdia espaço para o AOR e outros gêneros. A produção foi feita por ele junto com Daniel Boone, que apostaram em um som mais limpo e radiofônico. As guitarras são objetivas, os arranjos são enxutos e há uma clara preferência por estruturas tradicionais de verso e refrão, com forte apelo melódico, o que resulta em uma junção fraca de Soft Rock e AOR. O repertório é mediano: começa bem, mas depois decai com canções fracas. No final de tudo, é um trabalho irregular e esquecível. 

Melhores Faixas: Baby Faced Killer, Don't Let Me Down, Rich Man´s Lady 
Piores Faixas: Everybody's Star, Acetylene Jean, African Breeze

On The Rocks – The Byron Band





















NOTA: 8/10


Indo para 1981, foi lançado seu último trabalho solo, o On the Rocks, que se mostrou mais ambicioso. Após o Baby Faced Killer, este novo trabalho nasce de uma parceria mais estruturada, especialmente com o guitarrista Robin George, que assume um papel central na composição e na identidade sonora do álbum. Com isso, foi formada uma banda com Bob Jackson (teclados), Roger Flavell (baixo), Mel Collins (saxofone) e John Shearer (bateria). A produção ficou a cargo de Robin George, que seguiu por um caminho mais equilibrado, apresentando um Hard Rock com influências de Boogie Rock, com guitarras em destaque, uso moderado de teclados, uma base rítmica sólida e os vocais de Byron expressivos e carregados de interpretação. O repertório é muito legal, e as canções são bem melódicas e divertidas. É uma pena que, quatro anos depois, ele tenha vindo a falecer em decorrência de seu vício em alcoolismo, mas deixou um último trabalho bem legal. 

Melhores Faixas: Start Believing, How Do You Sleep? 
Vale a Pena Ouvir: King, Never Say Die

  

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