domingo, 14 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Uriah Heep: Parte 5

                 

Wake The Sleeper – Uriah Heep





















NOTA: 8,4/10


No ano de 2008, o Uriah Heep retorna com seu mais novo disco, o Wake the Sleeper. Após o Sonic Origami, eles buscavam uma revitalização do som clássico da banda, mas com uma abordagem moderna. A abordagem das músicas mostra uma busca por uma sonoridade mais crua e enérgica, voltando a explorar o estilo do Rock progressivo e Hard Rock que os tornou famosos nos anos 70. A única mudança foi que o baterista Lee Kerslake saiu e, em seu lugar, entrou Russell Gilbrook. A produção foi conduzida por Mike Paxman, que trouxe uma sonoridade robusta, mas também com atenção aos detalhes, especialmente nas camadas de teclados e guitarras, típicas do estilo da banda, com o vocal de Bernie Shaw em grande destaque. A produção consegue manter uma boa mistura entre peso e melodia, com os músicos fazendo uma apresentação coesa. O repertório é muito bom, e as canções são bem vibrantes. No fim, é um ótimo disco e bastante consistente. 

Melhores Faixas: Book Of Lies, Tears Of The World, Angels Walk With You 
Vale a Pena Ouvir: Heaven's Pain, Overload, War Child, Ghost Of The Ocean

Into The Wild – Uriah Heep





















NOTA: 8/10


Pulando para 2011, a banda lança mais um trabalho novo, intitulado Into the Wind. Após o Wake the Sleeper, o Uriah Heep estava bem consolidado, tanto que gravaram, em 2009, um disco comemorativo de seus 40 anos de trajetória, que contou com regravações e algumas inéditas. Já este novo álbum foi também uma tentativa de trazer algo mais visceral e direto, sem perder a grandiosidade e o tom épico que sempre caracterizaram suas composições. A produção foi feita novamente por Mike Paxman, que manteve uma sonoridade clara e cheia de energia, com uma mistura de Hard Rock e elementos progressivos. O som é denso, mas há uma boa dosagem entre o peso das guitarras e a grandiosidade dos teclados, sem perder a intensidade, além de uma cozinha rítmica com uma base sólida. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas e com aquele lado épico. No final de tudo, é um trabalho interessante e bem imersivo. 

Melhores Faixas: I'm Ready, T-Bird Angel 
Vale a Pena Ouvir: Nail On The Head, Kiss Of Freedom, Money Talk

Outsider – Uriah Heep





















NOTA: 7,9/10


Passaram-se três anos e foi lançado mais um novo trabalho do Uriah Heep, o Outsider. Após o Into the Wind, a banda estava madura, escrevendo seu material com naturalidade, explorando temas como alienação, espiritualidade e crítica social, sempre filtrados por uma abordagem musical direta e vigorosa. Sem pressões comerciais e distante de modismos contemporâneos, a banda voltava a sentir prazer em fazer música, longe daquelas exigências que sofreu nos anos 80. A produção foi praticamente a mesma, com um som encorpado e orgânico, com as guitarras afiadas do Mick Box e os teclados dinâmicos do Phil Lanzon. A seção rítmica, com Trevor Bolder e Russell Gilbrook, é firme e precisa, e as linhas vocais do Bernie Shaw são seguras e bem articuladas, fazendo um Hard Rock com influências progressivas de forma bem natural. O repertório é bem interessante, tendo canções energéticas e outras mais cadenciadas. Mas, enfim, é um trabalho legal e bem preciso. 

Melhores Faixas: Looking At You, Say Goodbye 
Vale a Pena Ouvir: One Minute, Can't Take That Away, Is Anybody Gonna Help Me?

Living The Dream – Uriah Heep





















NOTA: 8,4/10


Mais um intervalo de uma Copa do Mundo para outra, o Uriah Heep lança seu 24º álbum, o Living the Dream. Após o Outsider, com a saída do baixista Trevor Bolder e a consolidação de Dave Rimmer, esse novo projeto não traz uma tentativa de reinvenção forçada nem um retorno artificial ao passado. Esse trabalho só foi possível graças a um financiamento coletivo feito em um site. A produção foi conduzida por Jay Ruston, e tudo aqui foi gravado em 19 dias, de forma praticamente ao vivo, trazendo assim um som pesado, vivo e direto, com as guitarras cortantes do Mick Box, os teclados variados do Lanzon servindo como base de tudo, o baixo sólido do Rimmer e a bateria energética do Russell Gilbrook, além, é claro, dos vocais expressivos do Bernie Shaw, que são um show à parte. O repertório é muito legal, e as canções são bem pesadas e com um lado mais dinâmico. No fim, é um trabalho muito bom e um dos mais pesados da banda desde seu retorno. 

Melhores Faixas: Grazed By Heaven, It's All Been Said 
Vale a Pena Ouvir: Dreams Of Yesteryear, Knocking At My Door, Waters Flowin', Living The Dream

Chaos & Colour – Uriah Heep





















NOTA: 8,4/10


Então chegamos a 2023, quando foi lançado o álbum mais recente do Uriah Heep, o Chaos & Colour. Após o Living the Dream, a banda enfrentou um período atípico, marcado pela pandemia, pelo isolamento e por reflexões profundas sobre o mundo contemporâneo, além do falecimento recente de alguns ex-integrantes, como John Lawton, Ken Hensley e Lee Kerslake. Todo esse contexto influencia diretamente o espírito do álbum, que carrega um tom mais sério, contemplativo e, em vários momentos, melancólico, sem abandonar a força característica do grupo. A produção foi feita por Jay Ruston, que trouxe um som encorpado e extremamente bem definido, sendo pesado, mas também abrindo muito espaço para dinâmica e nuances. O maior destaque é, certamente, as guitarras do Mick Box, que são bem expressivas, e os vocais mais contidos do Bernie Shaw. O repertório é muito legal, e as canções são bastante variadas e melódicas. Em suma, é um ótimo álbum e muito coeso. 

Melhores Faixas: Age Of Changes, One Nation, One Sun 
Vale a Pena Ouvir: Fly Like An Eagle, Silver Sunlight, Freedom To Be Free


         Por hoje é só, então flw!!!        

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