quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Roxy Music: Parte 1

                 

Roxy Music – Roxy Music





















NOTA: 9,8/10


Indo para 1972, o Roxy Music lançava seu álbum de estreia autointitulado, que trazia uma temática interessante. Formado em 1970, em Londres, pelo vocalista Bryan Ferry, pelo saxofonista Andy Mackay e, entre aspas, pelo músico Brian Eno, eles formaram uma banda que mergulharia no emergente Glam Rock, que ganhava força com artistas como David Bowie e T. Rex. Com o tempo, entraram o guitarrista Phil Manzanera, o baixista Graham Simpson e o baterista Paul Thompson. Com isso, assinaram com a Island Records e conseguiram conquistar um controle artístico. A produção, feita por Peter Sinfield, deixou uma sonoridade crua, valorizando cortes secos e mudanças repentinas de clima dentro das músicas. Com isso, os arranjos são densos e imprevisíveis, contendo influências de Art Rock e música experimental. O repertório é incrível, e as canções são bem variadas e até energéticas. No fim, é um belo disco de estreia, que já mostrava a versatilidade deles. 

Melhores Faixas: If There Is Something, Ladytron, Re-make/Re-model, Would You Believe
Vale a Pena Ouvir: Bitters End, Chance Meeting

For Your Pleasure – Roxy Music





















NOTA: 10/10


No ano seguinte, foi lançado o espetacular e atemporal 2º disco deles, o For Your Pleasure. Após o álbum de estreia, as tensões internas começam a se intensificar, sobretudo entre Bryan Ferry e Brian Eno. Enquanto Ferry buscava um refinamento maior das canções e uma estética cada vez mais elegante, Eno se interessava em levar o grupo ainda mais para o campo da experimentação sonora e da imprevisibilidade. Com isso, temos um trabalho que soa mais noturno e sombrio, sem aquele glamour colorido de outrora. A produção, feita por Chris Thomas e John Anthony junto com a banda, foi para um lado mais coeso e atmosférico, com uma sonoridade mais escura, graves mais presentes e um uso mais calculado dos espaços entre os instrumentos, além dos vocais do Ferry, que são menos teatrais e mais controlados. O repertório é maravilhoso, parecendo até uma coletânea. No geral, é um baita disco e um dos melhores álbuns de todos os tempos. 

Melhores Faixas: In Every Dream Home A Heartache, Do The Strand, Editions Of You, Beauty Queen 
Vale a Pena Ouvir: Grey Lagoons, Strictly Confidential

Stranded – Roxy Music





















NOTA: 7/10


Então chegamos em 2017, quando foi lançado seu 4º e último álbum até então, o Black Butterfly. Após o Shadowman, Walsh passou mais de uma década lidando com problemas vocais cada vez mais graves, dificuldades pessoais, questionamentos sobre sua continuidade musical e um esgotamento físico evidente. Com isso, ele acabou saindo do Kansas em 2014, só que ainda queria gravar algo novo; assim, formou uma parceria com o guitarrista Tommy Denander, famoso por sua habilidade em criar um AOR moderno, melódico e sofisticado. Com produção feita por Khalil Turk junto com Denander, o disco recebeu uma sonoridade limpa, moderna e altamente atmosférica. Arranjos orquestrais, guitarras suaves, pianos melancólicos e linhas de teclado cinematográficas formam um pano de fundo sofisticado. O repertório é legal, tem ótimas canções, só que com algumas exceções só para “encher linguiça”. No final, é um trabalho interessante, apesar de apresentar algumas falhas. 

Melhores Faixas: Hell Or High Water, The Piper, Born In Fire, Nothing But Nothing 
Piores Faixas: Tanglewood Tree, Now Until Forever

  

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