Roxy Music – Roxy Music
NOTA: 9,8/10
Indo para 1972, o Roxy Music lançava seu álbum de estreia autointitulado, que trazia uma temática interessante. Formado em 1970, em Londres, pelo vocalista Bryan Ferry, pelo saxofonista Andy Mackay e, entre aspas, pelo músico Brian Eno, eles formaram uma banda que mergulharia no emergente Glam Rock, que ganhava força com artistas como David Bowie e T. Rex. Com o tempo, entraram o guitarrista Phil Manzanera, o baixista Graham Simpson e o baterista Paul Thompson. Com isso, assinaram com a Island Records e conseguiram conquistar um controle artístico. A produção, feita por Peter Sinfield, deixou uma sonoridade crua, valorizando cortes secos e mudanças repentinas de clima dentro das músicas. Com isso, os arranjos são densos e imprevisíveis, contendo influências de Art Rock e música experimental. O repertório é incrível, e as canções são bem variadas e até energéticas. No fim, é um belo disco de estreia, que já mostrava a versatilidade deles.
Melhores Faixas: If There Is Something, Ladytron, Re-make/Re-model, Would You Believe
Vale a Pena Ouvir: Bitters End, Chance Meeting
For Your Pleasure – Roxy Music
NOTA: 10/10
Melhores Faixas: In Every Dream Home A Heartache, Do The Strand, Editions Of You, Beauty Queen
Vale a Pena Ouvir: Grey Lagoons, Strictly Confidential
Stranded – Roxy Music
NOTA: 7/10
Então chegamos em 2017, quando foi lançado seu 4º e último álbum até então, o Black Butterfly. Após o Shadowman, Walsh passou mais de uma década lidando com problemas vocais cada vez mais graves, dificuldades pessoais, questionamentos sobre sua continuidade musical e um esgotamento físico evidente. Com isso, ele acabou saindo do Kansas em 2014, só que ainda queria gravar algo novo; assim, formou uma parceria com o guitarrista Tommy Denander, famoso por sua habilidade em criar um AOR moderno, melódico e sofisticado. Com produção feita por Khalil Turk junto com Denander, o disco recebeu uma sonoridade limpa, moderna e altamente atmosférica. Arranjos orquestrais, guitarras suaves, pianos melancólicos e linhas de teclado cinematográficas formam um pano de fundo sofisticado. O repertório é legal, tem ótimas canções, só que com algumas exceções só para “encher linguiça”. No final, é um trabalho interessante, apesar de apresentar algumas falhas.
Melhores Faixas: Hell Or High Water, The Piper, Born In Fire, Nothing But Nothing
Piores Faixas: Tanglewood Tree, Now Until Forever


