Star Of Love – Crystal Fighters
NOTA: 8/10
Em 2011, o Crystal Fighters lançava seu álbum de estreia, intitulado Star Of Love. Formado em 2007, em Londres, por Sebastian Pringle (vocal e guitarra), Gilbert Vierich (teclados), Graham Dickson (guitarra), Laure Stockley e Mimi Borrelli (backing vocals), o grupo é profundamente inspirado pela cultura basca, especialmente por uma espécie de manifesto artístico deixado pela avó de um dos integrantes. Após a entrada de Andrea Marongiu (bateria), eles partiram para a preparação desse projeto. A produção, feita pela própria banda, é bastante orgânica, conseguindo equilibrar camadas eletrônicas vibrantes com instrumentação acústica de forte influência Folk. O disco trabalha com uma paleta sonora bastante rica: sintetizadores pulsantes, batidas dançantes, guitarras com textura Indie e vocais em coros, dialogando muito com o New Rave e a Indietronica. O repertório é muito bom, e as canções são variadas. No fim, é um disco bacana e bastante coeso.
Melhores Faixas: Plage, Follow
Vale a Pena Ouvir: At Home, Xtatic Truth, Swallow
Cave Rave – Crystal Fighters
NOTA: 6/10
Melhores Faixas: L.A. Calling, Love Natural, You & I
Piores Faixas: Separator, No Man, Wave
Everything Is My Family – Crystal Fighters
NOTA: 1/10
Mais três anos se passaram, e o Crystal Fighters volta com um disco terrível, o Everything Is My Family. Após o Cave Rave, a banda enfrentou a morte do baterista Andrea Marongiu, em 2014, o que inevitavelmente influencia o tom do projeto, decidindo transformar a perda em celebração e continuidade. Ao mesmo tempo, o grupo já estava plenamente integrado ao circuito internacional de festivais, o que reforça ainda mais a tendência iniciada no álbum anterior de criar músicas com forte apelo coletivo. A produção, feita pela banda, buscou um equilíbrio mais refinado entre o eletrônico e o orgânico, tentando reintegrar elementos Folk de forma mais natural, mas o que vemos são lampejos de Electropop com traços de Stomp and Holler; com isso, os vocais ficam mais centrados nas vozes femininas, e o resultado soa plastificado e sem alma. O repertório é terrível, e as canções são bem chatas e beiram o insuportável. No fim, é um disco péssimo que acabou sendo um fiasco.
Melhores Faixas: (....................................)
Piores Faixas: In Your Arms, The Moondog, Good Girls, Fly East, All Night
Gaia & Friends – Crystal Fighters
NOTA: 2,5/10
Chegando ao fim da década de 2010, o Crystal Fighters volta com um novo álbum, o Gaia & Friends. Após o péssimo Everything Is My Family, eles decidiram fazer um projeto mais colaborativo, quase uma extensão do universo da banda em direção a outros artistas, refletindo tanto a integração do grupo na cena global quanto o desejo de expandir suas possibilidades criativas. A produção é mais heterogênea do que a de seus antecessores. Em vez de uma identidade sonora rígida, o disco aposta na flexibilidade, permitindo que cada faixa explore diferentes nuances dentro do espectro Electropop. Os sintetizadores continuam brilhantes, mas muitas vezes são moldados para se encaixar nos estilos dos artistas convidados, além de uma percussão puxada mais para o groove, só que, novamente, tudo é excessivamente plastificado. O repertório é bem ruinzinho, com canções sem graça, interlúdios exagerados e poucos momentos interessantes. Enfim, é um disco ruim e sem forma.
Melhores Faixas: Runnin', Goin' Harder (Bomba Estéreo salvou)
Piores Faixas: Reborn, Remolino Icarito, The Get Down, Wild Ones, All Of It
Light+ - Crystal Fighters
NOTA: 2/10
Então chegamos a 2023, quando foi lançado o álbum mais recente do Crystal Fighters até então, o Light+. Após o Gaia & Friends, a banda, que havia voltado a ser o trio do início, passou pela experiência da pandemia, que teve um impacto direto na forma como o disco foi concebido: os membros ficaram separados geograficamente, o que os levou a um processo mais introspectivo e, ao mesmo tempo, a uma reavaliação do que realmente define o som do grupo. A produção segue aquela de sempre, tentando equilibrar a mistura entre o eletrônico e as tendências Pop, mas agora com uma execução mais variada, na qual se percebem influências evidentes do Pop alternativo e do Dance-Pop; porém, como de costume, as falhas aparecem: o ritmo soa bastante bagunçado, e a temática psicodélica acaba sendo muito contida. O repertório é terrível, com apenas uma canção que consegue se salvar. Enfim, é um disco horroroso que não trouxe nenhuma renovação.
Melhores Faixas: Tranquilo Piores Faixas: Manifest, Carolina, Let Me Go, We Got Hope




