sexta-feira, 1 de maio de 2026

Analisando Discografias - Dan Croll

                 

Sweet Disarray – Dan Croll





















NOTA: 8/10


Em 2014, o Dan Croll lançava seu álbum de estreia, intitulado Sweet Disarray, que trazia uma abordagem interessante. Sua carreira começou por volta de 2010, quando se mudou de sua cidade natal, Newcastle-under-Lyme, Staffordshire, para Liverpool, a fim de estudar no Liverpool Institute for Performing Arts, fundado pelo eterno ex-Beatle Paul McCartney; Croll se destacou bastante, recebeu elogios de Paul e, com o tempo, assinou com a Deram Records, subsidiária da Decca. A produção, feita pelo cantor em conjunto com Joe Wills, é marcada por uma combinação de elementos acústicos e eletrônicos sutis, criando uma sonoridade leve, mas rica em camadas. O disco aposta em arranjos que equilibram guitarras limpas, piano, percussões detalhadas e pequenos adornos eletrônicos, fazendo um cruzamento entre Indie Pop e Folk. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas e envolventes. Enfim, é um disco de estreia bem consistente. 

Melhores Faixas: Compliment Your Soul, Maway 
Vale a Pena Ouvir: Wanna Know, Always Like This, From Nowhere

Emerging Adulthood – Dan Croll





















NOTA: 7/10


Passaram-se três anos até Dan Croll retornar com seu 2º disco, o Emerging Adulthood. Após o Sweet Disarray, o cantor já havia conseguido consolidar um nome dentro do Indie Pop britânico, mas ainda buscava expandir e refinar sua identidade artística, testando novas direções sonoras e emocionais. Este trabalho remete a um estado de transição, em que as experiências da juventude ainda estão se consolidando em uma identidade mais madura, período em que passou a integrar a Communion Records. Produção conduzida por Ben H. Allen, adota uma abordagem ligeiramente mais contida. Em vez da exuberância mais colorida do debut, há aqui uma preferência por arranjos mais diretos, com foco na clareza da composição e na atmosfera emocional de cada faixa, o que funciona em alguns momentos, mas em outros acaba soando repetitivo. O repertório é legalzinho, com canções divertidas e algumas mais fracas. No fim, é um álbum bom, mas que apresenta algumas falhas. 

Melhores Faixas: 24, Away From Today, Tokyo, Bad Boy 
Piores Faixas: Do You Have To?, Sometimes When I'm Lonely, Swin

Grand Plan – Dan Croll





















NOTA: 8,5/10


Entrando em 2020, foi lançado seu 3º álbum de estúdio, o Grand Plan, que é mais profundo. Após o Emerging Adulthood, Dan Croll retorna com um trabalho que reflete não apenas maturidade artística, mas também um período de reorganização pessoal e criativa. O disco nasce após mudanças significativas em sua vida, incluindo deslocamentos, reconstrução de rotina e uma necessidade clara de reencontrar motivação dentro da música. A produção, feita por Matthew E. White, decide unir elementos do Indie Pop com influências mais psicodélicas, com forte presença de elementos acústicos, mas também com arranjos mais expansivos e bem estruturados. O uso de sintetizadores é mais controlado, servindo como apoio atmosférico, enquanto guitarras, pianos e percussões assumem o centro da construção musical. O repertório é muito bom, e as canções são bem melancólicas, mas imersivas. No fim, é um disco interessante e o melhor de sua carreira. 

Melhores Faixas: Actor With A Loaded Gun, Surreal, So Dark 
Vale a Pena Ouvir: Grand Plan, Yesterday, Rain

Fools – Dan Croll





















NOTA: 8/10


Então chegamos a 2023, quando foi lançado o álbum mais recente até então de Dan Croll, o Fools. Após o Grand Plan, esse projeto demonstra o cantor ainda mais confortável com sua identidade, disposto a explorar vulnerabilidades emocionais com maior clareza e menos necessidade de mascará-las sob estruturas excessivamente polidas. O contexto de criação do álbum também sugere um Dan Croll mais interessado em examinar falhas humanas, padrões emocionais repetitivos e contradições afetivas. A produção é mais limpa, calorosa e orgânica. O álbum aposta bastante em texturas suaves, guitarras discretas, linhas de baixo bem definidas, baterias secas e teclados atmosféricos, criando um som que soa moderno sem depender fortemente de tendências eletrônicas passageiras, com os vocais delicados do Croll funcionando bem. O repertório é muito bom, e as canções são bem variadas. Em suma, é um disco interessante e bem elegante. 

Melhores Faixas: Second Guess, Stephen 
Vale a Pena Ouvir: Talk To You, How Close We Came, Fools


                                                                          Então é isso, um abraço e flw!!!           

Review: TAMBORES, CAFEZAIS, FUZIS, GUARNÁS E OUTRAS BRASILIDADES do FBC

                      TAMBORES, CAFEZAIS, FUZIS, GUARNÁS E OUTRAS BRASILIDADES – FBC NOTA: 9,2/10 No feriado do dia do trabalhador, o FBC la...