domingo, 3 de maio de 2026

Analisando Discografias - Disclosure: Parte 1

                  

Settle – Disclosure





















NOTA: 9/10


Voltando para 2013, o Disclosure lançava seu álbum de estreia, o Settle, que trazia uma abordagem interessante. O duo, formado em Reigate, Surrey, na Inglaterra, pelos irmãos Guy e Howard Lawrence, começou a trajetória por volta de 2010 com a proposta de seguir um caminho mais contido e sofisticado, resgatando a sensualidade do House e a cadência quebrada do UK Garage, o que lhes rendeu um contrato com o selo independente PMR. A produção, feita pelos próprios artistas, aposta em uma abordagem que combina minimalismo estrutural com riqueza de textura. As batidas são secas e precisas, frequentemente baseadas em padrões do 2-Step, mas com um polimento moderno que evita qualquer sensação de nostalgia pura, incorporando baixos elásticos, stabs de synth curtos e vocais em destaque, evidenciando a base do chamado Deep Tech. O repertório é incrível, e as canções são todas bem envolventes. No fim, é um ótimo disco de estreia e muito variado. 

Melhores Faixas: Latch (um dos poucos momentos que Sam Smith mandou bem), White Noise, F For You, Confess To Me (participação da Jessie Ware), Help Me Lose My Mind, You & Me 
Vale a Pena Ouvir: Defeated No More, January, Voices

Caracal – Disclosure





















NOTA: 5/10


Dois anos se passaram e eles lançaram seu 2º álbum, intitulado Caracal (que capa feia). Após o Settle, o Disclosure se viu em uma posição delicada: eram, ao mesmo tempo, representantes de uma revitalização da música eletrônica britânica e agora um nome consolidado no mainstream global. Esse trabalho teve a intenção clara de expandir o som, torná-lo mais sofisticado e, sobretudo, mais vocal e colaborativo. A produção é mais polida e segue a estética do UK Bass e do House tradicional, investindo em arranjos mais densos, com maior presença de camadas, harmonias vocais e estruturas mais tradicionais da música pop. Os beats continuam limpos e precisos, mas muitas vezes são menos centrais. Além disso, os vocais ficaram bem mais centralizados, mas tudo soa bastante pasteurizado, como se fosse feito apenas para se manter nas paradas. O repertório até começa bem, mas depois decai drasticamente. No geral, é um álbum bem fraquinho e cansativo. 

Melhores Faixas: Omen (Sam Smith mandou bem de novo, MILAGRE!), Nocturnal (participação do The Weeknd), Magnets 
Piores Faixas: Superego, Jaded, Hourglass

 

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