sábado, 16 de maio de 2026

Analisando Discografias - OK KID

                 

OK KID – OK KID





















NOTA: 8/10


No ano de 2013, o OK KID lançava seu álbum de estreia autointitulado, com uma proposta interessante. Formado em 2006, em Giessen, na Alemanha, por Jonas Schubert (vocal), Moritz Rech (teclados) e Raffael Kühle (bateria e guitarra), o grupo, após a saída de dois integrantes em 2011, mudou para esse nome, que é uma junção de dois aclamados álbuns do Radiohead: OK Computer e Kid A. Depois de muito destaque na cena independente, assinaram com a Four Music, subsidiária da Sony. A produção, feita por Sven Ludwig e Robot Koch, traz beats minimalistas, mas muito precisos. Em vez de exagerar nos elementos eletrônicos, a produção deixa espaço para o silêncio e para a repetição hipnótica dos grooves, além de sintetizadores que criam ambientes amplos, formando uma combinação entre Rap e Indie Pop. O repertório é legalzinho, e as canções são todas bastante profundas. Enfim, é um ótimo disco e bem equilibrado. 

Melhores Faixas: Stadt Ohne Meer, Kaffee Warm 
Vale a Pena Ouvir: Am Ende, Einsatz, Allein, Zu Zweit, Zu Dritt..., Schlaf

Grundlos – OK KID





















NOTA: 7/10


E aí, no ano seguinte, o OK KID lançava um EP intitulado Grundlos, que trouxe poucas novidades. Após o álbum de estreia, a banda já havia consolidado certo reconhecimento dentro da cena alternativa alemã. Isso permitiu ao grupo experimentar mais livremente, sem depender exclusivamente de estruturas pop imediatas. Então, eles decidiram lançar esse trabalho, que servisse como uma ideia das faixas que ficaram de fora de seu debut. A produção, conduzida inteiramente por Sven Ludwig, foi mais ampla, com as batidas sendo ainda bastante minimalistas, só que agora os sintetizadores têm mais destaque, com texturas sutis, pads atmosféricos e linhas melódicas minimalistas que criam profundidade emocional, lembrando um pouco da temática colocada pelo Kraftwerk. O repertório contém 5 faixas, que são carregadas de emoção e intensidade. No geral, é um ótimo EP e complementa até que bem o trabalho anterior. 

Melhores Faixas: Grundlos, Zuerst War Da Ein Beat 
Vale a Pena Ouvir: Februar (Kaffee Warm 2), Borderline, Unterwasserliebe

Sensation – OK KID





















NOTA: 7/10


Quatro anos depois, o OK KID lança mais um álbum, intitulado Sensation, que trouxe mudanças. Após o EP Grundlos, o grupo ainda queria equilibrar claramente acessibilidade pop e experimentação alternativa, mas, com esse trabalho, parece muito menos preocupado em seguir fórmulas, permitindo que as músicas respirem, se desenvolvam lentamente e criem atmosferas psicológicas complexas. A produção, conduzida pela banda junto do Tim Tautorat, foi bastante sofisticada e contou com uma maior presença de sintetizadores, que são usados para criar texturas emocionais. Além disso, as guitarras são bem mais atmosféricas, e as batidas seguem uma lógica minimalista, mas extremamente precisa, colocando muito mais elementos do Synth-pop nesse Rap alternativo deles, apesar de muitas vezes isso soar deslocado. O repertório é bom, tendo canções divertidas e outras mais fraquinhas. Enfim, é um álbum interessante e que tentou ser inovador. 

Melhores Faixas: Warten auf den starken Mann, Heimatschänke, Lügenhits, Reparieren
Piores Faixas: Wut lass nach, 1996, Wolke

Drei – OK KID





















NOTA: 3/10


No ano de 2022, foi lançado mais um trabalho novo do OK KID, o Drei, que tentou soar mais moderno. Após o Sensation, esse novo álbum mantém as características fundamentais da banda, como ansiedade urbana, vulnerabilidade afetiva, tensão existencial e estética noturna, mas apresenta tudo isso de maneira mais expansiva e até mais filosófica. A produção, feita pela banda junto de Moritz Rech, Raffi Balboa e Tim Tautorat, tentou ser a mais detalhada possível, com eles juntando influências do Rap e Synth-pop com temáticas modernas do Alt-Pop e Trap. Só que, novamente, utilizaram beats minimalistas e sintetizadores que tentam emular um lado mais emocional. Os graves possuem enorme importância na mixagem, e o baixo frequentemente ocupa posição central, mas o problema é que tudo soa bastante arrastado e repetitivo. O repertório é ruim, tendo canções chatinhas e poucas interessantes. Enfim, é um disco fraco e bastante inconsistente. 

Melhores Faixas: Mr. Mary Poppins, Cold Brew (Kaffee Warm 4), Kein Mensch
Piores Faixas: Dinner For One, Hausboot Am See, Das Letzte, Leben Light, Bubblegum

 

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