OK KID – OK KID
NOTA: 8/10
No ano de 2013, o OK KID lançava seu álbum de estreia autointitulado, com uma proposta interessante. Formado em 2006, em Giessen, na Alemanha, por Jonas Schubert (vocal), Moritz Rech (teclados) e Raffael Kühle (bateria e guitarra), o grupo, após a saída de dois integrantes em 2011, mudou para esse nome, que é uma junção de dois aclamados álbuns do Radiohead: OK Computer e Kid A. Depois de muito destaque na cena independente, assinaram com a Four Music, subsidiária da Sony. A produção, feita por Sven Ludwig e Robot Koch, traz beats minimalistas, mas muito precisos. Em vez de exagerar nos elementos eletrônicos, a produção deixa espaço para o silêncio e para a repetição hipnótica dos grooves, além de sintetizadores que criam ambientes amplos, formando uma combinação entre Rap e Indie Pop. O repertório é legalzinho, e as canções são todas bastante profundas. Enfim, é um ótimo disco e bem equilibrado.
Melhores Faixas: Stadt Ohne Meer, Kaffee Warm
Vale a Pena Ouvir: Am Ende, Einsatz, Allein, Zu Zweit, Zu Dritt..., Schlaf
Grundlos – OK KID
NOTA: 7/10
Melhores Faixas: Grundlos, Zuerst War Da Ein Beat
Vale a Pena Ouvir: Februar (Kaffee Warm 2), Borderline, Unterwasserliebe
Sensation – OK KID
NOTA: 7/10
Quatro anos depois, o OK KID lança mais um álbum, intitulado Sensation, que trouxe mudanças. Após o EP Grundlos, o grupo ainda queria equilibrar claramente acessibilidade pop e experimentação alternativa, mas, com esse trabalho, parece muito menos preocupado em seguir fórmulas, permitindo que as músicas respirem, se desenvolvam lentamente e criem atmosferas psicológicas complexas. A produção, conduzida pela banda junto do Tim Tautorat, foi bastante sofisticada e contou com uma maior presença de sintetizadores, que são usados para criar texturas emocionais. Além disso, as guitarras são bem mais atmosféricas, e as batidas seguem uma lógica minimalista, mas extremamente precisa, colocando muito mais elementos do Synth-pop nesse Rap alternativo deles, apesar de muitas vezes isso soar deslocado. O repertório é bom, tendo canções divertidas e outras mais fraquinhas. Enfim, é um álbum interessante e que tentou ser inovador.
Melhores Faixas: Warten auf den starken Mann, Heimatschänke, Lügenhits, Reparieren
Piores Faixas: Wut lass nach, 1996, Wolke
Drei – OK KID
NOTA: 3/10
No ano de 2022, foi lançado mais um trabalho novo do OK KID, o Drei, que tentou soar mais moderno. Após o Sensation, esse novo álbum mantém as características fundamentais da banda, como ansiedade urbana, vulnerabilidade afetiva, tensão existencial e estética noturna, mas apresenta tudo isso de maneira mais expansiva e até mais filosófica. A produção, feita pela banda junto de Moritz Rech, Raffi Balboa e Tim Tautorat, tentou ser a mais detalhada possível, com eles juntando influências do Rap e Synth-pop com temáticas modernas do Alt-Pop e Trap. Só que, novamente, utilizaram beats minimalistas e sintetizadores que tentam emular um lado mais emocional. Os graves possuem enorme importância na mixagem, e o baixo frequentemente ocupa posição central, mas o problema é que tudo soa bastante arrastado e repetitivo. O repertório é ruim, tendo canções chatinhas e poucas interessantes. Enfim, é um disco fraco e bastante inconsistente.
Melhores Faixas: Mr. Mary Poppins, Cold Brew (Kaffee Warm 4), Kein Mensch
Piores Faixas: Dinner For One, Hausboot Am See, Das Letzte, Leben Light, Bubblegum



