segunda-feira, 11 de maio de 2026

Analisando Discografias - Planet Hemp: Parte 2

                  

A Invasão Do Sagaz Homem Fumaça – Planet Hemp





















NOTA: 10/10


Em 2000, o Planet Hemp lançou outro álbum fenomenal: A Invasão do Sagaz Homem Fumaça. Após Os Cães Ladram Mas a Caravana Não Pára, a banda já havia se consolidado como uma das mais polêmicas e influentes da música brasileira. Ao mesmo tempo, as tensões internas começavam a crescer, a perseguição policial continuava intensa e o grupo carregava o peso de ter se tornado um símbolo de resistência cultural e política. BNegão retornou para a banda e foi bastante importante para este disco. A produção, feita novamente por Mário Caldato Jr., é bastante detalhada e atmosférica; tudo parece mais encorpado: os graves são profundos, os grooves mais lentos e hipnóticos, os samples aparecem mais integrados e os arranjos possuem muito mais espaço. Com isso, o álbum apresenta uma junção do Rap Rock, Hardcore Punk, Dub e Funk Rock. Sobre o repertório, nem preciso dizer: parece uma coletânea de clássicos. No fim, é um baita álbum e um dos melhores da música brasileira. 

Melhores Faixas: Contexto, Ex-Quadrilha Da Fumaça, Raprockandrollpsicodellahardcoregga, O Sagaz Homem Fumaça, 12 Com Dezoito, É Isso Que Eu Tenho No Sangue... 
Vale a Pena Ouvir: HC3, STAB, Quem Tem Seda?

Jardineiros – Planet Hemp





















NOTA: 9,2/10


22 anos depois, Planet Hemp voltou com seu 4º e último álbum de estúdio, o Jardineiros. Após o sensacional A Invasão do Sagaz Homem Fumaça, a banda acabou e cada integrante seguiu seu caminho, até que realizaram algumas turnês de retorno e se reuniram definitivamente em 2018. A partir disso, decidiram fazer um álbum que dialogasse diretamente com o Brasil contemporâneo. O discurso continua combativo, mas agora acompanhado de maturidade, desencanto e até certa melancolia. A produção, feita pela banda junto de Nave Beatz e Mario Caldato Jr., consegue unir o peso caótico dos discos antigos com uma sofisticação sonora muito maior. Há um enorme cuidado com texturas e ambientação, trazendo guitarras pesadas, uma cozinha rítmica orgânica e samples que ajudam nessa atmosfera cinematográfica. O repertório é incrível, e as canções são bastante pesadas e cheias de urgência. Enfim, é um belo disco de despedida e bastante consciente. 

Melhores Faixas: Ainda, O Ritmo E A Raiva (Black Alien amassando), Distopia (ótima feat do Criolo), Taca Fogo, Onda Forte 
Vale a Pena Ouvir: Jardineiro, Amnésia, Veias Abertas

 

Analisando Discografias - Marcelo D2

                    Eu Tiro É Onda – Marcelo D2 NOTA: 9,4/10 Voltando para 1998, Marcelo D2 lançava seu 1º álbum solo intitulado Eu Tiro É O...