segunda-feira, 18 de maio de 2026

Analisando Discografias - Robert DeLong

                 

Just Movement – Robert DeLong





















NOTA: 1/10


No ano de 2013, o Robert DeLong lançava seu álbum de estreia, o Just Movement. O cantor, vindo de Bothell, em Washington, começou sua trajetória por volta de 2010, tendo anteriormente passado por algumas bandas Indie como baterista, até que começou a trabalhar de forma solo e a juntar elementos do Indietronica, além de fazer apresentações ao vivo extremamente performáticas, nas quais utilizava controles improvisados, Wii Remotes, joysticks e pads eletrônicos como instrumentos. A produção foi feita por ele próprio, é cheio de sintetizadores agressivos, batidas quebradas, glitches, loops repetitivos e camadas eletrônicas muito densas, mas tudo parece construído de maneira quase nervosa. Além disso, os vocais até são variados, só que tudo soa bem deslocado, além de adotar vários clichês do Electropop daquela época. O repertório é péssimo, e as canções são bem chatas e tediosas. Enfim, é um álbum horrível e sem precisão. 

Melhores Faixas: (........................) 
Piores Faixas: Complex By Degree, Happy, Here, Survival Of The Fittest

In The Cards – Robert DeLong





















NOTA: 1/10


Dois anos depois, foi lançado seu 2º álbum, o In The Cards, que tentou trazer coisas novas. Após o Just Movement, o EDM comercial dominava o mainstream, enquanto muitos artistas de indietronica procuravam formas de tornar seus trabalhos mais emotivos e atmosféricos. Robert DeLong escolheu um caminho curioso: em vez de aumentar a agressividade sonora do primeiro álbum, decidiu explorar melodias mais acessíveis, refrões mais abertos e estruturas menos caóticas. A produção foi bem mais limpa e expansiva, com ele colocando explosões sonoras maiores, mais cinematográficas e emocionalmente abertas. Os sintetizadores continuam sendo o centro da sonoridade, mas agora aparecem de maneira mais melódica e atmosférica. Com ele colocando elementos do Complextro, tudo soa repetitivo e os glitches não funcionam. O repertório é terrível, e as canções são bastante insuportáveis. No geral, é outro trabalho que beira o medíocre. 

Melhores Faixas: (...........................) 
Piores Faixas: Born To Break, Possessed, Long Way Down, Future's Right Here, Sellin' U Somethin'

See You In The Future – Robert DeLong





















NOTA: 1/10


Em 2018, o Robert DeLong retornou, dessa vez lançando o EP See You In The Future. Após o In The Cards, ele decidiu sair um pouco daquela linha improvisada e focar em atmosferas melancólicas, texturas futuristas e composições emocionalmente contemplativas. Ainda existe energia e ritmo, mas o projeto transmite uma sensação mais madura e até mais solitária. A produção foi certamente a mais atmosférica dele, com sintetizadores mais amplos, texturas ambientais e batidas menos frenéticas. Muitas músicas utilizam reverberações longas, vocais mais etéreos e camadas eletrônicas suaves que criam uma atmosfera quase futurista, juntando assim elementos do Electropop e Indietronica, mas, novamente, tudo é bem comprimido e sem momentos cativantes. O repertório contém 4 faixas fraquíssimas e sem dinâmica. Enfim, é outro trabalho bastante sem graça. 

Melhores Faixas: (..............) 
Piores Faixas: Beginning Of The End, Favorite Color Is Blue, Revolutionary, First Person On Earth

Walk Like Me – Robert DeLong





















NOTA: 1/10


E aí, no ano de 2021, foi lançado seu álbum mais recente intitulado Walk Like Me. Após o EP See You In The Future, esse trabalho nasceu em um período no qual o mundo atravessava isolamento social, desgaste coletivo, excesso de informação e um senso generalizado de desconexão humana. Isso influencia profundamente a atmosfera do projeto. A produção foi bem mais refinada, com DeLong colocando texturas eletrônicas com muito mais profundidade emocional e equilíbrio estrutural do que em seus trabalhos iniciais. Os sintetizadores agora aparecem menos agressivos e mais atmosféricos, enquanto as batidas eletrônicas ficaram mais controladas para dialogar um pouco mais com o Pop alternativo e até com o Synth-pop. Só que as linhas rítmicas são excessivamente soterradas, principalmente nos vocais, nos quais sempre acontece uma semitonação. O repertório é péssimo, e as canções são todas bem genéricas. No fim, é um disco horrível e nem um pouco divertido. 

Melhores Faixas: (............................) 
Piores Faixas: Don't Be Afraid (We're All Gonna Die), Rest Of My Life, This Life, Better In College, Walk Like Me


Analisando Discografias - The 1975

                  The 1975 – The 1975 NOTA: 8,3/10 Em 2013, The 1975 lançava seu álbum de estreia autointitulado, trazendo algo interessante...