Vampire Weekend – Vampire Weekend
NOTA: 9/10
No ano de 2008, foi lançado o álbum de estreia autointitulado do Vampire Weekend. Formado em 2006, em Nova Iorque, por Ezra Koenig (vocais e guitarra), Chris Baio (baixo), Rostam Batmanglij (teclados e guitarra) e Christopher Tomson (bateria), a banda se conheceu na Universidade de Columbia e vinha de uma juventude universitária nova-iorquina cosmopolita, literária e interessada em música africana, cinema europeu, cultura preppy e referências históricas pouco usuais dentro da cena Indie da época. Produzido pelo próprio Rostam e lançado pelo selo da XL, o álbum apresenta um som extremamente claro e detalhado. O som parece leve o tempo inteiro, quase sem peso físico, mas isso não significa ausência de complexidade, já que eles juntam Indie Pop e Indie Rock com influências de World Music, Chamber Pop e Soukous. O repertório é ótimo, e as canções são bem tematizadas e dinâmicas. No fim de tudo, é um belo disco que envelheceu muito bem.
Melhores Faixas: A-Punk, Campus, Oxford Comma, Walcott, I Stand Corrected
Vale a Pena Ouvir: The Kids Don't Stand A Chance, Cape Cod Kwassa Kwassa,
Contra – Vampire Weekend
NOTA: 8,7/10
Se passaram dois anos, e foi lançado o segundo álbum deles, o Contra, que seguiu uma abordagem mais ampla. Após o álbum de estreia, o Vampire Weekend se tornou um dos nomes mais discutidos do Indie americano, mas também uma banda cercada por polêmicas culturais. Muitos críticos enxergavam o grupo como símbolo de privilégio universitário, exotização estética e elitismo intelectual. Para rebater isso, eles decidiram fazer um álbum em que as letras continuam repletas de referências culturais, imagens de classe alta e observações irônicas sobre a juventude privilegiada. A produção ficou mais rica e detalhada, incorporando mais elementos do Indietronica e World Music. As guitarras servem como textura rítmica, os sintetizadores são discretos, a cozinha rítmica é mais integrada e os vocais do Ezra Koenig soam mais emocionais. O repertório é muito bom, e as canções são bem variadas. No geral, é um ótimo disco e bastante ousado.
Melhores Faixas: Holiday, Diplomat's Son, Cousins, White Sky
Vale a Pena Ouvir: Giving Up The Gun, Run, Horchata
Modern Vampires Of The City – Vampire Weekend
NOTA: 10/10
Melhores Faixas: Step, Hannah Hunt, Don't Lie, Worship You, Unbelievers, Obvious Bicycle, Ya Hey
Vale a Pena Ouvir: Finger Back, Everlasting Arms
Father Of The Bride – Vampire Weekend
NOTA: 7,2/10
Foi só seis anos depois que eles retornaram com um novo disco, o Father of the Bride. Após o sensacional Modern Vampires of the City, o Vampire Weekend passou por mudanças, sendo a principal delas a saída do Rostam Batmanglij, que era peça fundamental da química criativa ao lado do Ezra Koenig. Então, Ezra passou a assumir praticamente tudo, tanto que a banda assinou com a Columbia Records, enquanto o baixista Chris Baio e o baterista Christopher Tomson ficaram de fora. Produção contou com Ariel Rechtshaid, BloodPop, DJ Dahi e, por incrível que pareça, o próprio Rostam, seguindo uma direção mais expansiva ao juntar Indie Pop com Sunshine Pop, Chamber Pop e até um pouco de Folk. As guitarras são mais orgânicas, a bateria ficou mais solta e os teclados e sintetizadores trazem harmonias suaves, mesmo que, às vezes, fique bem arrastado. O repertório é legalzinho, tendo canções boas e outras fraquinhas. Enfim, é um álbum bom, mas que possui seus excessos.
Melhores Faixas: This Life, Harmony Hall, Married In A Gold Rush, Jerusalem, New York, Berlin, Sunflower
Piores Faixas: Hold You Now, Spring Snow, My Mistake
Only God Was Above Us – Vampire Weekend
NOTA: 9/10
Então chega o ano de 2024, quando foi lançado o álbum mais recente do Vampire Weekend, o Only God Was Above Us. Após o Father of the Bride, a banda decidiu fazer um disco que representasse um retorno à tensão urbana, à densidade emocional e a uma visão mais fragmentada do mundo contemporâneo. O álbum inteiro trabalha essa sensação de fragmentação de sentido. A produção, feita junto com Ariel Rechtshaid, contou com um uso intenso de samples, cortes abruptos e mudanças estruturais inesperadas. As guitarras ficaram mais discretas, a bateria assumiu um papel mais híbrido, o baixo ganhou mais sustentação, enquanto os vocais do Ezra soam mais próximos, deixando os arranjos orquestrais em maior destaque. Tudo isso junta elementos do Chamber Pop, Indie, psicodelia e Noise Pop, criando uma atmosfera quase cinematográfica. O repertório é incrível, e as canções são bem melódicas e leves. Enfim, é um belo disco e muito imersivo.
Melhores Faixas: Classical, Capicorn, Hope, Mary Boone, Ice Cream Piano
Vale a Pena Ouvir: The Surfer, Gen-X Cops
Bom é isso e flw!!!




