sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Brian Eno: Parte 5

                 

The Equatorial Stars – Fripp & Eno





















NOTA: 8,2/10


Indo agora para 2005, foi lançado mais um álbum da dupla Fripp & Eno, o The Equatorial Stars. Após o Neroli, Eno trabalhou em outros projetos, como, por exemplo, aquele disco com o U2, Original Soundtracks 1, sob o nome de Passengers, até que tivemos o retorno da parceria com Fripp, fazendo um disco que funciona como uma retomada das ideias que eles colocaram lá nos anos 1970, porém com a vantagem das tecnologias digitais, que permitem maior refinamento das camadas sonoras. A produção teve foco na textura, no espaço e na evolução lenta. A tecnologia desempenha um papel crucial: loops digitais, processamento de delays, camadas de síntese e a guitarra tratada de Robert Fripp são manipulados para criar superfícies sonoras que fluem com uma lógica própria, mais parecida com pintura sonora do que com composição tradicional. O repertório é bem legal, e as canções são mais atmosféricas e etéreas. No geral, é um trabalho interessante e muito coeso. 

Melhores Faixas: Ankaa, Lyra 
Vale a Pena Ouvir: Meissa, Altair

The Cotswold Gnomes – Fripp & Eno





















NOTA: 7/10


No ano seguinte, foi lançado o que é praticamente o último disco dessa parceria, o The Cotswold Gnomes. Após o The Equatorial Stars, eles decidiram reunir todo o material que foi gravado anteriormente, tanto que seu título original, na verdade, é Beyond Even (1992–2006), só que, quando foram lançar digitalmente, ficou esse título aí, que dá mais um caráter de ser mais um álbum de estúdio. A produção, no geral, foi bem meticulosa e centrada em ambientes acústicos amplamente espaçados, onde cada elemento sonoro parece ocupar um lugar preciso no espaço auditivo. Tecnicamente, Fripp provavelmente gerou muitos de seus sons de guitarra por meio de Soundscapes processados, enquanto Eno atua como compositor de texturas, manipulando filtros e transformações eletrônicas para esculpir esses loops em paisagens sonoras que respiram. O repertório é bem interessante, tendo canções legais e outras para encher linguiça. No fim, é um trabalho que tem seus acertos. 

Melhores Faixas: Sneering Loop, Cross Crisis In Lust Storm, Hopeful Timean, Timean Sparkles, Glass Structure 
Piores Faixas: The Idea Of Decline, Deep Indian Long, Voices, Behold The Child

Lux – Brian Eno





















NOTA: 6/10


Então chegamos a 2012, quando foi lançado mais um trabalho novo de Brian Eno, Lux. Após os últimos trabalhos junto a Robert Fripp, Eno estava em um caminho em que a música não é um objeto fechado, mas um espaço a ser habitado. Esse trabalho foi pensado para ser escutado em bloco, mas também para funcionar como uma atmosfera contínua, apropriada tanto para audição atenta quanto para preencher um espaço sonoro de maneira subliminar. A produção foi mais sofisticada em sua simplicidade aparente. Não há performances virtuosísticas ou melodias “grudentas”, mas uma construção meticulosa de texturas e camadas que evoluem lentamente ao longo do tempo. Eno utiliza síntese digital e processamento extensivo para gerar timbres que se fundem em superfícies contínuas, só que essa estética minimalista acaba ficando bem arrastada. O repertório é bem mediano, já que as faixas são cansativas. Enfim, é um álbum fraco e com muita inconsistência. 

Melhores Faixas: Lux 1, Lux 4 
Piores Faixas: Lux 3, Lux 2

The Ship – Brian Eno





















NOTA: 1,4/10


Quatro anos se passaram, e Brian Eno lançou um dos piores discos de sua carreira, o chatíssimo The Ship. Após o fraquíssimo Lux, ele se dedicou mais a instalações sonoras, música generativa, colaborações pontuais e reflexões teóricas sobre som, cultura e tecnologia do que propriamente a álbuns “fechados” no formato tradicional. Esse novo projeto representa uma inflexão mais sombria, política e narrativa dentro do vocabulário ambiental de Eno. A produção, feita por ele junto com Peter Chilvers, é densa, pesada e deliberadamente opressiva em vários momentos. Diferente do Ambient característico de sua obra, que muitas vezes privilegia leveza, transparência e suspensão, aqui o som é grave e lento. O problema é que os drones são bastante saturados, e os ruídos e as reverberações são desajustados. As duas faixas são muito ruins e completamente entediantes. No fim, é um trabalho horrível e completamente esquecível. 

Melhores Faixas: (.......) 
Piores Faixas: The Ship, Fickle Sun

Reflection – Brian Eno





















NOTA: 2/10


Passou-se mais um ano, e Brian Eno lançou outro trabalho fraquíssimo, intitulado Reflection. Após o péssimo The Ship, ele decidiu fazer um trabalho que relembrasse seus momentos lá em 1990, quando vinha se afastando da ideia de música fixa e fechada para se aproximar de processos generativos, em que sistemas criam música continuamente, sem repetições exatas, fazendo, assim, uma peça musical que não depende de desenvolvimento tradicional, mas de estado, fluxo e equilíbrio. A produção foi bastante minimalista, construída a partir de loops suaves, frases melódicas simples, delays longos, reverberações amplas e uma paleta harmônica cuidadosamente controlada. Só que é bastante repetitivo e não consegue trazer imersão, fazendo com que a fórmula de Space Ambient proposta fique totalmente deslocada. A única faixa desse trabalho é bem ruim e completamente esquecível. No geral, é outro trabalho péssimo e são 54 minutos perdidos. 

Melhor Faixa: (........) 
Pior Faixa: Reflection


                                         Bom é isso e flw!!!       

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