segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - The Fixx: Parte 2

                 

Reach The Beach – The Fixx





















NOTA: 9,2/10


No ano seguinte, foi lançado o segundo álbum de estúdio do The Fixx, o Reach the Beach. Após o Shuttered Room, o baixista Charlie Barrett acabou decidindo sair da banda, e eles já começaram a sofrer bastante pressão da gravadora, já que o último disco não fez tanto sucesso. Com toda essa pressão, eles acabaram colocando como baixista temporário Alfie Agius, só que houve briga, e aí entrou em seu lugar, de forma efetiva, Dan K. Brown. A produção foi feita novamente por Rupert Hine, que colocou um som limpo e refinado, onde enfatizaram muito da estética New Wave e do Synth-pop, contendo guitarras cortantes, um baixo marcante e sintetizadores que realçam o senso de introspecção e frieza emocional, além dos vocais do Cy Curnin, que ficaram ainda mais urgentes e articulados. O repertório é incrível, e as canções são bem melancólicas, com um lado mais tropical. No geral, é um disco maravilhoso e que é o melhor trabalho deles. 

Melhores Faixas: One Thing Leads To Another, Saved By Zero, Privilege, Running 
Vale a Pena Ouvir: Liner, The Sign Of Fire

Phantoms – The Fixx





















NOTA: 8,7/10


Mais um ano se passou, e foi lançado outro disco da banda, o Phantoms, que trouxe mudanças. Após Reach the Beach e o grande sucesso do hit One Thing Leads to Another, a banda já não era apenas um nome promissor da New Wave, mas um grupo consolidado, especialmente no circuito americano. Com esse trabalho, eles dão um passo adiante na sofisticação emocional e estética do grupo. O disco se move menos pela urgência nervosa e mais por um clima de contemplação, dúvida e introspecção. A produção, feita pelo mesmo produtor, foi para um caminho ainda mais polido, mas também mais contido emocionalmente. Há um refinamento evidente nos timbres, especialmente nos sintetizadores, que aqui assumem um papel ainda mais atmosférico, com guitarras mais texturais e uma cozinha rítmica precisa, além dos vocais melódicos de Cy Curnin. O repertório é muito bom, e as canções ficaram mais envolventes. No fim, é um trabalho legal e que teve um certo reconhecimento. 

Melhores Faixas: Are We Ourselves?, Sunshine In The Shade, Woman On A Train 
Vale a Pena Ouvir: Wish, In Suspense, Question

Walkabout – The Fixx





















NOTA: 8,6/10


Dois anos depois, foi lançado o quarto álbum do The Fixx, intitulado Walkabout, que não trouxe tantas mudanças. Após o Phantoms, a banda se encontra diante de um cenário musical em transformação. A New Wave já não era mais novidade, e o Synth-pop caminhava para uma estética mais expansiva, colorida e, ao mesmo tempo, mais padronizada. Com isso, eles decidiram fazer um trabalho que equilibrasse esses dois mundos e que os mantivesse no topo. A produção foi praticamente a mesma: os sintetizadores ganham timbres mais abertos e ensolarados, enquanto a seção rítmica assume um papel mais dinâmico e encorpado. O som geral é mais polido, com uma clara intenção de alcance radiofônico, mas ainda preserva o cuidado com texturas e atmosferas. O repertório é bem legal, e as canções são bem divertidas e, como sempre, têm aquele lado melódico. No fim, é um ótimo disco, mas que não teve muito sucesso comercial. 

Melhores Faixas: Chase The Fire, Sense The Adventure 
Vale a Pena Ouvir: Treasure It, Secret Separation, Read Between The Lines

Calm Animals – The Fixx





















NOTA: 8/10


Já perto do final dos anos 80, o The Fixx lançava mais um trabalho novo, intitulado Calm Animals. Após o Walkabout, eles decidiram procurar equilibrar a energia roqueira com uma sensibilidade mais madura, quase como uma resposta à própria evolução da banda após meados dos anos 80 e às mudanças no panorama musical da época, que já encaminhava para a explosão de diversos gêneros no mainstream. A produção, feita por William Wittman e lançada pelo selo da RCA, é polida, orientada para guitarras nítidas, baixo encorpado e camadas de sintetizadores que enriquecem sem dominar. A mixagem favorece a clareza vocal, evidenciando a interpretação de Cy Curnin, que foi para um lado mais variado. No geral, eles fizeram um trabalho que é inteiramente um Pop Rock, sem muitas experimentações. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas. Enfim, é um trabalho bacana e bem menosprezado. 

Melhores Faixas: Calm Animals, Driven Out 
Vale a Pena Ouvir: Shred Of Evidence, Precious Stone

Ink. – The Fixx




















NOTA: 8,1/10


Entrando nos anos 90, a banda retorna com mais um disco, intitulado apenas Ink. Após Calm Animals, vendo que a New Wave soava deslocada diante do avanço do Rock alternativo, da música Pop e da emergência de novas linguagens mais cruas e diretas, ao mesmo tempo, internamente, o grupo parecia menos interessado em competir por relevância imediata e mais focado em redefinir sua identidade artística. A produção foi conduzida por nomes como Scott Cutler, Bruce Gaitsch, Rupert Hine e William Wittman, que colocaram um som mais seco, menos ornamentado e significativamente mais sóbrio do que nos discos da fase clássica do grupo. Não há a mesma obsessão por espaços amplos ou timbres futuristas; em seu lugar, temos uma sonoridade mais direta. O repertório ficou muito bom, e as canções ficaram mais profundas e com um lado mais emocional. Enfim, é um trabalho legal e que tem seus acertos. 

Melhores Faixas: Climb The Hill, Falling In Love 
Vale a Pena Ouvir: Yesterday, Today, How Much Is Enough, Shut It Out


         Por hoje é só, então flw!!!         

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