segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - The Fixx: Parte 3

                 

Elemental – The Fixx





















NOTA: 8,2/10


Sete anos se passaram e eles retornam com mais um novo álbum, o Elemental, em um momento turbulento. Após o Ink., o baixista Dan K. Brown acabou saindo da banda e, com isso, eles decidiram contar apenas com baixistas de sessão em estúdio. Assim, em 1996, começaram a gravar esse trabalho, mas não gostaram do resultado (depois eu falo disso). Então, refizeram tudo de novo, deixando o álbum alinhado à temática que vinham buscando desde o trabalho anterior. A produção, feita por Martin Rex junto com a banda, privilegia clareza e profundidade. As guitarras são limpas e texturizadas, o baixo é presente, mas nunca invasivo, os sintetizadores criam atmosferas sem dominar o contexto, e a bateria mantém um ritmo sólido que sustenta cada canção com equilíbrio. O repertório é muito bom, e as canções são bem envolventes e energéticas. No geral, é um trabalho interessante e mais confiante. 

Melhores Faixas: Two Different Views, We Once Held Hands 
Vale a Pena Ouvir: Happy Landings, Life's What's Killing Me, Ocean Blue

Happy Landings And Lost Tracks – The Fixx





















NOTA: 4/10


Em 2001, foi lançado um compilado intitulado Happy Landings and Lost Tracks, que trazia ideias descartadas. Após o lançamento do Elemental, a banda decidiu resgatar um material que eles gravaram em 1996 e que não chegou a ser cogitado no álbum anterior, já que tudo foi regravado. Com isso, eles decidiram fazer uma expansão das ideias originais que tiveram naquele período. A produção, feita por Martin Rex, tem um acabamento mais coeso e contemporâneo, com instrumentação orgânica, sintetizadores discretos e uma sonoridade limpa, porém contida. Os arranjos são simples, às vezes esqueléticos, permitindo observar o processo criativo da banda sem filtros excessivos, só que dá pra ver que tudo é muito vazio e que faltou mais complemento, ficando bem cansativo. O repertório é interessante, só que muitas das canções ficaram bem genéricas, com poucas tendo uma proposta interessante. No final, é um trabalho que não é tão significativo. 

Melhores Faixas: Ocean Blue, Sweet Pandemonium, Two Different Views 
Piores Faixas: Going Without, Happy Landings, We Once Held Hands, Elected

Want That Life – The Fixx





















NOTA: 7,9/10


Em 2008, a banda volta lançar mais um disco intitulado Want That Life, que foi mais intimista. Após o lançamento do Happy Landings And Lost Tracks, e com isso eles contrataram o ex-baixista do Roxy Music Gary Tibbs e para esse novo trabalho eles decidiram dialogar com o passado da banda, porém com um olhar contemporâneo e pessoal, como se refletissem sobre tempo, escolhas e experiências acumuladas. Produção feita mais uma vez por Martin Rex, que foi bem mais orgânico com os instrumentos ocupando espaços bem definidos na mixagem: a guitarra de Jamie West-Oram aparece íntima e presente, ora cortante, ora texturizada; o baixo e a bateria criam uma base rítmica sólida que sustenta tanto os momentos introspectivos quanto os mais vibrantes, além dos vocais bem posicionados do Cy Curnin. O repertório é bem interessante, as canções são mais introspectivas e encarregadas de sensibilidade. No final de tudo, é um trabalho legal apesar de não ter tantas novidades. 

Melhores Faixas: Straight 'Round The Bend, Touch 
Vale a Pena Ouvir: Roger And Out, No Hollywood Ending, Want That Life

Beautiful Friction – The Fixx





















NOTA: 5/10


Passa-se um tempo e, em 2011, foi lançado mais um disco do The Fixx, intitulado Beautiful Friction. Após o Want That Life, a banda passou por um período longe dos lançamentos de estúdio, marcado por turnês, mudanças internas e uma revitalização criativa, não apenas em termos de composições, mas também na formação, com o retorno do baixista Dan K. Brown, figura importante na sonoridade clássica do grupo nos anos 80. A produção, feita por Nick Jackson, é bem limpa e clara, já que as guitarras de Jamie West-Oram são ao mesmo tempo atmosféricas e incisivas. A cozinha rítmica é mais simplória, com a banda basicamente seguindo sua sonoridade padrão puxada para a New Wave, mas, no geral, o álbum é arrastado e traz muitas ideias que soam como repetições de trabalhos anteriores. O repertório é irregular, com canções boas e outras bastante genéricas. Enfim, é um álbum mediano, ao qual faltou mais consistência. 

Melhores Faixas: Follow That Cab, Girl With No Ceiling, Take A Risk 
Piores Faixas: Shaman, What God?, Second Time Around

Every Five Seconds – The Fixx





















NOTA: 8,2/10


Indo para 2022, foi lançado o último álbum do The Fixx até o momento, o Every Five Seconds. Após o Beautiful Friction, depois de muito tempo mais focado em turnês, a banda decidiu voltar com um disco cujo conceito gira em torno da tensão da fragmentação de nossas vidas: distrações constantes, pensamentos acelerados, pressões sociais e a busca por significado profundo em pequenos momentos. A produção, feita por Nick Jackson e Stephen W. Taylor, mantém um bom equilíbrio entre energia roqueira, texturas modernas e clareza sonora. A voz do Cy Curnin está em destaque ao longo do álbum, transmitindo nuances emocionais e uma entrega que, apesar do passar dos anos, mantém força e relevância. Assim, tudo soa bastante assertivo, já que a sonoridade não cai na armadilha de a banda soar como uma cópia de si mesma. O repertório é bem legal, com canções divertidas e envolventes. Em suma, é um ótimo trabalho e bastante assertivo. 

Melhores Faixas: Suspended In Make Believe, Cold 
Vale a Pena Ouvir: Neverending, Spell, Closer
  

                       Então é isso e flw!!!             

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