Vinyl Confessions – Kansas
NOTA: 3/10
Dois anos depois, o Kansas retorna com mais um disco, o Vinyl Confessions, que trouxe algumas mudanças. Após o Audio-Visions, a banda havia chegado a um ponto de ruptura: a crescente orientação espiritual/religiosa de Kerry Livgren moldava cada vez mais as composições, enquanto Steve Walsh se sentia artisticamente deslocado. Ele deixou o grupo no final de 1981 para seguir carreira solo. Com isso, eles buscaram um novo vocalista, John Elefante, um jovem cantor desconhecido, mas com uma potência vocal surpreendente. A produção, feita pela banda junto com Ken Scott, apresenta um som limpo e nítido, com forte presença de teclados, principalmente os sintetizadores, para se adequar às tendências da época, incorporando influências do AOR. Só que tudo é bem genérico e com momentos bastante previsíveis. O repertório é muito ruim, e as canções são fraquíssimas, com poucas se salvando. Enfim, é um disco ruim e que demonstrava uma queda.
Melhores Faixas: Fair Exchange, Borderline, Windows
Piores Faixas: Face It, Diamonds And Pearls, Chasing Shadows, Play On
Drastic Measures – Kansas
NOTA: 2,5/10
No ano seguinte, eles lançam mais um trabalho novo, intitulado Drastic Measures. Após o Vinyl Confessions, a banda começava a se desfazer de sua formação clássica com a saída do violinista Robby Steinhardt. Além disso, o grupo passou a ter mais composições de John Elefante e de seu irmão Dino, fazendo com que Kerry Livgren tivesse menos protagonismo. E, como eles não haviam conseguido até aquele período emplacar um hit gigantesco, decidiram deixar o som ainda mais calcado naquele estilo AOR, mas não reduzindo as influências cristãs. A produção, feita pela banda junto com Neil Kernon, é completamente polida, com os sintetizadores predominando e deixando o som mais seco, com baterias definidas, guitarras compactas e harmonias vocais trabalhadas, tornando tudo bem descaracterizado e bastante genérico. O repertório é terrível, e as canções são muito ruins, com poucas se salvando. No geral, é um trabalho péssimo e foi um tropeço feio.
Melhores Faixas: Going Through The Motions, Incident On A Bridge
Piores Faixas: Mainstream, Fight Fire With Fire, Andi, Get Rich
Power – Kansas
NOTA: 4/10
Melhores Faixas: Tomb 19, Power, All I Wanted
Piores Faixas: Secret Service, Silhouettes In Disguise, Three Pretenders, Can't Cry Anymore
In The Spirit Of Things – Kansas
NOTA: 3/10
Chegando em 1988, foi lançado o 11º álbum do Kansas, o In the Spirit of Things. Após o Power, a banda foi incentivada pela MCA Records a criar um álbum conceitual, inspirando-se em uma tragédia real: a enchente que devastou a pequena cidade de Neosho Falls, no Kansas, em 1951. A banda mergulha na história da cidade até sua destruição final, transformando esse material em um grande arco temático sobre esperança, fraqueza humana, fé, perda, solidão e renascimento. A produção, feita por Bob Ezrin junto com a banda, adota uma abordagem teatral, mas com uma sonoridade polida, usando corais, sintetizadores, efeitos ambientais (chuva, vento, ecos), guitarras expansivas e dinâmicas dramáticas que vão do intimista ao explosivo. Só que tudo é muito sem alma e não tem imersão, ficando excessivamente arrastado. O repertório é muito ruim, e as canções são insuportáveis, com poucas interessantes. No fim, é um trabalho terrível e que já precisava de renovação.
Melhores Faixas: Bells Of Saint James, Once In A Lifetime, The Preacher
Piores Faixas: Inside Of Me, I Counted On Love, Rainmaker, One Man, One Heart
Freaks Of Nature – Kansas
NOTA: 8,4/10
Pulando para 1995, o Kansas lançava seu 12º álbum, intitulado Freaks of Nature, e aqui as coisas mudaram. Após o In the Spirit of Things, a banda acabou ficando inativa, principalmente naquele período em que o rock alternativo passou a dominar. Quando retornam, eles já não contam mais com Steve Morse e Robby Steinhardt; em seus lugares entra David Ragsdale, violinista virtuoso que não apenas resgatou a sonoridade clássica dos anos 70, mas também trouxe frescor, energia e uma abordagem diferente ao violino, com mais pegada de Rock e improvisação. A produção, feita novamente por Jeff Glixman, opta por um som mais seco, direto e vivo. O disco foi gravado quase como uma performance de banda, com forte foco na interação entre os músicos, guitarras precisas e o violino sendo praticamente a alma de tudo. O repertório é muito legal, e as canções são muito boas e têm um lado mais variado. Em suma, é um ótimo disco e foi um verdadeiro ressurgimento.
Melhores Faixas: Cold Grey Morning, Black Fathom 4
Vale a Pena Ouvir: I Can Fly, Need, Hope Once Again
Por hoje é só, então flw!!!




