Stand Up – Steve Morse Band
NOTA: 8/10
Meses depois, foi lançado o 2º disco, intitulado Stand Up, que foi ainda mais variado. Após o The Introduction, que lhe garantiu presença em revistas de guitarristas, sólidas turnês e reforçou sua reputação como um dos músicos mais técnicos da década, esse bom momento, porém, não significava estagnação. Morse queria expandir ainda mais a paleta sonora: incluir vocais sem abandonar o instrumental, atingir novos públicos sem perder a identidade híbrida e, ao mesmo tempo, explorar composições mais ambiciosas. A produção foi praticamente a mesma, mas com maior presença de texturas, camadas e arranjos mais amplos. O álbum foi registrado com capricho técnico, com guitarras definidas, bateria mais aberta e um baixo mais sustentável, além de contar novamente com as aparições de Eric Johnson e Albert Lee, entre outros. O repertório é muito bom, e as canções são energéticas e melódicas. No fim, é um ótimo disco e um bom complemento ao anterior.
Melhores Faixas: Distant Star, Rockin' Guitars
Vale a Pena Ouvir: Golden Quest, Book Of Dreams
High Tension Wires – Steve Morse
NOTA: 8/10
Quatro anos se passaram e foi lançado mais um disco do Steve Morse, intitulado High Tension Wires. Após o Stand Up, já no fim de sua fase com o Kansas, Morse queria explorar um novo território: um álbum inteiramente instrumental, mas que soasse mais orgânico, mais “composicional” e menos voltado a demonstrar virtuosismo. É uma obra concentrada apenas na linguagem da guitarra, mas com enfoque total na musicalidade, nas melodias e na construção estrutural das peças. A produção, feita como sempre por ele próprio, é marcadamente clara, quente e equilibrada. A mixagem coloca a guitarra de Morse na linha de frente, mas sem soar agressiva. O timbre permanece característico: cristalino, articulado, com harmônicos suaves e uso de compressão leve, mostrando algumas influências de Rock progressivo. O repertório é muito bom, e as canções são mais cadenciadas. Enfim, é um ótimo disco e mostra ainda mais de suas habilidades.
Melhores Faixas: Highland Wedding, Tumeni Notes
Vale a Pena Ouvir: Third Power, Endless Waves, The Road Hone
Southern Steel – Steve Morse Band
NOTA: 8,5/10
Melhores Faixas: Southern Steel, Arena Rock, Vista Grande
Vale a Pena Ouvir: Simple Simon, Weekend Overdrive, Battle Lines
Coast To Coast – Steve Morse Band
NOTA: 8,3/10
No ano seguinte, foi lançado o 5º trabalho da Steve Morse Band, o Coast to Coast. Após o Southern Steel, depois de tamanha consistência, Morse queria continuar nessa linha, mas expandindo o alcance emocional e estilístico do trio. Com isso, ele quis fazer um disco mais maduro que os anteriores, com mais foco em textura, expressão, clima e composição, sem abrir mão da energia do trio. A produção, feita por Morse junto com LaRue, dá ao som mais profundidade, clareza tridimensional e um cuidado especial na distribuição do espaço sonoro. Com a guitarra, como sempre, cristalina e explorando diversos timbres, o baixo e a bateria surgem mais secos, explorando um lado mais amplo e com maior dinâmica, seguindo basicamente a temática característica do Hard Rock com influências de Jazz-Rock e Rock progressivo. O repertório é muito bom, e as canções são técnicas e com um lado mais melódico. Enfim, é um trabalho bacana e mais variado.
Melhores Faixas: Long Lost, Over Easy
Vale a Pena Ouvir: Morning Rush Hour, Flat Baroque, The Oz
Structural Damage – Steve Morse Band
NOTA: 8/10
Três anos depois, foi lançado mais um trabalho de Steve Morse, o Structural Damage, que é mais robusto. Após o Coast to Coast, Morse viveu um período particularmente intenso de trabalho, conciliando turnês, a expansão da carreira solo e participações em projetos paralelos, e, para esse álbum, faz uma síntese madura entre suas linguagens, buscando um som mais preciso, levemente mais pesado e menos “soft” do que em álbuns anteriores. A produção, praticamente a mesma, prioriza a nitidez individual dos instrumentos, mas sem soar estéril; há calor analógico nos timbres, especialmente nas guitarras limpas e nos graves arredondados de LaRue, além de uma bateria mais seca de Van Romaine, que complementa as texturas e os riffs energéticos de Morse, muito ligados às bases do hard rock e do rock progressivo. O repertório é bem legal, e as canções são imersivas, puxando para um lado mais energético. Em suma, é um disco bacana, embora não traga tantas novidades.
Melhores Faixas: Native Dance, Dreamland
Vale a Pena Ouvir: Barbary Coast, Foreign Exchange, Sacred Ground
Então é isso, um abraço e flw!!!




