StressFest – Steve Morse Band
NOTA: 8/10
No ano seguinte, foi lançado mais um novo trabalho da Steve Morse Band, o StressFest. Após o Structural Damage, o guitarrista chegava à metade dos anos 90 consolidado como uma das figuras mais respeitadas da guitarra contemporânea. Nesse ponto da carreira, Morse vivia uma fase dupla: de um lado, mantinha sua banda instrumental com alto nível técnico e criatividade; de outro, passava a integrar o Deep Purple, substituindo Ritchie Blackmore. Para seu próximo projeto, ele quis fazer algo mais multifacetado. A produção, feita como sempre por ele próprio, é límpida e precisa, com destaque para o timbre extremamente definido das guitarras, um baixo pulsante e presente, e uma bateria com pegada firme, sem excessos, mas de enorme sensibilidade, fazendo aquelas bases mais tradicionais do Hard Rock. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas, indo para um lado mais técnico. Enfim, é um ótimo disco, lançado pouco antes de uma fase turbulenta.
Melhores Faixas: 4 Minutes To Live, Brave New World
Vale a Pena Ouvir: The Easy Way, StressFest, Glad To Be
Major Impacts – Steve Morse
NOTA: 5/10
Indo para os anos 2000, foi lançado mais um disco de Steve Morse, o Major Impacts, e aqui começaram os tropeços. Após o StressFest, ele dedicou-se intensamente às turnês do Deep Purple, o que naturalmente retardou a produção de um novo trabalho próprio. Quando finalmente retornou ao estúdio, optou por um conceito distinto: este trabalho não seria convencional, mas sim uma coleção de composições originais inspiradas diretamente em artistas e bandas que o influenciaram profundamente. A produção foi mais cristalina e equilibrada, priorizando a fidelidade sonora dos instrumentos e a clareza dos arranjos. O som é limpo e tenta ser mais dinâmico, com os riffs empregados por Morse sendo interessantes, mas no geral tudo soa arrastado e acaba ficando completamente sem graça. O repertório é irregular, tem canções boas e outras que são bastante enfadonhas. No final, é um trabalho mediano, ao qual faltou mais estrutura.
Melhores Faixas: Derailleur Gears, Free In The Park, Bring It To Me
Piores Faixas: How Does It Feel?, Led On, Migration
Split Decision – Steve Morse Band
NOTA: 6/10
Dois anos se passam, e Steve Morse lança outro álbum de estúdio, o também fraquíssimo Split Decision. Após o Major Impacts, Morse sentiu a necessidade de retornar a um trabalho mais direto, com composições próprias e uma abordagem centrada na identidade sonora do trio. E, por sinal, esse título tem muito a ver com sua fase naquela época, já que ele precisava dividir seus compromissos entre sua banda solo e o Deep Purple. A produção foi bem mais natural, com uma sonoridade limpa, o timbre da guitarra cristalino, o baixo articulado e a bateria soando viva e espaçosa. No entanto, novamente os problemas voltaram, já que há muita coisa repetitiva e falta mais dinâmica em alguns arranjos, que ficam naquela confusão entre Jazz Fusion e Rock progressivo. O repertório ficou bem mediano: há canções interessantes, com aquele lado técnico, e outras bem sem graça. No geral, é um trabalho irregular e que não trouxe inovação.
Melhores Faixas: Gentle Flower, Hidden Beast, Moment's Comfort, Mechanical Frenzy
Piores Faixas: Clear Memories, Busybodies, Heightened Awareness
Major Impacts 2 – Steve Morse
NOTA: 4/10
No ano seguinte, foi lançada a 2ª e última parte do Major Impacts (que, assim, ninguém pediu, vamos falar a real). Após o Split Decision, essa continuação surge como um respiro introspectivo entre grandes compromissos: um álbum em que Morse presta tributo não só às suas influências clássicas, mas também ao próprio ato de aprender com o passado para continuar evoluindo. A produção foi aquela de sempre, só que aqui tudo é mais refinado, dando mais espaço às dinâmicas e à naturalidade dos instrumentos. Tudo soa cristalino, mas com calor e organicidade. Morse usa uma paleta timbrística variada, alternando guitarras de som limpo e aberto com timbres vintage, só que tudo novamente é bem sem graça e completamente arrastado, repetindo os mesmos problemas anteriores. O repertório é bem ruim, com faixas genéricas e poucas se salvando. Enfim, é um disco muito ruim e sem identidade.
Melhores Faixas: Tri County Barn Dance, Wooden Music, Ghost On The Bayou, 12 Strings On Carnaby Street
Piores Faixas: Organically Grown, Motor City Spirit, Zig Zags, Leonard's Best
Triangulation – Steve Morse Band
NOTA: 8/10
Então chegamos em 2025, quando, recentemente, na verdade há menos de um mês, Steve Morse lançou seu novo disco, o Triangulation. Após o Major Impacts 2, seus últimos 21 anos foram cheios de momentos marcantes, desde sua saída do Deep Purple até o envolvimento em outros projetos e o ganho de bastante reconhecimento por ser um baita guitarrista. Para este novo projeto, a ideia foi revisitar a essência do trio com liberdade criativa. A produção, feita como sempre por ele mesmo, buscou um som limpo e balanceado, com a guitarra de timbre claro e definido, o baixo articulado e a bateria com presença firme, o que permite que a interação entre os instrumentos respire e ganhe destaque, resultando basicamente em um álbum inteiro do Rock progressivo instrumental, bastante imersivo e cheio de variações. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas, com um lado mais cadenciado. No final de tudo, é um ótimo disco e representa um retorno decente.
Melhores Faixas: TexUS, Triangulation
Vale a Pena Ouvir: March of the Nomads, Taken by an Angel, Tumeni Partz
Então é isso e flw!!!




