Glossolalia – Steve Walsh
NOTA: 8/10
Foi só 20 anos depois que Steve Walsh lançaria seu 2º álbum solo, o Glossolalia. Após o Schemer Dreamer, como sabemos, ele retornaria tempos depois ao Kansas, só que a virada dos anos 90 para os 2000 foi complicada para ele: problemas vocais, desgaste emocional, saída temporária do Kansas nos anos anteriores e, ao mesmo tempo, uma busca intensa por novas linguagens musicais que extrapolassem qualquer limite associado ao seu passado progressivo. Com produção conduzida por ele junto com o tecladista Trent Gardner, o disco segue um caminho bem mais cru e direto, com o guitarrista Mike Slamer apresentando riffs pesados e intricados, Gardner adicionando teclados complexos e a cozinha rítmica sendo técnica e precisa, resultando nessa junção de Rock progressivo com uma pegada mais experimental. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem cadenciadas. No fim, é um ótimo disco e bastante preciso naquilo que se propõe.
Melhores Faixas: Nothing, Kansas
Vale a Pena Ouvir: Heart Attack, Smackin' The Clowns, Mascara Tears
Shadowman – Steve Walsh
NOTA: 8/10
Melhores Faixas: Pages Of Old, Shadowman
Vale a Pena Ouvir: Hell Is Full Of Heroes, After
Black Butterfly – Steve Walsh
NOTA: 7/10
Então chegamos em 2017, quando foi lançado seu 4º e último álbum até então, o Black Butterfly. Após o Shadowman, Walsh passou mais de uma década lidando com problemas vocais cada vez mais graves, dificuldades pessoais, questionamentos sobre sua continuidade musical e um esgotamento físico evidente. Com isso, ele acabou saindo do Kansas em 2014, só que ainda queria gravar algo novo; assim, formou uma parceria com o guitarrista Tommy Denander, famoso por sua habilidade em criar um AOR moderno, melódico e sofisticado. Com produção feita por Khalil Turk junto com Denander, o disco recebeu uma sonoridade limpa, moderna e altamente atmosférica. Arranjos orquestrais, guitarras suaves, pianos melancólicos e linhas de teclado cinematográficas formam um pano de fundo sofisticado. O repertório é legal, tem ótimas canções, só que com algumas exceções só para “encher linguiça”. No final, é um trabalho interessante, apesar de apresentar algumas falhas.
Melhores Faixas: Hell Or High Water, The Piper, Born In Fire, Nothing But Nothing
Piores Faixas: Tanglewood Tree, Now Until Forever


