sábado, 6 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Kerry Livgren: Parte 1

                  

Seeds Of Change – Kerry Livgren





















NOTA: 8,4/10


Voltando para 1980, Kerry Livgren lançava seu 1º álbum solo, o Seeds of Change. Após sua conversão ao cristianismo, o guitarrista mudou radicalmente sua visão de mundo, sua relação com a música e, principalmente, sua abordagem lírica, o que gerou tensão com os integrantes do Kansas. Com isso, ele decidiu desenvolver um projeto solo como um desabafo criativo e espiritual. Com produção feita por ele junto com Brad Aaron, o disco apresenta uma sonoridade ampla e polida, com guitarras consistentes, teclados profundos, arranjos bem estruturados e o uso de sintetizadores para criar atmosferas místicas, mantendo influências de AOR e Rock progressivo. Inclusive, as faixas têm vocalistas específicos, com participações notáveis de Ronnie James Dio e Steve Walsh. O repertório é muito bom, e as canções são bem reflexivas e intimistas. Enfim, é um ótimo disco e que vale a pena conferir. 

Melhores Faixas: To Live For The King, Mask Of The Great Deceiver (as duas com Dio) 
Vale a Pena Ouvir: Down To The Core, How Can You Live

Time Line – Kerry Livgren / AD





















NOTA: 8/10


Quatro anos depois, foi lançado seu 2º álbum solo, o Time Line, agora em um momento de mudança. Após o Seeds of Change e depois de sair do Kansas, Kerry Livgren buscava não apenas renovar sua musicalidade, mas construir algo totalmente alinhado ao seu novo propósito pessoal: música progressiva e melódica, com forte conteúdo espiritual, mensagens positivas e reflexões sobre fé, redenção e moralidade. Com isso, ele formou a banda AD, que contava com Warren Ham (vocal), Michael Gleason (teclados), Dennis Holt (bateria) e Dave Hope (baixo). Com produção feita inteiramente por ele próprio, o disco tem uma construção bem artesanal: as camadas de teclados e guitarras dependem frequentemente do toque manual de Livgren e Gleason, e muitos arranjos parecem feitos sem pressão comercial, mas todos muito precisos. O repertório é muito bom, e as canções são melódicas e diretas. Em suma, é um ótimo trabalho e uma continuação muito consistente. 

Melhores Faixas: Slow Motion Suicide, Time Line 
Vale a Pena Ouvir: Welcome To The War, New Age Blues, Tonight
  

                                                              Então um abraço e flw!!!                

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