Private Parts And Pieces IX: Dragonfly Dreams – Anthony Philips
NOTA: 3/10
Quatro anos se passaram até Anthony Phillips retornar com Private Parts And Pieces IX: Dragonfly Dreams. Após o New England, ele decidiu reunir músicas compostas ao longo de muitos anos: algumas faixas datam dos anos 80, enquanto outras foram escritas ou gravadas até meados dos anos 90. A ideia não era exatamente a de um álbum conceitual, mas sim a de uma coletânea criativa e pessoal. A produção foi feita em parceria com Quique Berro Garcia e, como as gravações vêm de épocas distintas, com diferentes níveis de acabamento, elas conseguiram ser cuidadosamente organizadas para que o álbum soasse fluido, apesar da diversidade de timbres e abordagens. O problema é que tudo acaba ficando excessivo, sem saber exatamente se pende mais para o Folk ou para os clichês da New Age. O repertório é muito fraco, e as canções são, em sua maioria, bastante tediosas, com poucas faixas realmente se salvando. Enfim, trata-se de mais um álbum fraco e inconsistente.
Melhores Faixas: She'll Be Waiting, Lostwithiel, Summer Ponds & Dragonflies
Piores Faixas: Quango, In The Valleys, Sarah Blakeley's Evening, Hills Of Languedoc, Old Faithful
Soirée (Private Parts & Pieces X) – Anthony Phillips
NOTA: 3/10
Perto do final dos anos 90, foi lançado mais um trabalho intitulado Soirée (Private Parts & Pieces X). Após o Dragonfly Dreams, essa continuação representa um ponto em que Phillips, já veterano e livre de pressões comerciais, escolhe criar um álbum orgânico e coeso de miniaturas pianísticas. Ao contrário de muitos volumes anteriores, em que os temas eram fragmentos reunidos de arquivos antigos, grande parte das peças de Soirée foi escrita especificamente para este álbum. A produção foi conduzida inteiramente por ele próprio, enfatizando clareza, espaço e naturalidade: cada peça funciona como um pequeno estudo pianístico, no qual Phillips explora harmonia, ritmo e textura sem recorrer a camadas instrumentais complexas. O problema é que tudo novamente soa reciclado, faltando algo mais dinâmico. No final, trata-se de um disco ruim e, mais uma vez, bastante inconsistente.
Melhores Faixas: Fallen Flower, Scythia, Creation
Piores Faixas: Noblesse Oblige, Gazebo, Venetian Mystery, Keepsake, After You Left
Private Parts & Pieces XI (City Of Dreams) – Anthony Phillips
NOTA: 2/10
Pulando para 2012, foi lançada a décima parte da série Private Parts & Pieces, agora intitulada City of Dreams. Após o Soirée, Phillips decidiu reunir uma série de composições escritas entre 2008 e 2011 que tinham forte ligação com música ambiente e library music (música criada para uso em mídias, como TV e cinema), mas que o próprio compositor sentiu que mereciam uma vida própria como um disco completo. A produção foi bem mais ampla, com uso de sintetizadores atmosféricos e linhas melódicas que evocam vastidão ou introspecção, além de movimentos mais rítmicos. O uso de repetição, pads amplos e efeitos ambientes contribui para uma sensação de imersão contínua, só que o resultado soa muito sem alma, como uma repetição de ideias antigas, funcionando como um verdadeiro “copia e cola”. O repertório é péssimo, e as composições são bastante tediosas, com pouquíssimas faixas se salvando. No final, trata-se de um disco horroroso e completamente esquecível.
Melhores Faixas: Doom Flower, Sea & Sardinia
Piores Faixas: Realms Of Gold, Night Train To Novrogod, Night Owl, Tuscan Wedding, Grand Master, Act Of Faith
Strings Of Light – Anthony Phillips
NOTA: 2/10
Mais sete anos se passaram, e foi lançado mais um disco, desta vez Strings of Light. Após o Private Parts & Pieces XI (City of Dreams), Anthony Phillips decidiu retornar ao instrumento que o definiu desde os tempos do Genesis: o violão de cordas variadas. O título do álbum evoca sensações de claridade, brilho e reflexões luminosas, o que combina com o caráter predominantemente instrumental das peças. A produção, como sempre feita por ele mesmo, é centrada em instrumentos de corda acústicos e elétricos, com Phillips tocando sozinho todas as partes. Não há vocais nem arranjos adicionais complexos; a atenção está totalmente voltada à expressividade da guitarra e à composição instrumental, retomando a estética do Folk progressivo, só que o resultado é bastante sem graça, faltando algo mais dinâmico e ficando preso a ideias repetitivas. O repertório novamente é terrível, e as composições são genéricas e bastante insossas. Enfim, é outro trabalho terrível e muito sem forma.
Melhores Faixas: Sunset Riverbank, Song For Andy
Piores Faixas: Still Rain, Crystalline, Shoreline, Life Story, Tale Ender
Private Parts & Pieces XII (The Golden Hour) – Anthony Phillips
NOTA: 5/10
Então chegamos a 2024, quando foi lançado o último trabalho até então de Anthony Phillips, o Private Parts & Pieces XII (The Golden Hour). Após o Strings of Light, ele decidiu lançar mais um disco dessa saga de álbuns, só que desta vez voltando a algo mais tradicional, fazendo aquela costura de momentos expressivos que, juntos, evocam uma paisagem sonora rica e variada. A produção, como sempre feita por ele próprio, equilibra texturas acústicas e elétricas, intercalando guitarras de seis e doze cordas, piano solo, atmosferas eletrônicas sutis e momentos vocais pontuais. O resultado remete bastante ao espírito dos primeiros álbuns, apesar de novamente haver muitas ideias recicladas e algumas, por vezes, até previsíveis, o que acaba tornando o disco maçante. O repertório é bem mediano, com canções boas e outras que são bastante sem graça. Enfim, trata-se de um trabalho irregular ao qual faltou algo a mais.
Melhores Faixas: Twilight Of A Diva, Roads In Between (Vocal Version), Cirrus, Sky Diving
Piores Faixas: New World, Wychmore Hill Suite, Kathryn Downes Trad., Sea Drift




