Private Parts And Pieces IV: A Catch At The Tables – Anthony Phillips
NOTA: 8,5/10
Dois anos depois, foi lançado mais um disco de Anthony Phillips, o Private Parts & Pieces IV: A Catch at the Tables. Após o Antiques, Phillips se encontrava novamente dividido entre dois impulsos: a necessidade de sobreviver dentro do mercado fonográfico dos anos 80 e o desejo de preservar sua identidade artística mais introspectiva, instrumental e experimental. Com isso, decidiu continuar essa série reunindo material que havia gravado nos últimos cinco anos. A produção, feita por ele junto com Ricardo Scott e Trevor Vallis, valoriza as diferenças de textura, ambiência e densidade. Instrumentalmente, há a presença de guitarras acústicas de 12 e 8 cordas, guitarras elétricas discretas, teclados analógicos, Mellotron, sintetizadores primitivos e o uso ocasional de drum machine, formando um caldeirão de folk progressivo. O repertório é ótimo, e as canções têm uma pegada mais épica. No final, é um disco bacana e o melhor dessa série.
Melhores Faixas: Dawn Over The Lake, The Sea And The Armadillo, Eduardo
Vale a Pena Ouvir: Heart Of Darkness, Sistine
Private Parts And Pieces V – Twelve – Anthony Phillips
NOTA: 8,3/10
No ano seguinte, foi lançada a 5ª parte dessa série, o Private Parts and Pieces V: Twelve. Após A Catch at the Tables, esse projeto nasce com uma proposta conceitual mais clara e, ao mesmo tempo, profundamente ligada a uma obsessão antiga do músico: a guitarra de 12 cordas. A concepção temática desse disco é extremamente simples na superfície, com doze peças nomeadas pelos meses do ano, mas que, na prática, explora uma linguagem musical muito rica e narrativa, evocando um ciclo anual interno e exterior. A produção é inteiramente feita pelo próprio Anthony Phillips, utilizando apenas guitarras de 12 cordas em diferentes afinações e abordagens técnicas, explorando tanto dedilhados delicados quanto padrões rítmicos mais encorpados, com foco na clareza do timbre, na ressonância natural das cordas e na dinâmica da execução. O repertório é muito bom, bem estruturado e com canções relaxantes. No geral, é um ótimo disco e bastante funcional.
Melhores Faixas: May, August
Vale a Pena Ouvir: June, September, March, December
Private Parts & Pieces VI: "Ivory Moon" Piano Pieces 1971-1985 – Anthony Phillips
NOTA: 8/10
Melhores Faixas: Moonfall (From Masquerade), Rapids
Vale a Pena Ouvir: The Old House, Suite: Sea-Dogs Motoring
Private Parts And Pieces VII: Slow Waves, Soft Stars – Anthony Phillips
NOTA: 8,2/10
Outro ano se passou, e foi lançada a 7ª parte dessa série, o Private Parts and Pieces VII: Slow Waves, Soft Stars. Após o Ivory Moon, depois de explorar guitarras e piano, Anthony Phillips decidiu que o sétimo volume deveria seguir em outra direção sonora, buscando uma paleta mais ampla e atmosférica. O foco passou para sintetizadores e texturas ambientais, um desvio marcante em relação aos volumes anteriores, que eram mais centrados nas qualidades melódicas tradicionais do violão ou do piano. A produção, feita como sempre por ele próprio, partiu da decisão de trabalhar os sons com cuidado para que fossem envolventes, flutuantes e introspectivos, evidenciando tanto a técnica nos teclados quanto a sensibilidade no violão, com um uso amplo de sintetizadores que reforçam essa atmosfera mais puxada para a música ambiente e até com alguns traços de New Age. O repertório é muito bom, e as canções são bem relaxantes. No fim, é um ótimo disco e bastante imersivo.
Melhores Faixas: Pluto Garden, Vanishing Streets, Carnival
Vale a Pena Ouvir: Goodbye Serenade, Ice Flight, End Of The Affair
Slow Dance – Anthony Phillips
NOTA: 1,6/10
Entrando nos anos 90, Anthony Phillips meio que enlouquece e lança o chatíssimo Slow Dance. Após o Private Parts and Pieces VII: Slow Waves, Soft Stars, Phillips ficou muito maravilhado com a abordagem de seu projeto anterior e decidiu explorá-la ainda mais, não apenas isso, mas também investir na escrita orquestral simulada e em estruturas narrativas mais longas e contínuas. A produção, feita junto com Simon Heyworth, teve um amplo uso de sintetizadores, sequenciadores e teclados, utilizados para simular texturas orquestrais, cordas, madeiras e camadas harmônicas amplas. O disco é praticamente sem percussão no sentido tradicional; quando o ritmo existe, ele é apenas sugerido por pulsos internos, mudanças harmônicas e movimentos de vozes, o que deixa tudo pouco imersivo e preso a clichês da New Age, ficando bastante arrastado. O repertório contém 2 faixas que são bastante esquecíveis. Enfim, é um disco péssimo e que marcaria uma decadência.
Melhores Faixas: (........)
Piores Faixas: Slow Dance (Part 1), Slow Dance (Part 2)
Private Parts & Pieces VIII: New England – Anthony Phillips
NOTA: 8/10
Melhores Faixas: La Dolorosa, Cathedral Woods, Unheard Cry, Pieces Of Eight
Piores Faixas: Infra Dig, Aubade, Sunrise And The Seamonsters, Jaunty Roads, Spirals
Por hoje é só, então flw!!!





