quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Analisando Discografias - Jan Hammer: Parte 1

                 

The First Seven Days – Jan Hammer





















NOTA: 8/10


Voltando para 1975, foi lançado o 1º álbum solo do Jan Hammer, o The Seven Days. Após o lançamento do Birds of Fire com o Mahavishnu, Hammer chegou a lançar um álbum colaborativo com Jerry Goodman (que depois eu falo) e, para seu álbum solo, quis fazer algo conceitual. O disco se baseia livremente na ideia dos sete dias da criação, mas não como uma narrativa religiosa literal; trata-se mais de uma metáfora musical para a gênese do mundo, da vida e da consciência, filtrada pela sensibilidade futurista. Produzido por ele próprio, o álbum tem um caráter bastante artesanal, já que o músico assume praticamente todos os instrumentos, fazendo uso extensivo de sintetizadores analógicos, pianos elétricos, Mellotron, sequenciadores primitivos e piano acústico. As bases estão no Jazz Fusion, mas com influências do Rock progressivo e da música eletrônica. O repertório é muito legal, e as canções são bem atmosféricas. Enfim, é um ótimo disco e bastante coeso. 

Melhores Faixas: Oceans And Continents, Sixth Day-The People 
Vale a Pena Ouvir: The Animals, The Seventh Day

Oh, Yeah? – Jan Hammer Group





















NOTA: 9/10


No ano seguinte, foi lançado o sensacional Oh, Yeah?, em que Jan Hammer quis ir para um lado mais padrão. Após o The First Seven Days, Hammer retoma a ideia de um grupo elétrico, apostando em grooves mais definidos, estruturas mais claras e uma linguagem que dialoga tanto com o Jazz Fusion quanto com o Funk. O disco não abandona a sofisticação harmônica nem a experimentação tímbrica, mas passa a priorizar impacto, energia e interação coletiva. Produzido pelo próprio Hammer, o álbum vai para um som mais cru, com menos camadas atmosféricas e mais ênfase na execução ao vivo dentro do estúdio. A bateria e o baixo ocupam um papel central, sustentando grooves firmes sobre os quais os teclados de Hammer se movimentam com liberdade, além de contar com vocais precisos de Tony Smith. O repertório é muito bom, e as canções são bem envolventes e energéticas. No geral, é um disco incrível e um grande acerto. 

Melhores Faixas: Oh, Yeah?, Let The Children Grow 
Vale a Pena Ouvir: One To One, Twenty One

Melodies – Jan Hammer Group





















NOTA: 8,4/10


Outro ano se passou, e foi lançado seu terceiro disco, intitulado Melodies, que seguiu por um caminho diferente. Após o Oh, Yeah?, Jan Hammer passa a enfatizar temas mais cantáveis, estruturas mais acessíveis e uma comunicação emocional mais imediata, sem abandonar completamente a linguagem do Jazz Fusion. Com isso, ele se posiciona de forma muito particular: em vez de diluir sua identidade, reorganiza sua música em torno da melodia como eixo central, mantendo a sofisticação harmônica e o uso expressivo dos sintetizadores. A produção foi praticamente a mesma, resultando em um som limpo, com melhor definição entre os instrumentos e uma organização clara dos planos sonoros. A seção rítmica continua sólida, mas agora atua de forma mais contida, sustentando as composições em vez de conduzi-las de maneira agressiva. O repertório é ótimo, e as canções ficaram mais envolventes e precisas. No fim, é um disco interessante e mais elegante. 

Melhores Faixas: Don't You Know, Window Of Love, Who Are They? 
Vale a Pena Ouvir: I Sing, Hyperspace

Black Sheep – Hammer





















NOTA: 8/10


Chegando ao fim dos anos 70, foi lançado mais um trabalho novo, o Black Sheep. Após o Melodies, ao perceber que o Jazz Fusion passava por um desgaste criativo, com muitos artistas presos a fórmulas previsíveis, Hammer responde a esse cenário com um disco que abandona quase totalmente a linguagem jazzística tradicional e se aproxima de uma música instrumental híbrida, na qual convivem Rock, música eletrônica e uma estética fortemente cinematográfica. Produzido, como sempre, por ele próprio, o álbum é mais agressivo e contemporâneo do que os discos anteriores. O som é claramente moldado em estúdio, com forte ênfase em sintetizadores analógicos, linhas de baixo elétrico muito presentes e baterias com ataque seco. Além disso, há vocais mais contidos desta vez, a cargo de Bob Christianson, reforçando uma abordagem mais urbana. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem divertidas. Enfim, é um disco muito legal e bastante desprezado. 

Melhores Faixas: Heavy Love, Jet Stream 
Vale a Pena Ouvir: Hey Girl, Black Sheep, Manic Depression

                      É isso, um abraço e flw!!!                     

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