Escape From Television – Jan Hammer
NOTA: 9/10
Indo lá para o ano de 1987, foi lançada a trilha sonora do clássico Miami Vice, o Escape From Television. Após o Black Sheep, Hammer encontrou na televisão (especialmente em Miami Vice) um campo ideal para unir sua formação jazzística, seu interesse por tecnologia e sua habilidade melódica extremamente direta. O álbum funciona como uma compilação-curadoria de temas compostos para a série, mas não soa como um simples apanhado de trilhas. Produção feita, obviamente, por ele mesmo, demonstra bem qual era a sonoridade daquela década: sintetizadores digitais e analógicos, baterias eletrônicas, sequenciadores e camadas densas de pads convivem com linhas melódicas extremamente expressivas, muitas vezes pensadas como “substitutas” da voz humana. É um trabalho de Synth-pop, mas você vê influência, por exemplo, do Jazz. O repertório é incrível, e as canções são todas bem memoráveis. No fim, é um belo disco e bem tematizado.
Melhores Faixas: Crockett's Theme, Miami Vice Theme, Tubbs And Valerie, The Trial And The Search
Vale a Pena Ouvir: Colombia, Before The Storm, Forever Tonight, Theresa
Beyond The Mind's Eye – Jan Hammer
NOTA: 5/10
Melhores Faixas: Windows, Too Far, Transformers, Voyage Home
Piores Faixas: Virtual Reality, Magic Theater, Brave New World, Beyond
Drive – Jan Hammer
NOTA: 2/10
Dois anos depois, foi lançado o que viria a ser seu último álbum de estúdio, intitulado Drive. Após o Beyond The Mind’s Eye, Hammer percebe que o mercado musical dos anos 90 exigia outra postura: menos estética oitentista explícita, mais energia direta e maior contato com o Rock e o groove. Esse álbum marca uma tentativa clara de fazer algo mais corpóreo. Hammer volta a pensar em ritmo, impacto, riffs e movimento, sem abandonar completamente a eletrônica, mas deslocando o foco do ambiente para a ação. A produção segue o padrão de sempre: os sintetizadores continuam centrais, mas agora muitas vezes configurados para soar como guitarras, baixos distorcidos ou leads cortantes, em vez de pads etéreos, além de uma bateria eletrônica mais marcada. Ainda assim, no geral, trata-se basicamente de um trabalho de Smooth Jazz genérico. O repertório é bem fraco, com poucas canções interessantes. No fim, é um disco terrível e sem graça.
Melhores Faixas: Drive, Underground (Jeff Beck salvou demais)
Piores Faixas: Lucky Jan, Knight Rider 2000, Nightglow, Curiosity Kills


