Like Children – Jerry Goodman & Jan Hammer
NOTA: 8,9/10
Agora, retornando ao ano de 1974, foi lançado o álbum colaborativo de Jerry Goodman e Jan Hammer, o Like Children. Após aquele “fim” do Mahavishnu Orchestra, os dois aproveitaram a liberdade recém-adquirida para explorar ideias que não cabiam mais dentro da estrutura do grupo. O disco surge, portanto, como uma espécie de extensão paralela do universo Mahavishnu, mas sem o peso espiritual, a disciplina quase militar e a liderança centralizadora de John McLaughlin. A produção, feita por ambos, é relativamente simples e direta, mas extremamente eficaz. Jan Hammer assume um papel central nos teclados elétricos e sintetizadores, usando timbres agressivos. Jerry Goodman, por sua vez, explora o violino elétrico com uma abordagem altamente expressiva, além de contar com uma seção rítmica bem sólida nesse caldeirão de Jazz-Rock. O repertório é incrível, e as canções são bem dinâmicas e energéticas. No fim, é um trabalho bacana e expressivo.
Melhores Faixas: No Fear, Night, Topeka
Vale a Pena Ouvir: Earth (Still Our Only Home), Country And Eastern Music
On The Future Of Aviation – Jerry Goodman
NOTA: 8/10
Melhores Faixas: Waltz Of The Windmills, Endless November
Vale a Pena Ouvir: Sarah's Lullaby
Ariel – Jerry Goodman
NOTA: 3/10
Aí, no ano seguinte, foi lançado o que é praticamente seu último álbum, intitulado Ariel. Após o On The Future Of Aviation, ele chega a um momento em que busca equilibrar sua identidade de Jazz Fusion e Prog Rock com elementos mais líricos e melódicos, além de nuances que remetem à música instrumental que circulava pelos anos 80. A produção é bem mais variada, com o violino voltando a marcar presença, mas apoiado por uma banda que inclui baixo, bateria, guitarra e teclados/sintetizadores em momentos distintos. Isso resulta em uma sonoridade que dialoga entre o Rock progressivo, elementos elétricos e uma estética instrumental suave. Ainda assim, tudo soa bastante repetitivo, com a demonstração de técnica sendo excessiva, resultando em algo sem dinâmica e bem medíocre, além do uso exagerado de sintetizadores em momentos desnecessários. O repertório é muito fraco, com canções medíocres e poucas que se salvam. Em suma, é um disco ruim e tedioso.
Melhores Faixas: Rockers, Lullaby For Joey
Piores Faixas: Broque, Once Only, Topanga Waltz


