Joe Farrell Quartet – Joe Farrell Quartet
NOTA: 8,7/10
Voltando para 1970, foi lançado o álbum de estreia de Joe Farrell, intitulado Joe Farrell Quartet. Antes de entrar para o Return to Forever, ele iniciou sua carreira após se formar na universidade, quando se mudou para Nova York e começou a trabalhar como freelancer. Com o tempo, passou a colaborar com alguns músicos de Jazz da cena local e, a partir disso, assinou com a CTI Records. A produção, feita por Creed Taylor, é direta, orgânica e sem artifícios. O som privilegia a naturalidade da performance, com captação clara dos instrumentos e mínima interferência estética. A formação conta com Chick Corea (piano), Dave Holland (contrabaixo), Jack DeJohnette (bateria) e, às vezes, John McLaughlin (guitarra). Os instrumentos ficaram bem separados, permitindo que cada nuance da improvisação seja percebida, nessa junção de Post-Bop e Jazz Fusion. O repertório é ótimo, e as canções são todas belíssimas. Enfim, é um bom disco de estreia e bem enxuto.
Melhores Faixas: Circle In The Square, Follow Your Heart
Vale a Pena Ouvir: Motion, Song Of The Wind
Outback – Joe Farrell
NOTA: 8,5/10
Melhores Faixas: Sound Down, November 68th
Vale a Pena Ouvir: Bleeding Orchid, Outback
Moon Germs – Joe Farrell
NOTA: 9,2/10
No ano seguinte, foi lançado seu 3º álbum, o sensacional Moon Germs, que é mais ambicioso. Após o Outback, Joe Farrell se encontra em um ponto de convergência raro: sua linguagem Post-Bop já estava plenamente desenvolvida, ao mesmo tempo em que o Jazz Fusion começava a se estruturar como uma força dominante. Naquele período, ele já fazia parte do Return to Forever, então chamou Sonny Clarke, o baterista Jack DeJohnette e a lenda Herbie Hancock. A produção, feita por Creed Taylor, é orgânica e extremamente eficaz, capturando o quarteto com clareza e impacto. O som privilegia a interação em tempo real, com pouca interferência estética, permitindo que a intensidade da performance seja o elemento central. Com o baixo expansivo do Clarke, a bateria variada do DeJohnette, o piano dinâmico do Hancock e o sax centralizado do Farrell. O repertório contém 4 faixas, todas incríveis. No fim, é um belo disco e o melhor de sua carreira.
Melhores Faixas: Great Gorge, Bass Folk Song
Vale a Pena Ouvir: Times Lie, Moon Germs
Então um abraço e flw!!!


