Venusian Summer – Lenny White
NOTA: 8,4/10
Retornando novamente a 1975, Lenny White lançava seu 1º álbum solo, oi Venusian Summer. Após o lançamento do No Mystery com o Return to Forever, o baterista decidiu criar um álbum altamente composicional, com identidade sonora própria e um forte senso estético. Surgindo no mesmo período em que Billy Cobham consolidava o modelo do baterista como líder no fusion, White segue um caminho mais melódico, futurista e textural, menos baseado em virtuosismo bruto e mais em arquitetura sonora. A produção, feita pelo próprio White, é extremamente polida para os padrões de 1975, com forte presença de sintetizadores analógicos, Rhodes, guitarras com chorus e efeitos espaciais, além de uma bateria extremamente bem captada. O baixo elétrico tem papel fundamental, muitas vezes assumindo funções melódicas, seguindo uma influência do Jazz-Funk. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas e dinâmicas. No fim, é um ótimo disco, bem captado.
Melhores Faixas: The Venusian Summer Suite, Mating Drive
Vale a Pena Ouvir: Prince Of The Seab
Big City – Lenny White
NOTA: 8,2/10
Dois anos se passaram, e foi lançado seu 2º álbum solo, intitulado Big City, que se mostrou mais variado. Após o Venusian Summer, no qual havia encontrado um equilíbrio sofisticado entre atmosfera, groove e composição, Lenny White encara aqui um novo desafio: dialogar de forma mais direta com o ambiente urbano da segunda metade dos anos 70, período em que o Jazz Fusion se cruzava cada vez mais com o Funk e o R&B. A produção é mais polida e assertiva do que nos discos anteriores. O som é encorpado, com baixo elétrico e bateria ocupando papel central, criando grooves sólidos e repetitivos que remetem diretamente ao Funk urbano dos anos 70. Os teclados aparecem com timbres mais modernos para a época, frequentemente elétricos e com uso mais evidente de efeitos, enquanto as guitarras assumem funções rítmicas claras, além de solos pontuais. O repertório é bom, com canções mais vibrantes. No geral, é um disco interessante e consistente.
Melhores Faixas: Dreams Come And Go Away, Sweet Dreamer
Vale a Pena Ouvir: Enchanted Pool Suite, Rapid Transit, Big City
Presents The Adventures Of Astral Pirates – Lenny White
NOTA: 8/10
Melhores Faixas: Stew, Cabbage And Galactic Beans, Mandarin Warlords
Vale a Pena Ouvir: Heavy Metal Monster, The Great Pyramid
Streamline – Lenny White
NOTA: 8/10
E então alguns meses se passaram, e foi lançado outro disco de Lenny White, o Streamline. Após o Presents The Adventures of Astral Pirates, White parece reagir ao próprio maximalismo anterior, buscando algo mais direto, funcional e conectado ao mercado musical da época. O final dos anos 70 marca um período em que muitos músicos do Jazz Fusion começam a se aproximar de formas mais acessíveis; nesse contexto, a gravadora Elektra pressionou o baterista a produzir material com potencial radiofônico. A produção, feita por ele em parceria com Larry Dunn, é polida, com um som limpo e organizado, menos camadas narrativas e mais foco em clareza rítmica e equilíbrio entre os instrumentos. Os teclados elétricos dominam a paisagem sonora, enquanto as guitarras cumprem funções rítmicas e melódicas bem definidas, e a bateria soa mais precisa. O repertório é bem interessante, e as canções se tornam mais envolventes. No fim, é um álbum bacana e subestimado.
Melhores Faixas: 12 Bars From Mars, Pooh Bear
Vale a Pena Ouvir: Lady Madonna (cover da música dos Beatles), I'll See You Soon, Time
Attitude – Lenny White
NOTA: 2/10
Indo para 1981, foi lançado o álbum Attitude, que mostrou um Lenny White completamente perdido. Após o Streamline, ao perceber que o mercado musical exigia maior aderência a formatos radiofônicos e estruturas mais simples, Lenny White, como muitos de seus contemporâneos, se vê diante da necessidade de tomar uma decisão difícil. Ele opta por um caminho mais comercial, chegando a montar um grupo mais voltado ao R&B, mas que acabou não dando muito certo; ainda assim, para esse projeto, decidiu insistir nessa direção. A produção, conduzida por ele próprio, é claramente marcada por seu tempo. Os timbres são mais frios, limpos e digitais, com forte presença de sintetizadores, baixo elétrico processado, bateria mecânica e guitarras com chorus, além da presença de vocais variados, mas tudo soa bastante pasteurizado e sem identidade. O repertório é muito ruim, com pouquíssimas canções interessantes. No fim, é um disco péssimo e um grande tropeço.
Melhores Faixas: The Ride, Fascination
Piores Faixas: Tell Him (Fala Para Ele), Attitude, My Turn To Love You
Anomaly – Lenny White
NOTA: 8/10
Melhores Faixas: Catlett Out Of The Bag, Gazelle
Piores Faixas: If U Dare, Dark Moon, Water Changes Everything, Coming Down





