sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Analisando Discografias - Phil Collins: Parte 2

                 

...But Seriously – Phil Collins





















NOTA: 4/10


Chegando ao final dos anos 80, foi lançado mais um disco do Phil Collins, o …But Seriously. Após o irregular No Jacket Required, o cantor começou a sentir o peso de uma imagem excessivamente associada ao entretenimento leve, às baladas radiofônicas e à onipresença midiática. Esse trabalho nasce justamente como uma reação a isso: um disco que tenta recuperar densidade temática, maturidade emocional e, sobretudo, relevância social. A produção, feita mais uma vez em parceria com Hugh Padgham, mantém o alto padrão técnico característico de Phil Collins, mas apresenta um clima mais sóbrio e menos exuberante do que em seus trabalhos imediatamente anteriores. Os arranjos têm forte presença de teclados atmosféricos, linhas de baixo firmes e baterias precisas; porém, o álbum é muito carregado de clichês e conceitos reciclados. O repertório é fraco: há canções legais, mas muitas outras soam bem genéricas. No fim, trata-se de um trabalho ruim, que revela uma clara falta de coesão. 

Melhores Faixas: Another Day In Paradise, Do You Remember?, All Of My Life, Colours
Piores Faixas: Heat on the Street, Father To Son, That's Just The Way It Is, Saturday Night and Sunday Morning, Hang In Long Enough

Both Sides – Phil Collins





















NOTA: 3/10


Entrando nos anos 90, Phil Collins lança seu 5º álbum de estúdio, o Both Sides. Após o …But Seriously, ele estava profundamente afetado por transformações pessoais, especialmente o colapso de seu casamento. Diferente dos discos anteriores, que equilibravam vida íntima, comentários sociais e ambições Pop, esse trabalho nasce quase exclusivamente de um impulso introspectivo e confessional. É um retorno radical ao espírito de Face Value, mas filtrado por um artista mais velho. Com a produção feita inteiramente por ele próprio, Collins assume praticamente todos os instrumentos, gravando sozinho, o que resulta em arranjos econômicos baseados em baterias eletrônicas secas, teclados discretos, linhas de baixo simples e guitarras usadas de forma contida; ainda assim, o álbum soa muito arrastado. O repertório é muito fraco, com pouquíssimas canções realmente interessantes. No geral, é outro disco fraco e bastante esquecível. 

Melhores Faixas: Everyday, Can't Find My Way 
Piores Faixas: Both Sides Of The Story, We Wait And We Wonder, We Fly So Close, We're Sons Of Our Fathers

Dance Into The Light – Phil Collins





















NOTA: 1/10


Três anos depois, em 1996, foi lançado mais um disco do Phil Collins, o terrível Dance Into the Light. Após o Both Sides, Collins havia acabado de sair do Genesis e decidiu fazer um disco mais aberto e voltado à celebração da vida. Há aqui um claro desejo de reconexão com o prazer de tocar, dançar e fazer música de forma mais espontânea, afastando-se daquele peso emocional de antes. A produção foi feita em parceria com Hugh Padgham, com quem ele volta a trabalhar com músicos convidados e aposta em uma abordagem mais orgânica, com grande destaque para percussões, metais, coros e grooves inspirados no R&B e na world music, mantendo sua influência Pop Rock; ainda assim, a sonoridade é completamente pasteurizada e sem graça, feita apenas para se manter frequente nas paradas. O repertório é péssimo, e as canções são bastante medíocres e tediosas. No fim das contas, trata-se de um trabalho péssimo e de um completo fiasco. 

Melhores Faixas: (...............................) 
Piores Faixas: Love Police, Lorenzo, The Times They Are A-Changin', Wear My Hat, River So Wide, Dance Into The Light

Testify – Phil Collins





















NOTA: 4/10


Indo para 2002, foi lançado seu sétimo álbum, intitulado Testify, que tentou retomar sua temática clássica. Após o horroroso Dance Into the Light, Phil Collins acabou participando da trilha sonora do filme Tarzan e, com a chegada do novo século, descobriu que estava com sérios problemas de audição, algo que antes afetava apenas o ouvido esquerdo e passou a atingir ambos (o que mostra que fazer ou ouvir música ruim faz mal). Para esse disco, ele decidiu fazer uma reflexão mais madura, menos preocupada com relevância comercial e mais focada no envelhecimento. A produção, feita em parceria com Rob Cavallo, segue por um caminho polido e extremamente controlado, apostando em arranjos contidos, com forte presença de teclados suaves, baterias eletrônicas discretas e linhas de baixo pouco ousadas, resultando em um som datado e bastante previsível. O repertório é bem fraquinho, com poucas canções realmente boas. Enfim, é um disco ruim e nada impactante. 

Melhores Faixas: Testify, Thru My Eyes, Come With Me 
Piores Faixas: Wake Up Call, It's Not Too Late, Swing Low, Driving Me Crazy

Going Back – Phil Collins





















NOTA: 3/10


Então chegamos a 2010, quando foi lançado seu último álbum de estúdio, o Going Back. Após o Testify, Phil Collins decidiu fazer um trabalho de releituras de clássicos da Soul music e do R&B dos anos 60, especialmente do catálogo da Motown. Onde ele retorna às músicas que marcaram sua infância e adolescência, quando ouvia obsessivamente grupos como The Supremes, The Temptations, entre outros, no rádio britânico. A produção, conduzida pelo próprio cantor, é cuidadosamente construída para recriar, com o máximo de fidelidade possível, a sonoridade da Motown clássica. Collins investe em arranjos densos, com seções completas de metais, cordas, bateria pulsante, backing vocals femininos e uma base rítmica sólida; ainda assim, tudo soa bastante cansativo. O repertório, apesar de interessante, sofre com interpretações pouco convincentes. No fim, trata-se de um disco esquecível, com o agravamento de seu estado de saúde, é difícil que surja material novo. 

Melhores Faixas: Going To A Go-Go, Take Me In Your Arms (Rock Me For A Little While), Papa Was A Rolling Stone 
Piores Faixas: Do I Love You, Jimmy Mack, (Love Is Like A) Heatwave, Blame It On The Sun


Analisando Discografias - Grouplove: Parte 1

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