quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Analisando Discografias - Phil Collins: Parte 1

                  

Hello, I Must Be Going! – Phil Collins





















NOTA: 9/10


Voltando para 1982, Phil Collins lançava seu 2º álbum solo, o Hello, I Must Be Going!. Após o clássico Face Value, disco profundamente marcado pelo divórcio e por um tom confessional inédito para um baterista conhecido até então como “coadjuvante”, e após se tornar uma estrela do Pop, ele acabou se vendo diante de uma questão central: como seguir adiante sem repetir a catarse emocional que havia definido sua estreia. A produção, feita junto com Hugh Padgham, aprofunda e refina a estética estabelecida anteriormente, com forte presença de sintetizadores, drum machines e arranjos enxutos. A bateria continua sendo um elemento central, mas agora menos explosiva e mais contida, integrada a programações eletrônicas. Os vocais soam mais confiantes, ainda que carreguem uma emoção contida. O repertório é muito bom, e as canções são ao mesmo tempo divertidas e sentimentais. No fim, é um ótimo disco que, infelizmente, acabaria sendo o último realmente coeso. 

Melhores Faixas: I Don't Care Anymore, It Don't Matter To Me, You Can't Hurry Love (cover da The Supremes), Do You Know, Do You Care? 
Vale a Pena Ouvir: Thru These Walls, Like China, Don't Let Him Steal Your Heart Away

No Jacket Required – Phil Collins





















NOTA: 6/10


Três anos se passam, e é lançado mais um disco solo do Phil Collins, o No Jacket Required. Após o Hello, I Must Be Going!, o baterista do Genesis já havia consolidado uma identidade própria fora da banda, mas ainda transitava entre a introspecção emocional e o pop sofisticado. Diferente dos dois primeiros discos, profundamente ligados a crises pessoais, esse projeto não nasce de um trauma específico, mas de um momento de confiança, domínio técnico e desejo de expansão. A produção é praticamente a mesma, extremamente polida, com o uso de drum machines, bateria acústica com forte tratamento de reverberação, sintetizadores digitais e arranjos enxutos, criando um som imediato, limpo e altamente reconhecível; ainda assim, esse caldeirão de Pop Rock, Adult Contemporary, Synth-pop e até pitadas de Soul soa genérico. O repertório até começa bem, mas depois decai, com muitas canções fracas. Em suma, é um disco irregular e que já apontava uma queda. 

Melhores Faixas: One More Night, Long Long Way To Go, Sussudio 
Piores Faixas: Who Said I Would, Inside Out, I Don't Wanna Know
  

                                                                        Então um abraço e flw!!!               

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