sábado, 10 de janeiro de 2026

Analisando Discografias - Steve Hackett: Parte 1

                 

Voyage Of The Acolyte – Steve Hackett





















NOTA: 10/10


Voltando para o ano de 1975, Steve Hackett lançava seu 1º trabalho solo, o Voyage of the Acolyte. Após o lançamento do The Lamb Lies Down on Broadway com o Genesis, Hackett já vinha se afirmando como um músico de personalidade própria dentro da banda, só que queria explorar suas ideias, e esse trabalho é profundamente pessoal, quase confessional, e ao mesmo tempo ambicioso. O álbum é inspirado livremente na simbologia do tarô, especialmente na figura do Mago, o que confere à obra um caráter místico e iniciático. A produção, feita junto com John Acock, resulta em um som orgânico e artesanal, com forte ênfase em instrumentos acústicos, guitarras de doze cordas, flautas, teclados analógicos e arranjos sutis, além da participação de integrantes do Genesis, como Mike Rutherford e Phil Collins, que sustentam as bases nesse caldeirão progressivo. O repertório é incrível, e as canções são excepcionais. No fim, é um baita disco e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Ace Of Wands, Shadow Of The Hierophant, Star Of Sirus, The Hermit 
Vale a Pena Ouvir: The Hermit, A Tower Struck Down

Please Don't Touch! – Steve Hackett





















NOTA: 8,5/10


Três anos se passam, e é lançado seu 2º trabalho solo, intitulado Please Don’t Touch!. Após o belíssimo Voyage of the Acolyte, Steve Hackett, recém-saído do Genesis, encontrava-se, nesse período, determinado a expandir seu vocabulário musical, explorando territórios que vão do Rock progressivo à música clássica contemporânea e a experimentações eletrônicas. A produção, feita novamente junto com John Acock, é mais ousada e experimental do que a de seu antecessor. Hackett amplia o uso de sintetizadores, efeitos eletrônicos e estruturas menos convencionais, adotando uma sonoridade mais fria e moderna para a época, além de manter as guitarras em posição central e uma estrutura rítmica muito mais móvel, expandindo ainda as influências que vinha trabalhando antes, como Folk, música barroca e até Jazz-Rock, nesse caldeirão de Rock progressivo sinfônico. O repertório é bem legal, e as canções são bem mais variadas. No final, é um disco bacana e consistente. 

Melhores Faixas: Racing In A, Narnia (as duas com participação do Steve Walsh do Kansas), Icarus Ascending 
Vale a Pena Ouvir: How Can I?, The Voice Of Necam, Carry On Up The Vicarage

Spectral Mornings – Steve Hackett





















NOTA: 9,2/10


No ano seguinte, é lançado seu 3º disco, intitulado Spectral Mornings, que se mostra bem mais técnico. Após o Please Don’t Touch!, ele chega a esse novo projeto em um momento de síntese: um álbum que mantém o espírito exploratório de seu trabalho anterior, mas o organiza dentro de uma estrutura mais coesa, emocionalmente clara e musicalmente acessível. Livre das amarras do Genesis e já plenamente estabelecido como artista solo, Hackett passa a buscar uma identidade que concilie lirismo, técnica e atmosfera. A produção, feita por ele junto com John Acock, segue um caminho mais orgânico, no qual reduz o excesso de experimentações eletrônicas e privilegia timbres naturais, clareza instrumental e dinâmica emocional, explorando a guitarra com fraseados e vibratos refinados, além de teclados suaves e uma cozinha rítmica precisa. O repertório é incrível, e as canções seguem para um caminho mais melódico. Enfim, é um disco legal e bastante expressivo. 

Melhores Faixas: Every Day, Spectral Mornings, Lost Time In Córdoba, The Virgin And The Gypsy 
Vale a Pena Ouvir: Clocks - The Angel Of Mons, Tigermot

É isso, um abraço e flw!!!                    

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