Voyage Of The Acolyte – Steve Hackett
NOTA: 10/10
Voltando para o ano de 1975, Steve Hackett lançava seu 1º trabalho solo, o Voyage of the Acolyte. Após o lançamento do The Lamb Lies Down on Broadway com o Genesis, Hackett já vinha se afirmando como um músico de personalidade própria dentro da banda, só que queria explorar suas ideias, e esse trabalho é profundamente pessoal, quase confessional, e ao mesmo tempo ambicioso. O álbum é inspirado livremente na simbologia do tarô, especialmente na figura do Mago, o que confere à obra um caráter místico e iniciático. A produção, feita junto com John Acock, resulta em um som orgânico e artesanal, com forte ênfase em instrumentos acústicos, guitarras de doze cordas, flautas, teclados analógicos e arranjos sutis, além da participação de integrantes do Genesis, como Mike Rutherford e Phil Collins, que sustentam as bases nesse caldeirão progressivo. O repertório é incrível, e as canções são excepcionais. No fim, é um baita disco e uma obra-prima.
Melhores Faixas: Ace Of Wands, Shadow Of The Hierophant, Star Of Sirus, The Hermit
Vale a Pena Ouvir: The Hermit, A Tower Struck Down
Please Don't Touch! – Steve Hackett
NOTA: 8,5/10
Melhores Faixas: Racing In A, Narnia (as duas com participação do Steve Walsh do Kansas), Icarus Ascending
Vale a Pena Ouvir: How Can I?, The Voice Of Necam, Carry On Up The Vicarage
Spectral Mornings – Steve Hackett
NOTA: 9,2/10
No ano seguinte, é lançado seu 3º disco, intitulado Spectral Mornings, que se mostra bem mais técnico. Após o Please Don’t Touch!, ele chega a esse novo projeto em um momento de síntese: um álbum que mantém o espírito exploratório de seu trabalho anterior, mas o organiza dentro de uma estrutura mais coesa, emocionalmente clara e musicalmente acessível. Livre das amarras do Genesis e já plenamente estabelecido como artista solo, Hackett passa a buscar uma identidade que concilie lirismo, técnica e atmosfera. A produção, feita por ele junto com John Acock, segue um caminho mais orgânico, no qual reduz o excesso de experimentações eletrônicas e privilegia timbres naturais, clareza instrumental e dinâmica emocional, explorando a guitarra com fraseados e vibratos refinados, além de teclados suaves e uma cozinha rítmica precisa. O repertório é incrível, e as canções seguem para um caminho mais melódico. Enfim, é um disco legal e bastante expressivo.
Melhores Faixas: Every Day, Spectral Mornings, Lost Time In Córdoba, The Virgin And The Gypsy
Vale a Pena Ouvir: Clocks - The Angel Of Mons, Tigermot
É isso, um abraço e flw!!!


