Daughters – Daughters
NOTA: 2/10
No ano de 2002, foi lançado o 1º trabalho em formato EP autointitulado do Daughters. A banda, formada naquele ano em Providence, em Rhode Island, pelo vocalista Alexis Marshall, os guitarristas Jeremy Wabiszczewicz e Nicholas Sadler, o baixista Pat Masterson e o baterista Jon Syverson, já estava envolvida em projetos de Grindcore e Hardcore/Punk, e a proposta desde o começo era empurrar esses estilos para um território ainda mais abrasivo e desconstruído. A produção foi minimalista e crua, e a gravação parece buscar exatamente o contrário de polimento: uma sensação de impacto imediato, quase como se a banda estivesse tocando em um espaço pequeno e abafado. O resultado é um som comprimido, barulhento e muito agressivo, com influências de Sass e Mathcore, apesar de ainda mostrar muita irregularidade na base sonora. O repertório tem apenas 4 faixas, que, ainda assim, não empolgam muito. Enfim, era só um projeto de apresentação bem fraquinho.
Melhor Faixa: Flattery Is A Bunch Of Fucking Bullshit
Piores Faixas: A Room Full Of Hard-Ons And Nowhere To Sit Down, Hello Assholes, My Stereo Has Mono And So Does My Girlfriend
Canada Songs – Daughters!
NOTA: 7,8/10
No ano seguinte, foi lançado o álbum de estreia do Daughters, o Canada Songs. Após o EP de 2002, eles estavam com interesse crescente da cena underground, e a banda decidiu registrar um álbum completo que ampliasse essa proposta. Apesar da saída de Nicholas Sadler para a entrada de Perri Peete, eles queriam fazer algo que fosse, de certo modo, mais escrachado. A produção, feita por Keith Souza, segue a lógica de intensidade extrema e minimalismo técnico. O som é seco, comprimido e muito direto. As guitarras são extremamente dissonantes e afiadas, frequentemente usando riffs quebrados que parecem desmontar a lógica tradicional do Mathcore e com um pé no Grind, muito por conta dos vocais extremamente rasgados do Alexis Marshall, só que, ainda assim, as falhas aparecem em alguns arranjos que ficam apenas deslocados. O repertório é até legal, tem canções divertidas e algumas fracas. Enfim, é um disco bom, apesar de erros evidentes.
Melhores Faixas: The Ghost With The Most, Jones From Indiana, I Don't Give A Shit About Wood, I'm Not A Chemist, Jones From Indiana, And Then The C.H.U.D.S. Came
Piores Faixas: Nurse, Would You Please Prepare The Patient For Sexual Doctor, Damn Those Blood Suckers And Their Good Qualities
Hell Songs – Daughters
NOTA: 8,5/10
Três anos depois, foi lançado seu 2º disco, intitulado Hell Songs, e aqui eles mudaram sua temática. Após o Canada Songs, que deixou claro que havia interesse em explorar algo que fosse menos preso à velocidade pura, vieram mudanças na formação: saíram os guitarristas Jeremy Wabiszczewicz e Perri Peete e o baixista Pat Masterson, e entraram Brent Frattini, Samuel Walker e o retorno do Nicholas Sadler. A produção, feita por Andrew Schneider junto com a banda, colocou um som que ganha mais espaço, permitindo que as tensões e dissonâncias se destaquem. As guitarras continuam agressivas, mas agora muitas vezes são mais angulares do que simplesmente rápidas; a cozinha rítmica ficou mais quebrada e dinâmica, e os vocais do Alexis Marshall não têm mais aquela gritaria, ficando algo mais teatral e perturbador, lembrando mais Noise Rock com Mathcore. O repertório é ótimo, e as canções são todas bem agressivas. No fim, é um disco bacana e mostrou algo promissor.
Melhores Faixas: Recorded Inside A Pyramid, Cheers, Pricks, Hyperventilationsystem, Providence By Gaslight
Vale a Pena Ouvir: Fiery, Feisty Snake-Woman
Daughters – Daughters
NOTA: 9,4/10
Em 2010, foi lançado mais um disco, dessa vez autointitulado, do Daughters antes de entrarem em hiato. Após o Hell Songs, eles decidiram fazer um projeto que representasse uma mudança ainda mais clara em relação ao passado. A música da banda se tornou mais lenta, mais pesada em termos de clima e mais estruturada em torno de grooves estranhos e riffs repetitivos. E assim, quando foram gravar o álbum, o clima já não estava bom: conflitos internos estavam presentes, e o estopim foi a briga entre Alexis Marshall e Nicholas Sadler, que fez eles entrarem em hiato. A produção foi mais espaçosa, mais pesada e muito mais focada em textura e tensão. Com as guitarras seguindo padrões repetitivos, a cozinha rítmica é mais controlada e os vocais do Alexis são mais expressivos, juntando assim Noise Rock, Post-Hardcore, Pigfuck e música industrial. O repertório é incrível, e as canções são bem energéticas. No geral, é um disco sensacional e que é bem sombrio.
Melhores Faixas: The Hit, The First Supper, The Virgin, The Dead Singer
Vale a Pena Ouvir: The Unattractive, Portable Head, Our Queens (One Is Many, Many Are One)
You Won't Get What You Want – Daughters
NOTA: 10/10
Melhores Faixas: Long Road, No Turns, Satan In The Wait, The Reason They Hate Me, Guest House, Ocean Song
Vale a Pena Ouvir: The Flammable Man, City Song
Por hoje é só, então flw!!!




