sábado, 28 de fevereiro de 2026

Analisando Discografias - Kaleo

                 

Kaleo – Kaleo





















NOTA: 8,2/10


Em 2013, foi lançado o álbum de estreia autointitulado da banda islandesa Kaleo. Formada um ano antes, na cidade de Mosfellsbær, no sul da Islândia, pelo vocalista e guitarrista Jökull Júlíusson, pelo baterista Davíð Antonsson, pelo baixista Daniel Kristjánsson e pelo gaitista Þorleifur Gaukur Davíðsson, que se conheciam desde a escola e decidiram montar uma banda, algo que se tornou possível com a entrada de Rubin Pollock. Eles começaram a ganhar destaque após participar do festival Iceland Airwaves e, com isso, assinaram com a gravadora Sena. A produção seguiu uma linha relativamente simples e orgânica. Em vez de apostar em uma produção muito polida, o disco privilegia a sensação de banda tocando junta, com foco em instrumentos tradicionais do Blues Rock, com as guitarras alternando entre momentos mais rasgados e outros mais contidos. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas. No fim, é um disco de estreia bacana e que mostrou algo promissor. 

Melhores Faixas: Rock 'N' Roller, Pretty Boy Floyd 
Vale a Pena Ouvir: Automobile, Broken Bones, Fool

A/B – Kaleo





















NOTA: 8,7/10


Três anos depois, foi lançado o 2º álbum da banda Kaleo, intitulado A/B, que foi uma explosão. Após o álbum de estreia, a banda se mudou para os Estados Unidos e conseguiu um contrato com a Atlantic Records para tentar expandir seu alcance internacional. O sucesso crescente dos singles acabou criando expectativa para o próximo projeto do grupo, que seria responsável por consolidar a identidade sonora da banda em escala global. A produção, feita pela banda junto com Mike Crossey, Arnar Guðjónsson e Jacquire King, apresenta um som mais cinematográfico, com arranjos maiores e um cuidado maior com a atmosfera e a dinâmica. As guitarras agora têm maior uso de reverberação, e a construção gradual das músicas ajuda a dar ao álbum uma sensação mais ampla e emocional, fazendo um equilíbrio entre Blues Rock e Indie Rock e algumas influências de Folk. O repertório é ótimo, e as canções são bem envolventes. No fim, é um trabalho magnífico e que foi um sucesso. 

Melhores Faixas: Way Down We Go, No Good, I Can't Go On Without You, All The Pretty Girls
Vale a Pena Ouvir: Hot Blood, Vor Í Vaglaskógi, Broken Bones

Surface Sounds – Kaleo





















NOTA: 8/10


Cinco anos depois, foi lançado mais um trabalho novo do Kaleo, o álbum Surface Sounds. Após o sucesso do A/B, principalmente devido aos hits Way Down We Go e All the Pretty Girls, eles queriam fazer um trabalho que não tivesse amarras da grande mídia, só que o processo de criação desse álbum acabou sendo mais longo do que o esperado, com a previsão de sair antes, lá pela metade de 2020, mas a banda decidiu trabalhar com mais calma nas composições e na direção sonora, principalmente devido aos acontecimentos da pandemia. A produção, feita pelo vocalista Jökull Júlíusson, com ajuda de Dave Cobb e Mike Elizondo, apresenta um som mais amplo, detalhado e cinematográfico, com arranjos que exploram diferentes atmosferas. Ainda existe uma base forte de Blues Rock, mas agora ela convive com elementos de Soul, Rock alternativo e Folk. O repertório é muito bom, e as canções são mais intimistas. Enfim, é um disco bacana e que é bem subestimado. 

Melhores Faixas: I Want More, Skinny 
Vale a Pena Ouvir: Backbone, Break My Baby, Hey Gringo

Mixed Emotions – Kaleo





















NOTA: 7,2/10


Então chegamos ao ano de 2025, quando foi lançado o 4º e último álbum até o momento da banda Kaleo, o Mixed Emotions. Após o Surface Sounds, esse trabalho surge em uma fase em que a banda já não precisa mais provar seu valor comercial ou artístico. Em vez disso, o foco passa a ser explorar novas nuances do próprio estilo, com o álbum trazendo a ideia de contrastes internos: músicas que misturam sentimentos, atmosferas e estilos dentro de um mesmo projeto. A produção, feita por Jökull Júlíusson junto com Shawn Everett e Eddie Spear, segue a linha expansiva que começou anteriormente, mas com uma diferença importante: aqui eles parecem ainda mais confortáveis em misturar estilos dentro das mesmas músicas. As guitarras vão desde um lado mais bluesy até um maior foco nas texturas, e a base rítmica é bem mais sustentável. O repertório é legal, tem canções bacanas e outras que ficaram bem abaixo. Enfim, é um disco bom, mas ao qual faltou algo mais coeso. 
Melhores Faixas: Run No More, USA Today, Rock N Roller, Legacy 
Piores Faixas: The Good Die Young, Lonely Cowboy
                                                                 

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