sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Analisando Discografias - sad alex

                 

songs that you’ll probably never hear – sad alex





















NOTA: 7/10


Em 2019, foi lançado o 1º trabalho da sad alex de uma série de EPs intitulada songs that you’ll probably never hear. A sua carreira começou naquele ano, quando publicou músicas online e desenvolveu uma estética bastante íntima e confessional. Ela usava plataformas como o SoundCloud como forma de divulgação, algo que influenciou diretamente o formato curto e quase “demo” de muitos lançamentos iniciais. Com isso, uma de suas canções que viralizou foi new heartbreak, e, a partir daí, ela decidiu lançar mais músicas. A produção, feita por Gazzo, é extremamente enxuta e alinhada com a lógica do Bedroom Pop: arranjos simples, foco em melodias suaves e vocais próximos do microfone, além de bases minimalistas normalmente construídas com sintetizadores leves, guitarra limpa ou texturas eletrônicas discretas. O repertório contém 3 faixas interessantes, que são bem melancólicas. No geral, é um trabalho interessante, e essa abordagem seguiu nos outros EPs. 

Melhores Faixas: nature 
Vale a Pena Ouvir: ruin it, disarm me

Crydancing – sad alex





















NOTA: 8/10


Dois anos depois, foi lançado seu álbum de estreia, intitulado Crydancing, que mostrou uma temática diferente. Após o lançamento da sua série de EPs, a  sad alex já vinha ganhando visibilidade na internet, especialmente com a música ibtc, que viralizou no TikTok, ampliando bastante seu público. Esse crescimento ajudou a criar expectativa para seu primeiro projeto grande, que explorava diferentes estados emocionais e estilos sonoros dentro do Pop alternativo, agora sob contrato com a gravadora da Red Bull. A produção, feita por ela junto com Alex Ghenea, ByBlood, Gazzo e Rabitt, segue uma abordagem polida e alinhada ao Indie Pop com elementos do Bedroom Pop, mas com um acabamento mais refinado, trazendo instrumentais limpos, sintetizadores suaves e bases rítmicas discretas que dão espaço para o vocal expressivo da cantora. O repertório é muito bom, e as canções são bem intimistas e envolventes. Enfim, é um trabalho bacana e bem enxuto. 

Melhores Faixas: dating myself, ibtc (remix) 
Vale a Pena Ouvir: one that got away, california queen

i thought that i’d know by now – sad alex





















NOTA: 3/10


Em 2024, foi lançado seu 2º álbum, o i thought that i’d know by now, e aqui as coisas decaíram. Após o Crydancing, a sad alex acabou saindo da gravadora da Red Bull e voltou a ser uma artista independente. Esse período ajudou a consolidar sua estética: letras introspectivas, humor melancólico e observações sobre relacionamentos, amadurecimento e inseguranças pessoais, além de encerrar aquela sua série de EPs. Com isso, ela decidiu fazer um trabalho que fosse ainda mais contemporâneo. A produção foi bem diversificada, contando com Andrew Tufano, Daniel Weber, Saw Crowe, entre outros, que colocaram bases eletrônicas suaves, guitarras limpas e discretas e melodias vocais íntimas. Seguindo ainda mais aquela sonoridade do Alt-Pop e com maiores influências do Electropop, só que tudo é muito bagunçado e acaba ficando bem arrastado. O repertório é muito ruim, com canções bem chatinhas e com algumas exceções. No fim, é um trabalho péssimo e excessivo. 

Melhores Faixas: smiling at ur text, hot priest, happy later 
Piores Faixas: boy i’d like to kill, hometown, the gift of loneliness, cranberry, swimming pools

wherever i’m with you – sad alex





















NOTA: 3/10


E aí, na metade do ano passado, ela voltou a lançar um EP intitulado wherever i’m with you. Após o fraquíssimo i thought that i’d know by now, sad alex começou a focar no seu canal no YouTube, onde, além de postar covers, também fazia alguns conteúdos variados, e, quando decidiu lançar um novo projeto, quis fazer algo mais direto: músicas curtas, focadas em sentimentos imediatos e em uma ideia emocional (e isso não era um bom sinal). A produção foi feita por ela junto com timbr, que seguiram uma abordagem mais leve e acolhedora. Em vez de focar tanto na melancolia pura, os arranjos ficaram bem mais sentimentalistas, ainda seguindo aquela estética do Indie Pop moderno, só que, de novo, ela quis mergulhar no Electropop. Mesmo assim, há momentos interessantes e outros cheios de clichês, o que acaba deixando tudo bem previsível. O repertório é ruim, e as canções são bem enjoativas, com poucas interessantes. No fim, é mais um trabalho bastante desanimador. 

Melhores Faixas: i'm gonna be (500 miles), i will follow you into the dark 
Piores Faixas: think less, discover something new

only human – sad alex





















NOTA: 2/10


E aí, para o fim do ano, ela lança outro trabalho no formato de EP intitulado only human. Após o wherever i’m with you, a cantora acabou revisitando algumas de suas composições que não tinham sido exploradas seis anos antes, decidindo manter o estilo confessional que marcou projetos anteriores, mas concentrando a narrativa em temas muito específicos: vulnerabilidade emocional e a aceitação das próprias falhas humanas. A produção seguiu aquela linha minimalista e moderna. Em várias partes do EP, percebem-se arranjos enxutos, baseados em sintetizadores suaves, batidas leves e vocais bastante próximos da mixagem, só que, ainda assim, basicamente os mesmos problemas que aconteceram anteriormente voltam a se repetir, ficando tudo muito previsível. O repertório contém 4 faixas, com apenas uma delas sendo interessante, já que as outras são bem genéricas. No fim, é um trabalho ruim e bem esquecível. 

Melhor Faixa: only human 
Piores Faixas: breakup skinny, song of the summer, broken record
  

                                                                                          Então é isso e flw!!!              

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