domingo, 10 de maio de 2026

Analisando Discografias - Planet Hemp: Parte 1

                  

Usuário – Planet Hemp´





















NOTA: 10/10


No ano de 1995, o Planet Hemp lançava seu álbum de estreia, o sensacional Usuário. Formado em 1993, lá no nosso querido RJ, por Marcelo D2 e Skunk, que decidiram montar uma banda, mas, como não tocavam instrumentos, acabaram seguindo inicialmente pelo Rap. Depois aconteceram as entradas do Rafael Crespo (guitarra), Formigão (baixo) e Bacalhau (bateria). Entretanto, Skunk acabou falecendo vítima da AIDS, o que quase decretou o fim da banda. Mas BNegão, que já era presença constante nos shows, assumiu os vocais ao lado de D2 e, após isso, o grupo assinou com a Sony Music. A produção, feita pela própria banda junto com Fábio Henriques, possui uma sonoridade extremamente crua e urbana, misturando Rap Rock, Funk e Hardcore Punk. Isso se reflete nas guitarras tensas e numa cozinha rítmica bastante sustentável. O repertório é sensacional, e as canções são todas carregadas de crítica social. No fim, é um baita disco de estreia e um clássico. 

Melhores Faixas: Mantenha O Respeito, Legalize Já, Dig Dig Dig (Hempa), Futuro Do País, Bala Perdida, Não Compre, Plante!, Futuro Do País 
Vale a Pena Ouvir: Skunk, P... Disfarçada, Porcos Fardados, Muthafuckin' Racists

Os Cães Ladram Mas A Caravana Não Pára – Planet Hemp





















NOTA: 8,7/10


Dois anos se passaram, e Planet Hemp retornava com seu 2º álbum, Os Cães Ladram Mas a Caravana Não Pára. Após o Usuário, o grupo passou a ser perseguido pela mídia e pelas autoridades. Em muitos shows, a presença policial já fazia parte do ritual do Planet Hemp. Fora isso, BNegão acabou saindo da banda para se dedicar a projetos paralelos e, em seu lugar, entrou um velho conhecido: Black Alien, que trazia seu flow técnico e diretamente influenciado pelo rap americano. Produzido por Mario Caldato Jr., o disco apresenta uma sonoridade mais ampla, encorpada e tecnicamente sofisticada, sem retirar sua agressividade, além de incorporar elementos do Samba e Reggae. As guitarras de Rafael Crespo agora aparecem de forma mais variada. Já a cozinha rítmica ganha forte presença de grooves quebrados e funkeados. O repertório é muito bom, trazendo canções agressivas, mesmo com algumas exceções. No fim, é um disco bacana, mas o mais fraco deles. 

Melhores Faixas: Queimando Tudo, O Bicho Tá Pegando, Nega Do Cabelo Duro, Zerovinteum, Seus Amigos, Adoled (The Ocean) (cover da música do Led Zeppelin), Paga Pau, Mão Na Cabeça 
Piores Faixas: Hemp Family, Bossa


Analisando Discografias - Marcelo D2

                    Eu Tiro É Onda – Marcelo D2 NOTA: 9,4/10 Voltando para 1998, Marcelo D2 lançava seu 1º álbum solo intitulado Eu Tiro É O...