LIL PEEP; PART ONE – Lil Peep
NOTA: 9,2/10
Em 2015, o Lil Peep lançava sua 1ª mixtape, a sensacional Lil Peep; Part One. O rapper, vindo de Allentown, na Pensilvânia, começou sua trajetória um ano antes, quando havia se mudado para Los Angeles após abandonar os estudos e decidir investir integralmente na música. Sem apoio da indústria e trabalhando com recursos extremamente limitados, ele começou a divulgar suas faixas no SoundCloud. A produção foi diversificada, contando com Fleance, Rozz Dyliams, GREAF e outros produtores, que deram ao projeto uma abordagem crua e extremamente Lo-fi. Os beats são lentos, com presença de baterias moderadas, guitarras distorcidas e sintetizadores etéreos, além de samples do Rock alternativo e Midwest Emo, mostrando as bases do Emo Rap com toques do Cloud Rap. Fora seus vocais, que, mesmo imperfeitos, conseguem funcionar. O repertório é sensacional, e as canções são bem melancólicas. Enfim, é uma baita mixtape e muito bem-feita.
Melhores Faixas: The Way I See Things, Ghost Boy, Praying To The Sky, Five Degrees, Wanna Be, High School
Vale a Pena Ouvir: Veins, Nothing To U
CALIFORNIA GIRLS – Lil Peep
NOTA: 8/10
Melhores Faixas: Beamer Boy, California World
Vale a Pena Ouvir: Let Me Bleed, Pray I Die
Crybaby – Lil Peep
NOTA: 8,7/10
Cinco meses se passaram, e o Lil Peep lançou mais uma mixtape intitulada Crybaby. Após o EP CALIFORNIA GIRLS, ele estava em um período de intensa produtividade criativa. Morando em Los Angeles e cada vez mais envolvido com a cena do SoundCloud, ele começava a construir uma base de fãs extremamente dedicada. O título resume perfeitamente a estética do projeto. Em vez de esconder suas vulnerabilidades, Peep as transforma no elemento central de sua arte. A produção contou com Lederrick, Charlie Shuffler, Nedarb, entre outros, que mantiveram aquela estética Lo-fi, mas com um refinamento maior. Os beats são bem orgânicos, com aqueles samples do Rock alternativo; as baterias são bem precisas, as guitarras ocupam um papel central, com presença de ecos, e os vocais do Lil Peep funcionam como complemento. O repertório é incrível, e as canções são bem melódicas e suaves. Enfim, é uma ótima mixtape e mostrou mais ousadia.
Melhores Faixas: White Tee, Falling 4 Me, Ghost Girl, Nineteen, Big City Blues
Vale a Pena Ouvir: Lil Jeep, Skyscrapers, Driveaway
HELLBOY – Lil Peep
NOTA: 8,5/10
Em setembro, para fechar aquele movimentado ano de 2016, o Lil Peep lançou HELLBOY. Após o Crybaby, Peep alcançou um nível de ambição, consistência e impacto cultural significativamente maior. Enquanto muitos artistas do SoundCloud dependiam fortemente de tendências passageiras, o rapper parecia estar desenvolvendo uma estética própria. O personagem apresentado ao longo da mixtape é alguém consumido por relacionamentos fracassados, abuso de substâncias, ansiedade, depressão e uma sensação permanente de deslocamento social. A produção contou com Smokeasac, Horse Head e outros, que criaram beats lentos com samples variados da cena alternativa. As baterias são mais sustentadas, assim como as guitarras, e os vocais de Lil Peep são bem articulados e variados, dialogando com Emo Rap, Cloud Rap e Trap. O repertório é muito bom, e as canções são profundas e sombrias. No fim, é uma ótima mixtape e muito pessoal.
Melhores Faixas: Cobain, Hellboy, Gucci Mane, We Think Too Much, Walk Away As The Door Slams, The Song They Played (When I Crashed Into The Wall), OFMG, Girls
Vale a Pena Ouvir: Drive-By, The Last Thing I Wanna Do, Interlude
Come Over When You're Sober, Pt. 1 – Lil Peep
NOTA: 9/10
No ano seguinte, o Lil Peep lançou seu tão aguardado álbum de estreia, o Come Over When You're Sober, Pt. 1. Após o HELLBOY, este novo trabalho o colocou em uma trajetória rumo ao reconhecimento mainstream. Diferentemente das mixtapes anteriores, que surgiam dentro de uma lógica mais espontânea, este projeto foi concebido com uma estrutura muito mais próxima da de um álbum profissional. Produzido por Smokeasac e IIVI, ele apresenta uma sonoridade bem mais limpa; os beats são mais amplos, além da presença de guitarras que assumem papel central em praticamente todas as músicas. Enquanto isso, os vocais do Peep são mais confiantes, com ele alternando entre fragilidade e agressividade, criando um álbum de Emo Rap e Cloud Rap bem encaixado. O repertório é curtinho, e as canções são carregadas de emoção e muito imersivas. No fim, é um baita disco, e uma pena que tenha acontecido uma tragédia.
Melhores Faixas: Save That Shit, Benz Truck (гелик), U Said Vale a Pena Ouvir: The Brightside, Problems
Come Over When You're Sober, Pt. 2 – Lil Peep
NOTA: 5/10
Então chegamos a 2018, quando foi lançado o único trabalho póstumo de maior importância do Lil Peep, o Come Over When You're Sober, Pt. 2. Após a primeira parte, em novembro de 2017 o rapper foi encontrado morto em seu ônibus de turnê por seu empresário, e a causa da morte foi uma overdose acidental devido aos efeitos combinados de fentanil e Xanax. Com isso, este trabalho foi preparado a partir de material que já havia sido gravado, sendo que a intenção do rapper, era que tivesse uma continuação. A produção contou com os mesmos nomes, além da presença do Mike Will Made It e 66swords, que seguiram uma abordagem mais polida. Os beats são variados, as guitarras acompanham arranjos mais elaborados e as baterias tiveram mais presença. Só que o problema é que essa sonoridade excessivamente limpa não se encaixa com a temática do Peep. O repertório é irregular, com canções boas e outras fraquíssimas. Enfim, é um álbum mediano e com escolhas equivocadas.
Melhores Faixas: Life Is Beautiful, 16 Lines, Runaway Vale a Pena Ouvir: Leanin', Hate Me, White Girl
Então é só e flw!!!

.jpg)



