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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Review: Loveland da Suki Waterhouse

                   

Loveland – Suki Waterhouse





















NOTA: 8,6/10


Semana passada, a Suki Waterhouse retornou com seu 3º álbum de estúdio, o Loveland. Após seu álbum anterior, a cantora assinou com a Island Records e procurou fazer um trabalho mais coeso. Em vez de apostar na variedade extrema do disco anterior, Suki concentrou seus esforços em construir uma identidade sonora consistente, baseada no Pop Rock dos anos 70, com pitadas da música alternativa. A produção, assinada por Aaron Dessner, Gabe Simon, Dan Wilson, entre outros, aposta em uma sonoridade orgânica, com guitarras limpas, baixos bastante presentes, baterias gravadas com pouca compressão, pianos discretos e cordas utilizadas para criar profundidade sem transformar as músicas em grandes baladas orquestrais. Os vocais da Suki são bem suaves e quase sussurrados, dialogando com o Soft Rock, Dream Pop e o Indie Pop. O repertório é muito legal, e as canções são bem envolventes e sentimentais. No fim, é um ótimo álbum e, até então, o melhor de sua carreira. 

Melhores Faixas: Teardrops, Weirdo, When I Get Drunk (I Want You Boy), Happy With It, Almost, Tiny Raisin, Notting Hill 
Vale a Pena Ouvir: Jukebox, Puppy Dog Eyes, Loveland


quarta-feira, 17 de junho de 2026

Analisando Discografias - Suki Waterhouse

                  

I Can't Let Go – Suki Waterhouse





















NOTA: 2,7/10


No ano de 2022, a Suki Waterhouse lançava seu álbum de estreia, o I Can't Let Go. A cantora inglesa havia começado sua carreira inicialmente como modelo e, posteriormente, ingressou na atuação, participando de filmes como Amores Canibais e A Garota Que Inventou o Beijo. Foi nesse período, entre 2016 e 2017, que ela iniciou sua carreira musical, lançando alguns singles, sendo o mais destacado Good Looking, que viralizou no TikTok em 2022. Onde ela assinou com a Sub Pop e preparava seu álbum de estreia. A produção, feita por Brad Cook, é bastante sofisticada e acessível. As guitarras ocupam um papel central, frequentemente cobertas por reverberações e efeitos que criam uma sensação de profundidade espacial. Há também sintetizadores discretos e linhas de baixo dialogando com o Alt-Pop, Indie Pop e Dream Pop, embora tudo soe bastante previsível. O repertório é fraquíssimo: há canções boas, mas a maioria é genérica. No fim, é um álbum de estreia bem ruinzinho. 

Melhores Faixas: Moves, My Mind, On Your Thumb 
Piores Faixas: Slip, Wild Side, Bullshit On The Internet, Put Me Through It
  

Milk Teeth – Suki Waterhouse





















NOTA: 7/10


Meses depois, ela lançou o EP Milk Teeth, e aqui trazia uma proposta diferente. Após o I Can't Let Go, esse projeto é marcado por um amadurecimento artístico perceptível. Enquanto seus trabalhos anteriores exploravam uma sonoridade mais dispersa e experimental, este EP surgiu como uma coleção mais coesa de canções, reunidas por temas recorrentes como nostalgia, insegurança emocional, relacionamentos fracassados e a dificuldade de superar experiências do passado. A produção contou com Blue May, Jules Apollinaire e Sammy Witte, que construíram uma sonoridade suave e limpa, com elementos do Dream Pop e Indie Pop. Os arranjos são elaborados com grande cuidado. Guitarras com reverb abundante, sintetizadores discretos, pianos suaves e camadas vocais etéreas aparecem ao longo de todo o projeto. O repertório é curtinho, mas as canções são todas muito boas e profundas. No geral, é um ótimo EP e mostrava algo interessante. 

Melhores Faixas: Good Looking, Brutally 
Vale a Pena Ouvir: Johanna, Neon Signs

Memoir Of A Sparklemuffin – Suki Waterhouse





















NOTA: 8,2/10


Então chegamos a 2024, quando ela lançou seu mais recente álbum, o Memoir of a Sparklemuffin. Após o EP Milk Teeth, Suki Waterhouse trabalhou nesse projeto durante o período de sua gravidez, e o conceito gira em torno da aranha australiana conhecida como "sparklemuffin". Suki encontrou na criatura uma metáfora para a vida moderna: uma dança constante de exposição, vulnerabilidade, sobrevivência e autodescoberta. A produção foi diversificada, contando com John Mark Nelson, Jonathan Rado, Boy Blue e outros colaboradores, que construíram arranjos ricos em guitarras, sintetizadores discretos, pianos e seções rítmicas bastante variadas, com uma abordagem que vai do Pop Rock ao Indie Pop, incorporando também elementos do Dream Pop e música barroca. Além disso, os vocais da Suki estão mais confiantes. O repertório é muito bom, e as canções são profundas e sentimentais. No fim, é um ótimo disco que demonstra uma clara evolução artística. 

Melhores Faixas: Model, Actress, Whatever, Supersad, To Love, Big Love 
Vale a Pena Ouvir: OMG, My Fun, Legendary, Faded


                                                                                        É isso, então flw!!!         

Analisando Discografias - Snoop Dogg: Parte 1

                  Doggystyle – Snoop Doggy Dogg NOTA: 10/10 No ano de 1993, o Snoop Dogg lançava seu clássico álbum de estreia, o Doggystyle...