terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Wishbone Ash: Parte 1

                 

Wishbone Ash – Wishbone Ash





















NOTA: 10/10


Em 1970, foi lançado o álbum de estreia autointitulado do Wishbone Ash, que trazia uma proposta interessante. A banda, formada em 1969 em Torquay, na Inglaterra, pelos guitarristas e vocalistas Andy Powell e Ted Turner, pelo baixista Martin Turner e pelo baterista Steve Upton, ganhou certo reconhecimento na cena underground quando chegou a abrir shows do Deep Purple, o que fez Richie Blackmore ficar impressionado com eles, indicando-os a um produtor e fazendo com que assinassem um contrato com a gravadora Decca/MCA. A produção ficou a cargo de Derek Lawrence, que buscou capturar tanto a energia crua do quarteto quanto a precisão das guitarras harmonizadas que se tornariam a marca registrada da banda. Aqui temos basicamente um equilíbrio entre Hard Rock, Blues Rock, Rock progressivo e psicodelia. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem energéticas, com um lado imersivo. No fim, é um baita disco de estreia e um clássico. 

Melhores Faixas: Lady Whisky, Errors Of My Ways 
Vale a Pena Ouvir: Phoenix, Queen Of Torture

Pilgrimage – Wishbone Ash





















NOTA: 9/10


No ano seguinte, foi lançado o 2º disco do Wishbone Ash, intitulado Pilgrimage, que trazia poucas mudanças. Após o clássico álbum de estreia, a banda passou por uma extensa turnê entre 1970 e 1971, tocando frequentemente ao vivo e aprimorando suas habilidades técnicas e interações instrumentais. Esse material novo não era inteiramente “novo”: muitas músicas já constavam no repertório ao vivo e haviam sido compostas antes ou durante os primeiros shows, sendo refinadas com a experiência de palco. A produção, novamente a cargo de Derek Lawrence, privilegia uma mistura de texturas, que vai de instrumentais complexos e jazzísticos até momentos mais acústicos e Folk, sem sacrificar a clareza das guitarras gêmeas que já vinham sendo a assinatura do grupo. O repertório é muito legal, e as canções são bem mais melódicas e complexas. No geral, é um ótimo disco e que é bastante subestimado. 

Melhores Faixas: Valediction, Jail Bait 
Vale a Pena Ouvir: Lullaby, The Pilgrim

Argus – Wishbone Ash





















NOTA: 10/10


Então chegamos a 1972, quando foi lançado o espetacular 3º álbum da banda, o Argus. Após o Pilgrimage, o Wishbone Ash vinha intensificando sua identidade musical, sobretudo com a exploração das guitarras gêmeas (dual-lead guitar), que se tornariam a marca registrada do grupo, em um momento de grande crescimento técnico e confiança composicional. A produção ficou novamente a cargo de Derek Lawrence, que apostou em um som mais denso e quente, com bateria e baixo firmes e cálidos, além de vocais que alternam entre momentos mais robustos em lead e harmonias etéreas. As guitarras aparecem mais sólidas e com grande clareza nos solos, fazendo tudo transpirar um equilíbrio refinado entre Rock progressivo, Hard Rock, Blues Rock e Folk. O repertório é simplesmente maravilhoso, parecendo uma coletânea, pois só há canções incríveis. No geral, é um álbum excepcional e certamente um dos melhores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Sometime World, The King Will Come, Warrior 
Vale a Pena Ouvir: Blowin' Free, Throw Down The Sword

Wishbone Four – Wishbone Ash





















NOTA: 8/10


Indo para 1974, foi lançado mais um trabalho do Wishbone Ash, Wishbone Four. Após o Argus, que elevou a banda ao patamar de um dos principais nomes do Rock britânico e a consolidou no circuito de grandes arenas, o grupo chegava ao início de 1973 com uma trajetória intensamente marcada por turnês e reconhecimento internacional. No entanto, decidiram afastar-se deliberadamente do clima épico, conceitual e pastoral de Argus, optando por uma abordagem menos coesa conceitualmente e mais diversificada em estilos. A produção, conduzida dessa vez pela própria banda, é mais orgânica e menos polida; com isso, guitarras e vocais ficam mais em primeiro plano, além da presença de texturas mais acústicas. Há menos influência progressiva, resultando em um trabalho mais acessível. O repertório é bem legal, e as canções ficaram mais envolventes e energéticas. Enfim, é um álbum muito bom, mas que não obteve grande sucesso. 

Melhores Faixas: Doctor, Rock 'N Roll Widow 
Vale a Pena Ouvir: Sorrel, Ballad Of The Beacon

There's The Rub – Wishbone Ash





















NOTA: 9,8/10


Aí, lá para o final daquele mesmo ano, eles lançaram mais um disco, o There’s the Rub. Após o Wishbone Four, o guitarrista e vocalista Ted Turner, cofundador da banda, decidiu sair, cansado da intensa rotina de turnês e da pressão da carreira. Para o seu lugar, recrutaram Laurie Wisefield, um guitarrista britânico com forte senso melódico e bastante versátil. Sua chegada foi um ponto de inflexão: a sonoridade da banda começou a se afastar, ainda que de maneira sutil, do estilo épico e “pastoral” dos primeiros discos, caminhando em direção a um rock mais direto, com influências americanas. A produção ficou a cargo de Bill Szymczyk, que trouxe um som mais limpo, mais próximo do Hard Rock americano, além de marcar o retorno de influências progressivas, com as guitarras gêmeas soando mais diretas e objetivas. O repertório é incrível, e as 6 faixas são bem divertidas. No final, é um belo disco e que é outro clássico deles. 

Melhroes Faixas: Persephone, Don't Come Back 
Vale a Pena Ouvir: Lady Jay, F·U·B·B


          Então é isso, um abraço e flw!!!                 

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