...Very 'Eavy Very 'Umble... – Uriah Heep
NOTA: 8,9/10
Voltando lá para 1970, foi lançado o álbum de estreia do Uriah Heep, intitulado ...Very 'Eavy Very 'Umble.... A banda, formada em 1969 na cidade de Londres, surgiu naquele momento em que o Rock britânico ganhava uma nova cena. Com isso, surgiu um grupo formado pelo vocalista David Byron e pelo guitarrista Mick Box, que vinham do Spice, banda que acabou não vingando. Em seguida, entraram o tecladista Ken Hensley e o baixista Paul Newton, e, na bateria, a banda teve vários músicos: Alex Napier, Keith Baker e Ollie Olsson. A produção, feita por Gerry Bron e lançada pelo selo Vertigo, trouxe uma sonoridade crua, mas a mistura de harmonias vocais densas, guitarras distorcidas e passagens do órgão Hammond já indicava uma assinatura musical clara, que mesclava influências do Hard Rock e do Rock progressivo. O repertório é ótimo, e as canções são bem energéticas e até cadenciadas. Enfim, é um trabalho muito bom, mas que foi injustamente desprezado.
Melhores Faixas: Gypsy, I'll Keep On Trying, Walking In Your Shadow
Vale a Pena Ouvir: Come Away Melinda., Dreammare
Salisbury – Uriah Heep
NOTA: 9,8/10
No início de 1971, foi lançado o 2º disco do Uriah Heep, intitulado Salisbury, que foi mais estruturado. Após o ...Very 'Eavy Very 'Umble..., eles estavam determinados a expandir seu som e mostrar que não seriam apenas mais uma banda de Hard Rock pesado. Ken Hensley, que havia participado apenas parcialmente do disco anterior, agora assumiu papel central na criação e na identidade musical, trazendo uma abordagem mais sinfônica e ambiciosa. A produção, feita novamente por Gerry Bron, buscou um som mais refinado e amplo, com o órgão Hammond de Hensley ganhando mais evidência nos riffs de Mick Box, criando um equilíbrio entre o lado mais cru do Hard Rock e toda a sofisticação do Rock progressivo, com tudo muito bem encaixado. O repertório é incrível, e as canções são bem melódicas e com um lado mais épico. Em suma, é um belo disco que mostrou uma clara evolução.
Melhores Faixas: Lady In Black, Bird Of Prey
Vale a Pena Ouvir: Salisbury, The Park
Look At Yourself – Uriah Heep
NOTA: 10/10
Melhores Faixas: Look At Yourself, July Morning, Shadows Of Grief
Vale a Pena Ouvir: I Wanna Be Free, What Should Be Done
Demons And Wizards – Uriah Heep
NOTA: 10/10
Mais um ano se passou e foi lançado o excepcional Demons and Wizards, que marcou o auge da banda. Após o Look at Yourself, que estabeleceu uma base sólida e um estilo próprio, o Uriah Heep se encontrava em plena ascensão. O som híbrido, que misturava o peso do Hard Rock com as harmonias vocais elaboradas, os arranjos progressivos e uma aura mística, já chamava atenção, só que eles queriam fazer algo ainda maior. Com a entrada dos novos integrantes, o baixista Gary Thain e enfim um baterista fixo, Lee Kerslake, o grupo encontrou sua formação clássica. A produção, feita como sempre por Gerry Bron, é cristalina, equilibrando perfeitamente o poder das guitarras de Mick Box com o brilho dos teclados de Ken Hensley, mostrando uma sonoridade bem mais lapidada e com um lado teatral. O repertório é espetacular, parecendo até uma coletânea, pois só tem canção incrível. No geral, é um baita disco e, assim como seu antecessor, uma obra-prima.
Melhores Faixas: Easy Livin’, The Wizard, Paradise / The Spell, Traveller In Time
Vale a Pena Ouvir: Rainbow Dream, Circle Of Hands
The Magician's Birthday – Uriah Heep
NOTA: 9,6/10
Mais alguns meses se passaram e foi lançado mais um álbum do Uriah Heep, o também incrível The Magician's Birthday. Após o Demons and Wizards, a banda, que vinha consolidando um som inconfundível entre o Hard Rock e o Rock progressivo, alcançou com aquele álbum não só uma identidade musical amadurecida, mas também uma coesão interna sem precedentes. Embora o disco não seja conceitual no sentido narrativo, há um fio temático contínuo que o atravessa: a ascensão espiritual do homem através da imaginação, da arte e da reconciliação dos opostos. A produção, feita mais uma vez por Gerry Bron, buscou um som mais expansivo, grandioso e minuciosamente trabalhado, refletindo uma banda em plena sinergia criativa, deixando tudo bem técnico e com uma ênfase maior nas harmonias vocais, nas camadas de teclados e nos contrastes dinâmicos. O repertório é ótimo, e as canções ficaram mais cadenciadas. Enfim, é um trabalho maravilhoso e muito coeso.
Melhores Faixas: Sunrise, Spider Woman, Tales
Vale a Pena Ouvir: Rain, The Magician's Birthday
Então é isso, um abraço e flw!!!




