quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Uriah Heep: Parte 1

                 

...Very 'Eavy Very 'Umble... – Uriah Heep






















NOTA: 8,9/10


Voltando lá para 1970, foi lançado o álbum de estreia do Uriah Heep, intitulado ...Very 'Eavy Very 'Umble.... A banda, formada em 1969 na cidade de Londres, surgiu naquele momento em que o Rock britânico ganhava uma nova cena. Com isso, surgiu um grupo formado pelo vocalista David Byron e pelo guitarrista Mick Box, que vinham do Spice, banda que acabou não vingando. Em seguida, entraram o tecladista Ken Hensley e o baixista Paul Newton, e, na bateria, a banda teve vários músicos: Alex Napier, Keith Baker e Ollie Olsson. A produção, feita por Gerry Bron e lançada pelo selo Vertigo, trouxe uma sonoridade crua, mas a mistura de harmonias vocais densas, guitarras distorcidas e passagens do órgão Hammond já indicava uma assinatura musical clara, que mesclava influências do Hard Rock e do Rock progressivo. O repertório é ótimo, e as canções são bem energéticas e até cadenciadas. Enfim, é um trabalho muito bom, mas que foi injustamente desprezado. 

Melhores Faixas: Gypsy, I'll Keep On Trying, Walking In Your Shadow 
Vale a Pena Ouvir: Come Away Melinda., Dreammare

Salisbury – Uriah Heep





















NOTA: 9,8/10


No início de 1971, foi lançado o 2º disco do Uriah Heep, intitulado Salisbury, que foi mais estruturado. Após o ...Very 'Eavy Very 'Umble..., eles estavam determinados a expandir seu som e mostrar que não seriam apenas mais uma banda de Hard Rock pesado. Ken Hensley, que havia participado apenas parcialmente do disco anterior, agora assumiu papel central na criação e na identidade musical, trazendo uma abordagem mais sinfônica e ambiciosa. A produção, feita novamente por Gerry Bron, buscou um som mais refinado e amplo, com o órgão Hammond de Hensley ganhando mais evidência nos riffs de Mick Box, criando um equilíbrio entre o lado mais cru do Hard Rock e toda a sofisticação do Rock progressivo, com tudo muito bem encaixado. O repertório é incrível, e as canções são bem melódicas e com um lado mais épico. Em suma, é um belo disco que mostrou uma clara evolução. 

Melhores Faixas: Lady In Black, Bird Of Prey 
Vale a Pena Ouvir: Salisbury, The Park

Look At Yourself – Uriah Heep





















NOTA: 10/10


Meses depois, foi lançado o 3º álbum de estúdio do Uriah Heep, o Look at Yourself (voltaram a fazer capa feia). Após o Salisbury, Ken Hensley, agora plenamente consolidado como principal compositor e cérebro criativo do grupo, conduziu a banda rumo a uma estética mais direta, porém sem abrir mão da grandiosidade e do detalhamento que vinham caracterizando suas composições. Além disso, houve uma troca de integrantes, com a entrada do baterista Iain Clark, que substituiu Keith Baker. A produção foi a de sempre, só que voltada para um lado mais poderoso e limpo, fazendo uma mistura daquele som com energia crua, mas com um acabamento técnico que destacava os vocais complexos do Byron, os riffs e solos memoráveis do Mick Box e as camadas do Hammond do Hensley. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem pesadas e cheias de variações. Enfim, é um baita disco e certamente um clássico da banda. 

Melhores Faixas: Look At Yourself, July Morning, Shadows Of Grief 
Vale a Pena Ouvir: I Wanna Be Free, What Should Be Done

Demons And Wizards – Uriah Heep





















NOTA: 10/10


Mais um ano se passou e foi lançado o excepcional Demons and Wizards, que marcou o auge da banda. Após o Look at Yourself, que estabeleceu uma base sólida e um estilo próprio, o Uriah Heep se encontrava em plena ascensão. O som híbrido, que misturava o peso do Hard Rock com as harmonias vocais elaboradas, os arranjos progressivos e uma aura mística, já chamava atenção, só que eles queriam fazer algo ainda maior. Com a entrada dos novos integrantes, o baixista Gary Thain e enfim um baterista fixo, Lee Kerslake, o grupo encontrou sua formação clássica. A produção, feita como sempre por Gerry Bron, é cristalina, equilibrando perfeitamente o poder das guitarras de Mick Box com o brilho dos teclados de Ken Hensley, mostrando uma sonoridade bem mais lapidada e com um lado teatral. O repertório é espetacular, parecendo até uma coletânea, pois só tem canção incrível. No geral, é um baita disco e, assim como seu antecessor, uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Easy Livin’, The Wizard, Paradise / The Spell, Traveller In Time 
Vale a Pena Ouvir: Rainbow Dream, Circle Of Hands

The Magician's Birthday – Uriah Heep





















NOTA: 9,6/10


Mais alguns meses se passaram e foi lançado mais um álbum do Uriah Heep, o também incrível The Magician's Birthday. Após o Demons and Wizards, a banda, que vinha consolidando um som inconfundível entre o Hard Rock e o Rock progressivo, alcançou com aquele álbum não só uma identidade musical amadurecida, mas também uma coesão interna sem precedentes. Embora o disco não seja conceitual no sentido narrativo, há um fio temático contínuo que o atravessa: a ascensão espiritual do homem através da imaginação, da arte e da reconciliação dos opostos. A produção, feita mais uma vez por Gerry Bron, buscou um som mais expansivo, grandioso e minuciosamente trabalhado, refletindo uma banda em plena sinergia criativa, deixando tudo bem técnico e com uma ênfase maior nas harmonias vocais, nas camadas de teclados e nos contrastes dinâmicos. O repertório é ótimo, e as canções ficaram mais cadenciadas. Enfim, é um trabalho maravilhoso e muito coeso. 

Melhores Faixas: Sunrise, Spider Woman, Tales 
Vale a Pena Ouvir: Rain, The Magician's Birthday


          Então é isso, um abraço e flw!!!               

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