Sweet Freedom – Uriah Heep
NOTA: 8,7/10
Outro ano se passa e é lançado mais um trabalho do Uriah Heep, o Sweet Freedom. Após o The Magician’s Birthday, depois de uma série de turnês extensas e da crescente pressão comercial, o grupo firmou um contrato com a Warner Bros., um movimento que deu mais visibilidade internacional, mas também elevou as expectativas para resultados ainda mais robustos. Apesar de ainda terem vínculo com a Bronze Records desde Look At Yourself, eles queriam fazer um trabalho que fosse mais consistente. A produção foi feita, como sempre, por Gerry Bron, que manteve o padrão de alta definição vocal e instrumental que caracterizava o quinteto, mas com uma nuance importante: o disco soa mais seco e menos etéreo, priorizando o peso dos riffs do Mick Box e a solidez do baixo do Gary Thain, resultando em um Hard Rock mais direto. O repertório é muito bom, e as canções são bem energéticas e até divertidas. No fim, é um ótimo disco e mais pesado.
Melhores Faixas: Stealin', Pilgrim, If I Had The Time
Vale a Pena Ouvir: Sweet Freedom, Dreamer
Wonderworld – Uriah Heep
NOTA: 8,4/10
Em 1974, foi lançado mais um disco do Uriah Heep, o Wonderworld, que mostrava a banda tentando se moldar. Após o Sweet Freedom, embora ainda houvesse criatividade e sinergia musical, fatores externos começavam a causar desgaste: turnês extenuantes, pressão da gravadora por mais resultados e, sobretudo, a fragilidade emocional e física de Gary Thain, cujo estado de saúde e dependências se agravavam. A produção foi praticamente a mesma, enfatizando clareza e abertura, especialmente nos teclados de Ken Hensley. A sonoridade é polida, com foco em nuances emocionais. Byron canta de maneira particularmente expressiva, explorando melodias mais dramáticas e passagens mais delicadas, seguindo as influências do Hard Rock, mas também absorvendo certas influências do emergente Boogie Rock. O repertório é muito bom, e as canções ficaram mais melódicas e com um lado mais cadenciado. Enfim, é um ótimo disco, só que traria muitas mudanças.
Melhores Faixas: So Tired, Something Or Nothing
Vale a Pena Ouvir: Dreams, Suicidal Man
Return To Fantasy – Uriah Heep
NOTA: 8,3/10
Mais um ano se passou e o Uriah Heep lançou seu 8º álbum de estúdio, o Return To Fantasy. Após o Wonderworld, eles sofreram uma grande perda com a morte de Gary Thain, que acabou falecendo devido a uma overdose de heroína. Com uma atmosfera interna esgotada, conseguiram buscar um baixista: o lendário John Wetton, que havia passado recentemente pelo King Crimson; sua entrada elevou o moral e trouxe frescor criativo, mesmo que temporário, considerando sua breve permanência. A produção foi mais expansiva e carregada, com David Byron vivendo um momento vocal exuberante. Mick Box trabalha riffs mais sólidos, mas também explora solos fluidos, enquanto Ken Hensley retoma um protagonismo mais nítido. A bateria de Lee Kerslake é gravada com mais impacto, e o baixo de Wetton tem um timbre mais articulado. O repertório é muito legal, e as canções são mais melódicas. No final de tudo, é um trabalho muito bom e que dá uma renovada.
Melhores Faixas: Return To Fantasy, Your Turn To Remember, Beautiful Dream
Vale a Pena Ouvir: Devil's Daughter, Showdown
High And Mighty – Uriah Heep
NOTA: 8/10
Se passou mais um ano, e o Uriah Heep lançava outro trabalho, o High and Mighty. Após o Return To Fantasy, o desgaste emocional era perceptível, e o comportamento do David Byron, cada vez mais errático devido ao alcoolismo crescente, gerava fricção constante durante turnês e gravações. O álbum surge, então, como um trabalho construído em meio a crises. Por um lado, havia enorme talento individual; por outro, a banda estava se fragmentando. A produção foi feita dessa vez pela própria banda, e aqui eles partiram para uma sonoridade polida, mais aberta e por vezes mais suave que a do trabalho anterior. Há clara intenção de explorar nuances emocionais, texturas melódicas e uma estética que beira o AOR em vários momentos, apesar de ainda manter os pés no Hard Rock. O repertório é bem legal, com canções mais envolventes, mas ainda com aquele lado energético. No geral, é um disco bacana, mas bem subestimado.
Melhores Faixas: Footprints In The Snow, Misty Eyes
Vale a Pena Ouvir: One Way Or Another, Can't Stop Singing, Midnight
Firefly – Uriah Heep
NOTA: 8,7/10
Aí chega o ano de 1977, e foi lançado o 10º álbum do Uriah Heep, o Firefly, que trouxe muitas mudanças. Após o High and Mighty, tornou-se insustentável que David Byron continuasse: mesmo com seu talento, ele já não conseguia mais contribuir no estúdio nem nas performances ao vivo por conta do alcoolismo, e com isso foi demitido. John Wetton também acabou saindo, levando a banda a se reformular com a entrada do vocalista John Lawton e do baixista Trevor Bolder. A produção foi feita, como sempre, por Gerry Bron, que buscou um som mais orgânico, apostando em clareza, calor e textura, com foco em ambientes abertos, guitarras mais presentes e arranjos equilibrados. A banda voltou a explorar aquele equilíbrio entre Hard Rock e Rock progressivo, algo que funcionou muito bem com os vocais poderosos do Lawton e o baixo mais percussivo do Bolder. O repertório é muito legal, e as canções são mais pesadas. Em suma, é um disco bacana e que mostra uma evolução.
Melhores Faixas: Sympathy, The Hanging Tree, Been Away Too Long
Vale a Pena Ouvir: Rollin' On, Firefly
Então é isso e flw!!!




