Magic – Billy Cobham
NOTA: 8/10
Mais um ano se passou, e foi lançado mais um trabalho do baterista, intitulado Magic. Após Life & Times, Cobham percebeu que o final dos anos 70 foi marcado por uma crescente aproximação do Jazz Fusion com o Funk, a música dançante e produções mais acessíveis, algo que afetou praticamente todos os grandes nomes do gênero. Com isso, ele quis fazer algo mais amplo, refletindo tanto a maturidade técnica de Cobham quanto uma tentativa de dialogar com um público além do nicho estritamente jazzístico. A produção, conduzida por ele próprio, se reflete em uma sonoridade bastante calculada e organizada. A bateria, embora ainda extremamente presente, passa a funcionar mais como eixo de sustentação do groove coletivo. O som é polido e com bastante ênfase em sintetizadores, que carregam boa parte da identidade harmônica do álbum. O repertório é muito bom, e as canções são bem envolventes e variadas. Enfim, é um ótimo disco, que trouxe algo promissor.
Melhores Faixas: Antares The Star, Magic
Vale a Pena Ouvir: On A Magic Carpet Ride, AC/DC, Reflections In The Clouds
Inner Conflicts – Billy Cobham
NOTA: 8,2/10
Entrando em 1978, foi lançado mais um álbum do Billy Cobham, o interessante Inner Conflicts. Após o Magic, ele quis aprofundar essa temática, mas com uma diferença conceitual importante: o disco carrega uma intenção mais introspectiva, menos exuberante e menos centrada na virtuosidade ostensiva. O próprio título sugere uma reflexão interna, quase um comentário sobre as tensões entre liberdade criativa, exigências comerciais e maturidade artística. A produção foi praticamente a mesma, resultando em um som limpo, denso e cuidadosamente arquitetado. As composições são estruturadas de maneira mais direta, com temas facilmente identificáveis e seções bem definidas. A produção evita excessos de improvisações longas e trabalha mais com variações sutis de dinâmica, timbre e acentuação. O repertório contém 5 faixas bem vibrantes e com um toque mais preciso. No fim de tudo, é um ótimo disco, mas bastante subestimado.
Melhores Faixas: Nickels And Dimes, Inner Conflicts
Vale a Pena Ouvir: Arroyo, The Muffin Talks Back, El Barrio
Simplicity Of Expression - Depth Of Thought – Billy Cobham
NOTA: 8/10
Meses se passaram, e foi lançado mais um trabalho do Billy Cobham, o Simplicity of Expression – Depth of Thought. Após o Inner Conflicts, ele decidiu fazer um retorno parcial a uma linguagem mais sofisticada, intelectualizada e próxima do Jazz moderno, ainda que filtrada pela estética elétrica e pela produção típica do final dos anos 70. Cobham estava interessado em explorar a ideia de que clareza formal e concisão não são opostas à profundidade musical. A produção, feita em conjunto com Jay Chattaway, é cuidadosa e deliberadamente elegante. O som é limpo, com grande atenção à definição de timbres e ao espaço entre os instrumentos. A bateria de Cobham é captada de forma precisa, porém integrada ao conjunto, sem aquele protagonismo esmagador, já que isso fica mais para as camadas de sintetizadores. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e dinâmicas. Enfim, é um trabalho bacana e que vale a pena ir atrás.
Melhores Faixas: Pocket Change, La Guernica
Vale a Pena Ouvir: Bolinas, Early Libra
B.C. – Billy Cobham
NOTA: 7,3/10
Então, chegando ao fim dos anos 70, foi lançado mais um trabalho dele, o B.C., que trouxe algumas falhas. Após o Simplicity of Expression – Depth of Thought, o Jazz Fusion já havia perdido parte do impacto revolucionário que tivera no início da década. Muitos de seus protagonistas buscavam novas formas de relevância artística, seja pela sofisticação formal, seja por uma aproximação maior com linguagens mais acessíveis. Com isso, Billy Cobham tentava equilibrar cada influência que buscou. A produção foi a mesma, com a bateria sendo um elemento central, mas agora aparecendo completamente integrada ao conjunto, sem a agressividade frontal dos primeiros discos. Aqui, percebe-se uma grande integração de elementos de sintetizadores e ritmos que remetem à Disco music, porém sem uma forma muito definida. O repertório é bom: há canções bem imersivas e outras esquecíveis. No fim de tudo, é um disco legal, mas com pequenos erros.
Melhores Faixas: Dana, Bring Up The House Lights, Oh Mendocino
Piores Faixas: I Don't Want To Be Without You, What Is Your Fantasy
Stratus – Billy Cobham's Glassmenagerie
NOTA: 6/10
Entrando nos anos 80, Billy Cobham lança o disco o Stratus, que traz regravações em uma nova roupagem. Após o B.C., Cobham decidiu criar o projeto Glassmenagerie, uma formação em que o baterista explora uma fusão de Jazz-Rock e Jazz Fusion com elementos contemporâneos, oferecendo arranjos mais curtos e focados do que os longos experimentos instrumentais que marcaram seus primeiros anos. A produção foi mais direta, privilegiando a coesão do grupo. A bateria de Cobham continua sendo referência de precisão e força rítmica, mas aqui está melhor integrada ao conjunto do que em discos anteriores, com foco em grooves intensos e arranjos que permitem maior espaço aos outros membros da banda. O problema é que há muita coisa que não funciona e que se afasta bastante da proposta original. O repertório é mediano: há regravações que deixam a desejar e canções novas até que interessantes. Enfim, é um álbum mediano e bastante inconsistente.
Melhores Faixas: Drum-Solo, All Hallows Eve
Piores Faixas: Wrapped In A Cloud, AC / DC
Warning – Billy Cobham
NOTA: 8/10
Melhores Faixas: Unknown Jeromes, The Dancer
Vale a Pena Ouvir: Go For It!, Mozaik
Powerplay – Billy Cobham
NOTA: 8,3/10
Melhores Faixas: Zanzibar Breeze, Desiccated Coconuts
Vale a Pena Ouvir: A Light Shines In Your Eyes, Times Of My Life
Então é isso, um abraço e flw!!!






