Tones For Joan's Bones – Chick Corea
NOTA: 8,5/10
Voltando para o ano de 1968, foi lançado o álbum de estreia de Chick Corea, o Tones for Joan’s Bones. Nascido na cidade de Chelsea, em Massachusetts, ele passou toda a infância e adolescência cercado pelo jazz, admirando nomes do Bebop como Dizzy Gillespie e Horace Silver. Sua grande paixão sempre foi o piano, e desde os oito anos já demonstrava aptidão pelo instrumento; com isso, em 1962, começa a colaborar com alguns nomes do Jazz e acaba assinando com a Atlantic Records, estando no selo Vortex. A produção, feita por Herbie Mann, é típica dos discos de Jazz de meados dos anos 60: simples e funcional, sem qualquer tipo de polimento excessivo. Com o piano do Chick Corea sendo o centro de tudo, com espaço e tempo, além de um time de músicos de apoio que sustenta essa base de Post-Bop, sendo um deles o já mencionado Joe Farrell. O repertório contém 4 faixas muito boas e bem intimistas. No final de tudo, é um bom disco de estreia e mostrou algo promissor.
Melhores Faixas: Tones for Joan's Bones, Litha
Vale a Pena Ouvir: Straight Up and Down, This Is New
Now He Sings, Now He Sobs – Chick Corea
NOTA: 10/10
Melhores Faixas: Now He Sings, Now He Sobs, Steps - What Was, Now He Beats the Drums, Now He Stops
Vale a Pena Ouvir: Matrix, The Law of Falling and Catching Up
Is – Chick Corea
NOTA: 2/10
Chegando ao fim dos anos 60, Chick Corea lança o álbum Is. Após o excepcional Now He Sings, Now He Sobs, Chick Corea tinha recém-entrado no grupo do Miles Davis e, com isso, já não estava mais satisfeito com o Jazz acústico tradicional. O resultado é um disco profundamente experimental, híbrido e inquieto, onde estruturas abertas e grooves elásticos aparecem; ou seja, ele mergulhou no Free Jazz. A produção, feita novamente por Sonny Lester, traz uma textura mais crua, quase tribal em certos momentos. O piano acústico continua central, mas agora dividido com percussões adicionais, sopros e uma abordagem coletiva mais densa, só que acaba caindo numa bagunça clichê que estraga qualquer imersão. O repertório contém quatro faixas, com apenas uma que se salva. No fim, é um disco péssimo e esquecível.
Melhor Faixa: This
Piores Faixas: Jamala, Is, It
The Sun – Chick Corea
NOTA: 8/10
Em 1970, foi lançado o pouco conhecido álbum The Sun, lançado apenas no Japão. Após o esquecível Is, esse novo projeto funciona como um fechamento de ciclo: ainda acústico, ainda profundamente ligado à linguagem do Jazz moderno, mas já impregnado de uma visão espiritual, modal e expansiva que aponta claramente para o que viria a ser o Return to Forever. A produção, conduzida por Teruo Nakamura, tem um som quente, cru e respirável. Os instrumentos parecem ocupar o mesmo espaço físico, sem separações artificiais. O piano do Chick soa mais percussivo e menos ornamental do que antes, fazendo um trabalho mais vanguardista. O repertório é muito bom, e as canções são até vibrantes. Em suma, é um disco até que interessante.
Melhores Faixas: The Sun, Part 1, Moon Dance
Vale a Pena Ouvir: The Moon



