Wind & Wuthering – Genesis
NOTA: 9,2/10
E já perto do fim daquele ano de 1976, foi lançado o 8º álbum do Genesis, o Wind & Wuthering. Após A Trick of the Tail, havia ficado provado que o grupo não apenas sobrevivera à perda de seu frontman original, como também encontrara um novo equilíbrio criativo. Ainda assim, internamente, o Genesis passava por tensões crescentes, sobretudo entre Tony Banks, cada vez mais interessado em composições densas, românticas e de forte apelo harmônico, e Mike Rutherford, que começava a buscar canções mais diretas e acessíveis. A produção foi basicamente a mesma, com um som refinado, cristalino e meticulosamente equilibrado, com especial atenção às camadas de teclados de Banks, que dominam a paisagem sonora do álbum, complementadas pelas guitarras expressivas de Rutherford e Hackett, além da bateria sólida e dos vocais seguros do Phil Collins. O repertório é ótimo, e as canções são bem dinâmicas. Enfim, é um excelente disco em um momento de transição.
Melhores Faixas: One For The Vine, Eleventh Earl Of Mar, Blood On The Rooftops, Afterglow Vale a Pena Ouvir: 'Unquiet Slumbers For The Sleepers..., Your Own Special Way
...And Then There Were Three... – Genesis
NOTA: 8,7/10
Mais dois anos se passaram, e o Genesis retorna com um novo disco, o …And Then There Were Three…. Após o Wind & Wuthering, Steve Hackett, vendo que suas ideias acabavam não sendo muito aproveitadas pela banda, decidiu sair e focar em sua carreira solo. Assim, o Genesis acabou se tornando um trio. Ao mesmo tempo, o grupo começava a sentir as pressões do mercado musical do final dos anos 70, cada vez menos receptivo a longas suítes progressivas e mais inclinado a canções concisas. A produção, feita junto com David Hentschel, apostou em um som mais limpo e espaçoso, com arranjos menos densos, mas cuidadosamente construídos. Os teclados do Tony Banks dominam o espectro sonoro, utilizando sintetizadores de maneira expansiva, enquanto as guitarras ficam mais rítmicas, atmosféricas e sólidas, servindo de base para o baixo e a bateria do Collins. O repertório é muito bom, e as canções são mais sofisticadas. Enfim, é um disco legal e bem subestimado.
Melhores Faixas: Follow You Follow Me, Many Too Many, Burning Rope Vale a Pena Ouvir: Down And Out, The Lady Lies, Snowbound
Duke – Genesis
NOTA: 8,9/10
Entrando nos anos 80, a banda lançava seu 10º álbum de estúdio, o Duke, que seguia por um caminho mais Pop. Após o …And Then There Were Three…, Phil Collins começava a se destacar fora do Genesis, não apenas como baterista e vocalista, mas como compositor de forte apelo emocional. Banks continuava sendo a principal força harmônica e estrutural da banda, enquanto Rutherford refinava sua habilidade de escrever canções diretas sem perder sofisticação. A produção, feita mais uma vez por David Hentschel, apresenta um som mais robusto, orgânico e, ao mesmo tempo, direto. A bateria do Collins ganha maior impacto, com timbres secos e presença marcante, antecipando a estética que dominaria os anos 80, enquanto as guitarras e o baixo precisos de Rutherford e os teclados centrais de Banks fazem um trabalho de Pop progressivo. O repertório é muito legal, e as canções são bem profundas. No geral, é um ótimo álbum conceitual e bastante coeso.
Melhores Faixas: Misunderstanding, Turn It On Again, Heathaze., Behind The Lines Vale a Pena Ouvir: Duchess, Alone Tonight, Duke's Travels
Abacab – Genesis
NOTA: 8/10
No ano seguinte, o Genesis lança mais um trabalho novo, o Abacab, no qual intensifica sua temática Pop. Após o Duke, eles decidiram dar um passo adiante, não apenas simplificando formatos, mas repensando radicalmente sua linguagem sonora. Não queriam manter vínculos explícitos com a estética sinfônica dos anos 70; em vez disso, buscavam se alinhar a uma sonoridade mais moderna, direta e experimental, em sintonia com o início da década de 1980. A produção, feita inteiramente pela própria banda, adota um som mais seco, espaçoso e agressivo, focado, é claro, nas estruturas do Pop Rock, mas ainda com algumas influências progressivas, com a bateria ganhando mais protagonismo, a guitarra muito mais limpa e os teclados mais minimalistas. O repertório é muito legal, e as canções são bem peculiares. No final, é um trabalho interessante e que costuma ser menosprezado pelos fãs mais puristas.
Melhores Faixas: Keep It Dark, No Reply At All
Vale a Pena Ouvir: Abacab, Man On The Corner
Genesis – Genesis
NOTA: 8,7/10
Em 1983, foi lançado mais um disco do Genesis, desta vez autointitulado, que trazia poucas mudanças. Após o Abacab, esse novo trabalho coincide com o crescimento exponencial das carreiras solo dos integrantes, especialmente Phil Collins, que começava a se afirmar como um artista de alcance global. Isso gerava, por um lado, desconfiança sobre o futuro da banda e, por outro, uma dinâmica criativa curiosa: cada membro trazia influências e ideias distintas, resultando em um álbum deliberadamente eclético. A produção, feita por Hugh Padgham junto com a banda, aposta em um som extremamente limpo, com amplo uso de tecnologia digital, baterias eletrônicas e timbres sintetizados. Com Phil Collins conduzindo os grooves na bateria, as guitarras e o baixo eficientes do Mike Rutherford e os teclados atmosféricos do Tony Banks. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e melódicas. No geral, é um ótimo disco e bastante consistente.
Melhores Faixas: Mama, That’s All, Silver Rainbow
Vale a Pena Ouvir: Taking It All Too Hard, Home By The Sea
Invisible Touch – Genesis
NOTA: 9/10
Melhores Faixas: Invisible Touch, Tonight, Tonight, Tonight, Throwing It All Away, Land Of Confusion
Vale a Pena Ouvir: Domino, Anything She Does
We Can't Dance – Genesis
NOTA: 6/10
Entrando nos anos 90, foi lançado o 14º álbum do Genesis, o We Can’t Dance. Após o Invisible Touch, o trio formado por Phil Collins, Tony Banks e Mike Rutherford passou vários anos afastado do estúdio, concentrando-se em projetos solo e em outras atividades. Vendo que a música Pop havia mudado sua temática e que a Charisma Records tinha deixado de existir, após ser absorvida pela Virgin, eles decidiram fazer um álbum com uma abordagem mais madura, refletindo uma banda consciente de seu legado. A produção, feita junto com Nick Davis, é cuidadosa, espaçosa e deliberadamente menos chamativa do que nos trabalhos anteriores. O som abandona parte do brilho excessivo dos anos 80 e adota uma estética mais orgânica, só que há muitos excessos, o que deixa tudo muito tedioso. O repertório até começa bem, mas depois surge um monte de canções genéricas. No fim, é um disco mediano e seria uma despedida abaixo do esperado.
Melhores Faixas: Jesus He Knows Me, No Son Of Mine, Fading Lights, Living Forever
Vale a Pena Ouvir: Hold On My Heart, Never A Time, I Can't Dance, Since I Lost You
Por hoje é só, então flw!!!






