Children Of Forever – Stan Clarke
NOTA: 8,2/10
Voltando a 1973, foi lançado o primeiro trabalho solo de Stanley Clarke, o Children Of Forever. Após o lançamento do álbum de estreia do Return to Forever, o baixista estava profundamente influenciado pelo Jazz Fusion, pelo pensamento afrocentrado e pela busca de transcendência que marcava parte da cena pós-Coltrane. A produção foi feita por Chick Corea, que criou um som que flutua entre o espírito jazzístico, a experimentação e grooves profundos. Instrumentalmente, o álbum mostra Clarke alternando entre baixo elétrico e contrabaixo acústico, explorando letras e arranjos que valorizam não apenas o virtuosismo técnico, mas também a expressividade, a textura e o diálogo instrumental com guitarra, flauta, piano elétrico e bateria. O repertório é muito bom, contendo 5 faixas que são bem expressivas. No fim, é um ótimo disco e bem consistente.
Melhores Faixas: Sea Journey, Unexpected Days
Vale a Pena Ouvir: Butterfly Dreams, Children Of Forever, Bass Folk Song
Stanley Clarke – Stanley Clarke
NOTA: 8,5/10
Melhores Faixas: Life Suite, Lopsy Lu
Vale a Pena Ouvir: Yesterday Princess
Journey To Love – Stanley Clarke
NOTA: 8/10
Mais um ano se passa, e é lançado seu 3º álbum, intitulado Journey To Love, que buscou ser mais complexo. Após o álbum autointitulado, Stanley Clarke estava plenamente confortável com sua posição de líder e compositor, explorando diferentes facetas do Jazz Fusion, do groove funkeado à escrita mais melódica e sofisticada, sem perder unidade. O álbum reflete também a convivência direta com músicos de alto nível e a absorção natural da linguagem elétrica da época, mas sem submissão a modismos. A produção, feita por ele em conjunto com Ken Scott, é clara, direta e muito bem equilibrada. O som é mais encorpado e moderno do que nos discos anteriores, com uma mixagem que favorece a presença rítmica e a definição dos ataques, especialmente do baixo elétrico, que ocupa o centro da narrativa sonora, mas sem esmagar os demais elementos. O repertório é muito bom, e as canções ficaram mais imersivas. Enfim, é um ótimo trabalho e bem coeso.
Melhores Faixas: Hello Jeff, Concerto For Jazz / Rock Orchestra
Vale a Pena Ouvir: Silly Putty
Modern Man – Stanley Clarke
NOTA: 8/10
Melhores Faixas: Modern Man, More Hot Fun
Vale a Pena Ouvir: Rock 'N' Roll Jelly, Dayride
I Wanna Play For You – Stanley Clarke
NOTA: 8/10
Já no fim dos anos 70, foi lançado esse quase álbum de estúdio, o I Wanna Play For You. Após o Modern Man, ele decidiu fazer um disco duplo que funciona como uma espécie de “summing up” criativo daquela década, reunindo uma mistura de material ao vivo e de estúdio, grooves Funk, Jazz, Rock e até momentos mais Pop ou vocais. Produção feita por ele próprio, foi uma tentativa de juntar dois mundos o de estúdio gravações bem arranjadas, com foco em grooves, arranjos densos e recursos de produção típicos do final dos anos 70. E no Ao vivo: desempenho interpretativo que mostra Clarke e sua banda respondendo à energia do palco, com dinâmicas espontâneas e momentos de interação que não poderiam ser recriados em estúdio, e assim a seleção foi muito bem-feita e tudo aqui é bem encaixado. O repertório é muito bom, e as canções ficaram interessantes inclusive as versões ao vivo. No fim, é um ótimo disco e que vale a pena ir atrás.
Melhores Faixas: I Wanna Play For You, School Days
Vale a Pena Ouvir: Just A Feeling, Jamaican Boy, Blues For Mingus, Rock 'N' Roll Jelly
Rocks, Pebbles And Sand – Stanley Clarke
NOTA: 8/10
Agora já estando nos anos 80, foi lançado mais um trabalho agora totalmente inédito, o Rocks, Pebbles And Sand. Após o I Wanna Play For You, o baixista tinha assinado com a Epic Records e vendo que o Jazz Fusion estava ficando bem desgastado, Clarke responde a esse cenário com um disco que, embora ainda marcado pelo Funk e pela música urbana, apresenta uma abordagem mais segmentada e contrastante, refletida já no próprio título. Produção foi mais enxuta e focada do que a do álbum anterior, embora ainda carregue o polimento característico do início dos anos 80. Os timbres são claros, os grooves bem definidos e os arranjos menos sobrecarregados, com o baixo elétrico agora muitas vezes integrado de maneira mais funcional ao conjunto, menos espetacularizada. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem envolventes, mas com toques de complexidade. No fim, é um disco muito legal e que é bastante subestimado.
Melhores Faixas: We Supply, Underestimation
Vale a Pena Ouvir: The Story Of A Man And A Woman, Rocks, Pebbles And Sand
School Days – Stanley Clarke
NOTA: 8,7/10
Em 1976, foi lançado o álbum School Days, que mostrava um lado mais variado de Stanley Clarke. Após o Rocks, Pebbles And Sand, Clarke já era um nome respeitado na cena do elétrica por seu trabalho com o Return to Forever e seus álbuns anteriores, mas, com esse projeto, ele queria consolidar sua posição como baixista protagonista e pioneiro do estilo. A produção, feita pelo próprio Stanley Clarke, capturou tanto a energia visceral do Jazz Fusion, com influências do Rock e do Funk, quanto a profundidade harmônica e a sensibilidade do Jazz mais contemplativo. O som privilegia a clareza e a definição de cada instrumento, especialmente o baixo, que aparece com grande presença de timbre e ataque, seja no slap elétrico, seja no baixo acústico ou no piccolo bass. O repertório é muito legal, e as canções são bem divertidas e suaves. No final de tudo, é um disco bacana e um dos melhores de sua carreira.
Melhores Faixas: Life Is Just A Game, School Days
Vale a Pena Ouvir: Desert Song, Quiet Afternoon
Então é isso e flw!!!






