Number The Brave – Wishbone Ash
NOTA: 8,4/10
No ano de 1981, foi lançado mais um disco do Wishbone Ash, o Number the Brave. Após o Just Testing, o baixista e vocalista Martin Turner decidiu sair da banda, já que os outros integrantes queriam encontrar um vocalista fixo e que ele permanecesse apenas no baixo. Com isso, a banda recrutou John Wetton para ser o novo baixista. Nesse novo trabalho, eles decidiram tentar equilibrar a identidade clássica com uma sonoridade mais direta e acessível, talvez em resposta ao Rock mais pesado e à popularidade de sons mais radiáveis no início dos anos 80. A produção, feita por Nigel Gray, é mais polida do que muitos trabalhos anteriores da banda, com uma presença mais destacada das guitarras, além de uma bateria firme e graves contidos, dando espaço para as harmonias características. Já os vocais ficam no centro, só que ficam divididos entre Powell, Wisefield e Wetton. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas. No geral, é um ótimo disco e bastante ousado.
Melhores Faixas: Where Is The Love, Get Ready (cover da música dos Temptations), Number The Brave
Vale a Pena Ouvir: Kicks On The Street, That's That, Loaded
Twin Barrels Burning – Wishbone Ash
NOTA: 8/10
Outro ano se passa, e foi lançado mais um trabalho novo do Wishbone Ash, o Twin Barrels Burning. Após o Number the Brave, John Wetton acabou saindo da banda, já que não via muito futuro e decidiu concentrar seus planos no Asia. Com isso, eles recrutaram o ex-Uriah Heep, Trevor Bolder. Para esse trabalho, decidiram seguir as tendências da época, com um Hard Rock mais direto, o surgimento do AOR e uma busca por refrões fortes e produções mais polidas. A produção, feita pela própria banda, é mais robusta e “seca” do que em trabalhos anteriores. Há menos ênfase em extensões instrumentais expansivas e mais foco em clareza, impacto rítmico e presença imediata das guitarras e dos vocais, que novamente apresentam aquela mesma alternância, só que agora com a presença de Bolder. O repertório é muito bom, e as canções ficaram mais energéticas e melódicas. Enfim, é outro disco bom e subestimado.
Melhores Faixas: No More Lonely Nights, Me And My Guitar
Vale a Pena Ouvir: Hold On, Wind Up, Can't Fight Love
Raw To The Bone – Wishbone Ash
NOTA: 8/10
Melhores Faixas: It's Only Love, Don't Cry
Vale a Pena Ouvir: Rocket In My Pocket, Dreams (Searching For An Answer)
Nouveau Calls – Wishbone Ash
NOTA: 4/10
Dois anos se passam, e foi lançado mais um trabalho do Wishbone Ash, o Nouveau Calls, no qual eles mudaram de abordagem. Após o injustamente menosprezado Raw to the Bone, a banda havia recém-assinado com a I.R.S. Records, que, na época, tinha uma proposta de série de álbuns intitulada No Speak, composta inteiramente por música instrumental. Para lançar a gravadora com sucesso, eles precisavam de uma banda de renome que trouxesse publicidade ao projeto; com isso, Andy Powell, Ted Turner, Steve Upton e o retornante Martin Turner foram escalados para gravar o álbum. A produção, feita por William Orbit, privilegiou dinâmicas mais sutis, ambiências, texturas e espaços entre os instrumentos. O som é muitas vezes etéreo e aberto, trazendo de volta influências do Rock progressivo, só que mescladas com AOR, só que fica sendo muito repetitivo. O repertório até começa bem, mas depois decai drasticamente. Em suma, é um disco ruim e esquecível.
Melhores Faixas: Tangible Evidence, Johnny Left Home Without It, In The Skin, A Rose Is A Rose
Piores Faixas: Clousseau, Something's Happening In Room 602, The Spirit Flies Free, From Soho To Sunset, Real Guitars Have Wings
Here To Hear – Wishbone Ash
NOTA: 4/10
Já perto do final dos anos 80, o Wishbone Ash lança seu 15º álbum, o Here to Hear, no qual retornam ao formato tradicional. Após o chatíssimo Nouveau Calls, a banda tentava se reconectar com suas raízes melódicas e com a energia rítmica, ao mesmo tempo em que integrava as influências acumuladas ao longo da década. A produção foi feita por Martin Turner, com auxílio de Adam Fuest, e resultou em um som notavelmente mais direto e sólido. Em vez de texturas etéreas ou arranjos expansivos, o álbum apresenta uma sonoridade mais focada, com guitarras definidas, bateria presente e um cânone melódico que prioriza a coesão entre os instrumentos. A sonoridade se enquadra no AOR e no Hard Rock que, naquele período, já estavam perto de seu fim; com isso, os arranjos soam bem manjados e carecem de maior imersão. O repertório é muito ruim, com muitas canções genéricas e poucas que se salvam. No geral, é um disco fraco e que mostrava a banda totalmente perdida.
Melhores Faixas: Lost Cause In Paradise, Mental Radio, Why Don't We
Piores Faixas: Keeper Of The Light, Witness To Wonder, Walk On Water, In The Case
Bom é isso e flw!!!




