sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Analisando Discografias - Wishbone Ash: Parte 4

                 

Strange Affair – Wishbone Ash





















NOTA: 3/10


Indo para 1991, foi lançado mais um novo trabalho da banda, o também fraquíssimo Strange Affair. Após o Here To Hear, o baterista Steve Upton decidiu sair da banda e se retirar da indústria musical, e para o seu lugar entrou Ray Weston. Esse novo trabalho surge em um momento em que a banda tentava equilibrar sua herança clássica com uma sonoridade mais contemporânea para a época, apesar de que o AOR naquele período já estava completamente ultrapassado. A produção, feita pelo próprio Martin Turner, colocou um som limpo, com foco especial em destacar as duas guitarras, além de uma cozinha rítmica firme e os vocais decentes de Turner, só que é aquilo: toda a sonoridade era bem manjada e com ideias que já tinham sido apresentadas antes, deixando tudo muito previsível. O repertório é bem ruim, e as canções são bem genéricas, com poucas se salvando. Enfim, é um trabalho péssimo e deixava a banda ainda mais em baixa. 

Melhores Faixas: Rollin, Renegade, Hard Times 
Piores Faixas: Wings Of Desire, Some Conversation, Say You Will, You

Illuminations – Wishbone Ash





















NOTA: 4/10


Cinco anos depois, foi lançado o 17º álbum da banda, intitulado Illuminations, em um momento de transição. Após o Strange Affair, meio que todo mundo saiu, ficando apenas Andy Powell como membro remanescente; com isso, ele recrutou o guitarrista Roger Filgate, o baterista Mike Sturgis e o baixista e também vocalista Tony Kishman. Com isso, eles decidiram fazer um disco que juntasse tudo o que haviam adquirido com o passar dos anos. A produção foi feita pela própria banda, conseguindo transmitir uma sensação de clareza e espaço, algo que favorece tanto a interação entre as guitarras quanto a distinção de cada elemento do arranjo. Além disso, os vocais de Kishman são bem integrados e funcionam muito bem, só que o grande problema é que essa junção de Hard Rock, AOR, Rock progressivo, entre outros estilos que pairam aqui, fica bem maçante. O repertório é fraco: até começa bem, mas depois só vem canção ruim. No geral, apesar de promissor, é outro trabalho fraquíssimo. 

Melhores Faixas: Mountainside, Tales Of The Wise, The Ring, On Your Own 
Piores Faixas: Mystery Man, A Thousand Years, Comfort Zone, Wait Out The Storm, Another Time

Trance Visionary – Wishbone Ash





















NOTA: 1/10


Dois anos depois, foi lançado um dos maiores tropeços do Wishbone Ash, o Trance Visionary. Após o Illuminations, a banda, que não estava em sua melhor fase, decidiu seguir um caminho no mínimo inusitado. Eu não sei qual erva estragada o Andy Powell fumou, mas ele decidiu explorar territórios eletrônicos no final dos anos 1990. Esse álbum é, essencialmente, uma reinterpretação eletrônica de ideias que já existiam no repertório da banda, mas reconfiguradas com batidas eletrônicas, loops e texturas que remetem ao Trance e à música eletrônica de pista da época. A produção, feita por Mike Bennett, privilegiou batidas eletrônicas marcantes, loops e a repetição como estrutura rítmica principal, guitarras tratadas digitalmente e atmosferas sintetizadas que criam uma sensação de ambiente, só que o resultado ficou tão sem graça que chega a ser entediante. O repertório é até bom, mas o resultado final é simplesmente pavoroso. Enfim, é um disco completamente abominável. 

Melhores Faixas: (...............................) 
Piores Faixas: Remnants Of A Paranormal Menagerie, Wonderful Stash, Numerology, Wronged By Righteousness, The Loner, Narcissus Nervosa

Psychic Terrorism – Wishbone Ash





















NOTA: 1/10


Aí, no ano seguinte, foi lançado mais um disco dessa tenebrosa fase da banda, o Psychic Terrorism. Após o Trance Visionary, eles decidiram continuar nessa temática, aprofundando a ideia de misturar elementos do Rock com música eletrônica, algo que estava longe da tradição das guitarras duplas que definiu a banda nas décadas anteriores. A produção foi praticamente a mesma, privilegiando texturas eletrônicas, batidas sintéticas e manipulação de som, com as guitarras inseridas dentro dessa paisagem sonora de forma processada e, muitas vezes, distante do timbre de Rock clássico esperado pelos fãs. O foco recai, assim, em loops, ritmos repetitivos, camadas eletrônicas em evolução e transições contínuas entre as faixas, com as influências centradas no Techno e no Psytrance, só que, de novo, tudo é muito entediante. O repertório, mais uma vez, foi estragado com versões terríveis. No fim, é um trabalho péssimo e que mostrou a banda no fundo do poço. 

Melhores Faixas: (.................................) 
Piores Faixas: Narcissus Stash, The Son Of Righteousness, Monochrome, Back Page Muse

Bona Fide – Wishbone Ash





















NOTA: 8/10


Indo para 2002, foi lançado mais um novo álbum do Wishbone Ash, o Bona Fide. Após aquela péssima experiência com os álbuns de trance, Andy Powell reestruturou a banda, agora contando com ele como vocalista e guitarrista, além do guitarrista Ben Granfelt, do baixista Bob Skeat e do baterista Ray Weston. O foco na época era reequilibrar a identidade clássica das guitarras duplas harmonizadas com um repertório que pudesse soar atual sem perder a essência que conquistou fãs desde os anos 1970. A produção, feita pela própria banda, é bem limpa, com as guitarras duplas soando definidas; o baixo e a bateria são sólidos e presentes; e o vocal do Powell é bem natural e reflete uma performance focada e sincera. Com isso, eles voltam a fazer aquele equilíbrio perfeito de Hard Rock, Rock progressivo e Blues Rock. O repertório é muito bom, as canções são bem envolventes e a banda volta àquele caminho energético. No final de tudo, é um ótimo disco que os ressuscitou. 

Melhores Faixas: Difference In Time, Enigma 
Vale a Pena Ouvir: Bona Fide, Changing Tracks, Peace
  

               Então é isso e flw!!!           

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