sábado, 3 de janeiro de 2026

Analisando Discografias - Wishbone Ash: Parte 5

                 

Clan Destiny – Wishbone Ash





















NOTA: 8,2/10


Em 2005, eles lançam mais um disco intitulado Clan Destiny, que trouxe algumas mudanças. Após o Bona Fide, o guitarrista Ben Granfelt deixou a banda em 2004 para se dedicar a outros projetos solo, e seu mentor, Muddy Manninen, juntou-se ao grupo. Esse projeto chega em um momento em que a banda já está longe de seu auge comercial, mas ainda comprometida com sua tradição sonora e explorando novos matizes dentro desse legado. A produção, feita pelo próprio Andy Powell, busca um equilíbrio entre a estética clássica do Blues Rock e um som limpo e acessível, sem recorrer a experimentações radicais. A sonoridade geral ressalta as harmonias de guitarra entre Powell e Manninen, um forte senso de groove e arranjos que privilegiam melodias claras e solos precisos, em vez de longas jams improvisadas. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas e imersivas. No fim, é um ótimo disco, que mostrava o bom momento que a banda atravessava. 

Melhores Faixas: Slime Time, Loose Change 
Vale a Pena Ouvir: Dreams Outta Dust, The Raven, Eyes Wide Open

First Light – Wishbone Ash





















NOTA: 8,5/10


Então, em 2007, eles decidiram resgatar um material engavetado lá do começo da banda, o First Light. Após o lançamento de Clan Destiny, Andy Powell acabou encontrando esse material perdido, no qual essas gravações representam o momento embrionário do Wishbone Ash, quando o grupo formado por Andy Powell (guitarra/vocais), Ted Turner (guitarra/vocais), Martin Turner (baixo/vocais) e Steve Upton (bateria) tentava capturar seu som para conseguir um contrato com uma gravadora grande. A produção mostra um som cru e espontâneo, não refinado como nos LPs oficiais posteriores, mas isso faz parte do charme histórico: os instrumentos são captados de forma direta, com o foco nas duas guitarras em harmonia que se tornariam a assinatura do grupo, fazendo a combinação da energia do Hard Rock e da complexidade do Rock progressivo. O repertório é muito bom, onde se vê uma estrutura diferente dos resultados finais. Enfim, é um trabalho interessante e vale a pena ir atrás. 

Melhores Faixas: Blind Eye, Handy, Alone 
Vale a Pena Ouvir: Errors Of My Way, Joshua

The Power Of Eternity – Wishbone Ash





















NOTA: 8/10


Meses depois, foi lançado mais um álbum novo do Wishbone Ash, o The Power of Eternity (com essa capa horrorosa). Após o lançamento do First Light, o baterista Ray Weston acabou vazando, e em seu lugar entrou Joe Crabtree, e para esse próximo trabalho eles seguiram por uma linha criativa renovada, mesclando o Rock clássico de guitarras duplas com arranjos modernos e letras mais elaboradas, muitas vezes com reflexões existenciais e temas humanos. A produção, feita como sempre pelo próprio Andy Powell, foi por uma abordagem cristalina e acessível, que realça cada instrumento. O som é limpo e equilibrado, com a bateria de Joe Crabtree dando mais profundidade rítmica e o baixo de Bob Skeat consolidando a base harmônica. As guitarras de Powell e Manninen se complementam com uma paleta tonal rica, alternando entre solos virtuosos e harmonias elaboradas. O repertório é muito bom, e as canções são bem variadas. No fim, é um disco legal, mas muito menosprezado. 

Melhores Faixas: In Crisis, Hope Springs Eternal 
Vale a Pena Ouvir: Driving A Wedge, Disappearing, Happiness

Elegant Stealth – Wishbone Ash





















NOTA: 6/10


Indo para 2011, foi lançado mais um álbum do Wishbone Ash, o Elegant Stealth. Após o The Power of Eternity, que marcou a continuação do desejo da banda de se afirmar tanto junto aos fãs clássicos quanto a novas audiências, o grupo seguiu priorizando riffs elaborados, harmonias e arranjos mais densos, além de manter a tradição do som característico de guitarras duplas que marcou a banda desde o início dos anos 70. A produção, feita por Andy Powell em conjunto com Tom Greenwood, privilegiou tanto a clareza das harmonias de guitarra em dueto quanto a profundidade da seção rítmica; o resultado é um som que combina o Hard Rock clássico da banda com texturas modernas e densas. O problema é que muitos dos arranjos ficam confusos, com estruturas que não conseguem se encaixar adequadamente nos riffs de Powell e Muddy Manninen. O repertório é bem fraquinho, com algumas canções legais e outras sem graça. No final, é um trabalho mediano e bem confuso. 

Melhores Faixas: Give It Up, Reason To Believe, Searching For Satellites 
Piores Faixas: Man With No Name, Can't Go It Alone, Invisible Thread

Blue Horizon – Wishbone Ash





















NOTA: 8,4/10


Passam-se três anos e é lançado mais um disco deles, intitulado Blue Horizon, que segue por um caminho certeiro. Após o irregular Elegant Stealth, a banda entra em estúdio novamente não para repetir a fórmula, mas para expandir ainda mais seu vocabulário musical, afastando-se do Rock mais direto daquele disco e apostando em uma obra mais atmosférica, contemplativa e aberta, quase como um álbum de “mood”. A produção foi feita pelos mesmos nomes, e aqui eles optaram por uma abordagem que privilegia respiração e clareza, evitando compressões excessivas e deixando os instrumentos soarem com dinâmica natural. As guitarras são o centro do álbum, com timbres limpos, quentes e muitas vezes quase jazzísticos, e uma cozinha rítmica firme, com presença de grooves precisos, resultando em um álbum bem mais de Rock progressivo do que de Hard Rock. O repertório é muito bom, e as canções são bem imersivas. No geral, é um trabalho interessante e muito coeso. 

Melhores Faixas: Take It Back, Way Down South 
Vale a Pena Ouvir: Tally Ho!, Blue Horizon, Deep Blues


Coat Of Arms – Wishbone Ash





















NOTA: 8/10


Então chegamos ao último álbum até então do Wishbone Ash, lançado no início de 2020, o Coat of Arms. Após o Blue Horizon, o guitarrista Muddy Manninen decidiu sair da banda, e em seu lugar entrou Mark Abrahams, que sempre foi um grande fã do grupo. Para esse disco, eles decidiram explorar temas de união, perseverança, consciência ambiental e introspecção pessoal, além de honrarem seu legado, já que haviam recém-completado 50 anos de estrada. A produção, feita pela banda junto com Tom Greenwood, resultou em uma sonoridade clara, orgânica e muito bem definida, combinando energia de estúdio com sensação de performance ao vivo. Técnicas como o uso de amplificadores perfilados ajudaram a capturar o som clássico das guitarras, resultando em uma junção de Hard Rock, Rock progressivo e Folk Rock. O repertório é bem legal, e as canções são mais energéticas e variadas. Em suma, é um trabalho muito bom e consistente. 

Melhores Faixas: Empty Man, Back In The Day 
Vale a Pena Ouvir: Drive, We Stand As One, Personal Halloween

                                                         Então é isso, um abraço e flw!!!                 

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