Cannonball Adderley's Fiddler On The Roof – Cannonball Adderley
NOTA: 8,5/10
Mais um tempinho se passou, e foi lançado mais um trabalho dele intitulado Cannonball Adderley's Fiddler on the Roof. Após o Cannonball's Bossa Nova, o saxofonista Cannonball Adderley já estava plenamente consolidado como um dos nomes centrais do Hard Bop dos anos 60, agora com ele liderando um grupo extremamente entrosado que vinha conquistando público tanto em clubes quanto em gravações, com isso ele decidiu fazer um álbum baseado no musical da Broadway Fiddler on the Roof. A produção, feita por David Axelrod, deixou o grupo reorganizar as estruturas, abrindo espaço para improvisos longos e para criar climas que variam entre Hard Bop vigoroso, momentos mais modais e passagens atmosféricas, além da presença de novos nomes, como o pianista Joe Zawinul e o saxofonista Charles Lloyd, que colocaram um lado bem mais direto no som. O repertório, obviamente, é muito bom, e as canções são bem divertidas. No fim, é um disco bacana e bem estruturado.
Melhores Faixas: Sewing Machine, To Life, Do You Love Me
Vale a Pena Ouvir: Fiddler On The Roof, Sabbath Prayer
Accent On Africa – The Cannonball Adderley Quintet
NOTA: 8/10
Em 1968, foi lançado outro trabalho do Cannonball Adderley, o Accent on Africa, que foi mais tematizado. Após o Fiddler on the Roof, muitos músicos estavam explorando novas direções sonoras, influenciados por movimentos culturais globais, pela busca de raízes africanas na música afro-americana e também pela abertura a elementos elétricos. Depois de anos consolidando seu estilo dentro do Hard Bop, o quinteto de Cannonball começou a experimentar com novas texturas rítmicas e arranjos mais amplos. A produção, feita por David Axelrod, colocou uma sonoridade um pouco diferente dos discos mais tradicionais do quinteto, com uso intensivo de percussões adicionais, criando camadas rítmicas que se afastam do swing tradicional do Jazz, muito pelas influências africanas aplicadas, mostrando um sax do Cannonball sendo mais melódico. O repertório é bem legal, e as canções são todas bem dinâmicas. No fim, é um trabalho interessante e bem coeso.
Melhores Faixas: Up And At It, Gumba Gumba
Vale a Pena Ouvir: Ndolima, Marabi
The Cannonball Adderley Quintet & Orchestra – The Cannonball Adderley Quintet & Orchestra
NOTA: 8,2/10
Melhores Faixas: Tensity, Experience In E
Vale a Pena Ouvir: Dialogues For Jazz Quintet And Orchestra
Phenix – Cannonball Adderly
NOTA: 3/10
E aí chegamos a 1975, quando foi lançado o que foi seu último álbum em vida, intitulado Phenix. Após o The Cannonball Adderley Quintet & Orchestra, vendo que o gênero estava profundamente transformado pela ascensão daquela fase Fusion, pela influência do Funk e pelo uso cada vez maior de instrumentos elétricos, o Cannonball Adderley ainda assim continuava tentando expandir sua música, incorporando elementos modernos sem abandonar completamente sua identidade melódica e bluesy. A produção foi mais orgânica, com uma textura mais contemporânea, marcada por teclados elétricos, linhas de baixo mais marcantes e ritmos que às vezes se aproximam do Jazz Fusion e do Soul Jazz. Mesmo com essas mudanças, o saxofone alto do Cannonball continua sendo o elemento central da música, só que, no geral, ficou bem excessivo e tedioso. O repertório é fraco, tendo pouquíssimas canções que conseguem se salvar. Enfim, é um disco ruim e que foi um completo fracasso.
Melhores Faixas: Work Song, Country Preacher, The Sidewalks Of New York
Piores Faixas: Hamba Nami, Stars Fell On Alabama, Domination, Walk Tall / Mercy, Mercy, Mercy
Lovers – Cannonball Adderly
NOTA: 8/10
E aí, no ano seguinte, foi lançado de forma póstuma seu último disco, intitulado Lovers. Após o fraquíssimo Phenix, o Cannonball Adderley estava pensando em preparar outros projetos, mas infelizmente ele sofreu um derrame cerebral e, quatro semanas depois, acabou vindo a falecer aos 46 anos. Com isso, a gravadora Fantasy decidiu resgatar um material que foi terminado um mês antes A produção foi feita por Nat Adderley e Orrin Keepnews, que chamaram vários músicos importantes da cena, como Alphonso Johnson, Airto Moreira e George Duke, entre outros, colocando uma forte presença elétrica e uma abordagem mais atmosférica. O uso de sintetizadores e pianos elétricos cria texturas densas, enquanto a percussão e o baixo elétrico ajudam a estabelecer grooves mais próximos do Jazz-Funk e do Fusion. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas. No geral, é um ótimo álbum e que foi uma despedida decente.
Melhores Faixas: Ayjala, Salty Dogs
Vale a Pena Ouvir: Nascente
Então é isso, um abraço e flw!!!




.jpg)